segunda-feira, 25 de maio de 2009

Decisões de Sodomia Baseadas em “Ciência” Fraudulenta
As origens sadomasoquistas do julgamento da opinião de Kennedy

por Judith Reisman
08/19/2003
http://www.humanevents.com/article.php?id=1565 - traduzido por: Leandro Diniz

(Esta é a primeira parte de uma série de três) No seu livro notório “A Estrutura das Revoluções Científicas”, Thomas S. Kuhn, o falecido filósofo da ciência do MIT, observou que os cientistas não são sempre desinteressados, acadêmicos “objetivos”. Freqüentemente, descobertas através de pesquisas falhas tornam-se a “moda” na medida em que os cientistas e a sociedade abraçam o novo paradigma revolucionário baseados em “descobertas científicas” ilusórias. Considere a “ciência” da “frenologia”, tão popular um século atrás, que ligava especificamente a inteligência e os traços do caráter ao formato da cabeça e o tamanho do crânio. Lawrence vs. Texas é um flagrante, verdadeiramente assustador, exemplo justo de uma tal revolução “científica” problemática, uma que nos EUA a Suprema Corte está levando a ciência podre a aceitação pública, marchando a América e o mundo para um pântano infestado de serpentes. Por muitas razões, qualquer investigação revisionista da história traz à mente Thomas Jefferson, que alertou-nos, “Se uma nação espera ser ignorante e livre, num estágio da civilização, ela espera o que nunca foi e nunca será.” Rick Perlstein notou essa ignorância em seu ensaio extático para o Washington Post, “O que os Estudos sobre Gays ensinaram a Corte.” Perlstein observou: “repórteres podem ter pulado o dever de casa ao reportar sobre os fundamentos históricos da decisão da maioria,” pois embora Lawrence tenha sido uma guinada “momentânea” na moral econômica americana, “o que não foi explicado é a base para a decisão paradigmática de Kennedy.” Ele estava correto até então. A Corte baseou sua desastrosa decisão sodômica em conhecimentos fraudulentos que enganaram seis juízes. Sua ignorância da porca história e “ciência do sexo”, levou diretamente a uma decisão grotesca que irá promover mais ainda os atos sexuais que adoecem e matam incontáveis pessoas. Perlstein ofereceu um esclarecimento interno que advogados e intelectuais conservadores não aceitaram. Os juízes também, “pularam o dever de casa” ao considerar “a fundamentação da decisão da maioria.” De maneira inconcebível, a Corte cita audaciosamente apenas autoridades “científicas” secundárias na sua decisão sodômica. De fato, retroagindo a opinião de Kennedy até suas origens, revela-se que a maioria confiou em somente uma fonte sobre a “ciência” do sexo como a autoridade primária em sexo e sodomia da Corte, ou seja, o bi/homossexual, sadomasoquista, fraudulento comprovado, professor Alfred C. Kinsey. A evidência mostra que o Juiz Kennedy se dobrou aos “fatos” sobre sodomia como documentados pelo American Law Institute's Model Penal Code (ALIMPC [algo como Modelo do Código Penal do Instituto de Lei Americana]) de 1955. Ainda a fonte primária de “dados” sobre sodomia codificados como “fatos” pela Corte no ALIMPC era Kinsey sozinho. Na verdade, não somente a maioria confiava em Kinsey como a primeira autoridade em sexo, mas os “estudos sobre gays” históricos revisionistas que a maioria citou também tinham Kinsey como sua fonte primária de ciência do sexo. Mas vamos voltar ao ALIMPC. Kennedy opinou: “Em 1955 o Instituto de Lei Americana promulgou o Modelo de Código Penal e deixou claro que não era recomendado ou eram garantidas ‘penalidades criminais para relações sexuais consentidas conduzidas em locais privados.’ E justificou sua decisão em três fundamentos: (1) As proibições minavam o respeito pela lei ao penalizar uma conduta na qual muitas pessoas estavam engajadas; (2) os estatutos regulavam condutas privadas sem danos a outros; e (3) as leis eram arbitrariamente forçadas e então convidavam ao perigo da chantagem.” [Ênfases adicionadas.] O advogado do Kentucky, Ronald E. Ray, Amicus Curiae[1] em Lawrence vs. Texas resumiu a Corte e informou que: 'Em relação a homossexualidade, [ALI informou] Schwartz citou os relatórios de Kinsey como evidência da freqüência da atividade homossexual e a falta de sentido de tentar controlá-la.’ De fato, através da ‘pesquisa’ de Kinsey, muitas leis estaduais sobre sodomia mudaram ou venceram.” Especialistas? Dificilmente. Estudos acadêmicos meticulosos revelam que todas as asserções da ALIMPC sobre o “direito” da sodomia vieram de um alegado “especialista” Kinsey em Comportamento Sexual no Macho Humano (1948) e Comportamento Sexual na Fêmea Humana (1953). O capítulo 8 do meu livro, Kinsey: Crimes & Consequenses (1998, 200, 2003 [Kinsey: Crimes e Conseqüências]) documenta completamente a dominação de Kinsey na seção “Sex Offences” [Crimes Sexuais] da ALIMPC de 1955. Mas em 26 de Junho de 2003 a Suprema Corte dos EUA sacramentou os dados fraudulentos de Kinsey como a lei da revolução moral da nossa terra, mesmo que tenha derivado de crimes de torturas sexuais infligidas em pelo menos 317 e tantas quantos 2,035 bebês ou crianças, que “convulsionaram,” “desmaiaram” e tentaram escapar de seus ofensores. O “especialista” prof. Kinsey, ele mesmo era um sodomasoquista bárbaro, relatou que as pequenas vítimas “gostaram” de ser torturadas sexualmente (Male, ver esp. p. 160-161 e p. 180). Embora Kinsey tenha sido citado ao longo da seção “Sex Offenses” do ALIMPC de 1955 seis vezes em 12 páginas, as oitos páginas do “Sodomy and Related Offenses” [Crimes de Sodomia e relacionados] citaram extensivamente o livro de Kinsey Male, com 19 de 21 citações da “Frequency of Sexual Deviation” [Freqüência do Desvio Sexual] tomadas de Kinsey. Seus dados da ciência do sexo são as únicas citações. Os escritores da ALIMPC citaram a má ciência de Kinsey a fim de derrubar a moralidade sexual Judaica-Cristã da The Greatest Generation [A Grande Geração] e substituí-la com a ideologia anárquica do sexo de Kinsey. Este falsamente declarou em seu livro de 1948 (citado na ALIMPC) que 72% dos homens praticam sexo oral, 40-50% de meninos do campo fazem sexo com animais, e que “37% do total da população masculina tem pelo menos algumas experiências homossexuais que chegaram ao orgasmo entre as idades da adolescência e adulta. Isso envolve aproximadamente 2 homens de cada 5 que alguém pode encontrar.” E onde Kinsey coletou esses “dados” de que os ilustres autores do Modelo de Código Penal e seis juízes da Suprema Corte Americana se basearam voluntariamente para erigir em valores? Acontece que Kinsey, famoso pelas suas estatísticas “sexuais”, não sabia nada sobre estatística, simplesmente inventando o que precisava, elevando seu namorado ao nível de “estatístico.” De fato, aproximadamente 86% dos sujeitos masculinos em que Kinsey se baseou eram aberrações sexuais, criminosos ou deturpados mentalmente. Por exemplo, Wardell Pomeroy, co-autor (com Kinsey) do volume Male, declarou: “Pelo fim de 1940 [Kinsey] tinha gravado mais de 450 histórias de homossexuais (...) Seus contatos de Chicago e St. Louis começaram a espalhar (...) como galhos em uma árvore. Com 700 histórias gravadas até o momento, sua tabulação, curvas e gráficos de correlações começaram a se tornar impressionantes (...) No outono de 1940 ele descreveu seu trabalho sobre prisões: ‘Tenho lá 110 histórias de presidiários e posso ter quantas centenas eu quiser.’” Mais ainda, a confiança da Corte em leis estrangeiras para justificar sua demolição das nossas próprias leis tinha origem na citação da ALIMPC de 1955 do “Foreign Countries” (p. 162 [Países Estrangeiros]). Entre muitas outras referências da ALIMPC a especialistas que confiavam em Kinsey nós achamos um crescente apelo para substituir a penitenciária por psicoterapia. Kennedy também declarou, para a Corte: “Em 1961 Illinois mudou suas leis a fim de conformar-se com o Modelo de Código Penal. Outros Estados logo o seguiram... .As abrangentes referências do Presidente da Suprema Corte Burger à história da Civilização Ocidental e à moral Judaica-Cristã e padrões éticos não levaram em conta outras autoridades que apontassem numa direção oposta. Um comitê para assessorar o Parlamento Britânico recomendou em 1957 o cancelamento de leis punindo a conduta homossexual. O Relatório Wolfenden... .O Parlamento decretou a substância de tais recomendações 10 anos mais tarde.” [Ênfases adicionadas.] Kinsey fez uma rápida viagem à Inglaterra para servir como conselheiro sobre a ciência do sexo para o Relatório Wolfenden (mesmo que ele esteja ausente da lista de “testemunhas” do Wolfenden), que exaltou o The Kinsey Reports em sua página de capa e citou seus dados falsos sobre o homossexualismo extensivamente. O ALIMPC e o Wolfenden foram as autoridades em sexo/sodomia que Kennedy citou para a Corte. Juiz Scalia observou a importância do ALIMPC: “Em confiança, por evidencia de um ‘reconhecimento emergente,’ sobre as recomendações ao American Law Institute de 1955 a não criminalizar ‘relações sexuais consensuais conduzidas em locais privados,’ antes, em 11, a Corte ignorou o fato de que a recomendação era ‘um ponto de resistência na maioria dos estados que consideraram adotar o Modelo de Código Penal.’” A Corte precisava revisitar essa decisão sob a luz de novos fatos esclarecendo nossa ignorância: o conhecimento que um enganador parafílico[2] foi a fonte principal usada pela Suprema Corte dos EUA como sua autoridade principal em “ciência do sexo” no caso Lawrence vs. Texas. Jonathan Gathorne-Hardy, um dos recentes hagiógrafos de Kinsey, escreve em Sex, The Measure of All Things (1998 [Sexo, A Medida de Todas as Coisas]) que “O Modelo de Código de Penal de 1955 do American Law Institute é virtualmente um documento de Kinsey!”


A Origem Dúbia dos “Estudos sobre gays”
“Ciência” Fraudulenta de Kinsey Permeia as Leis e a Academia

por Judith Reisman
09/03/2003
http://www.humanevents.com/article.php?id=1700 - traduzido por: Leandro Diniz

(Esta a segunda parte de uma série de três) O Juiz da Suprema Corte Anthony Kennedy baseou sua opinião majoritária pró-sodomia em Lawrence vs. Texas em recursos legais que se baseavam no demonstrado fraudulento Prof. Alfred C. Kinsey. Kennedy tinha companhia. Citar os “dados” falsos de Kinsey é um procedimento padrão na profissão legal e nos “trabalhos” acadêmicos nos quais os juristas usam como suporte das suas decisões. A primeira parte dessa série expôs o “entendimento científico” da Corte em Lawrence que veio a ser transformar em 1955 no Modelo de Código Penal do American Law Institute (ALIMPC) e em 1957 no Relatório Wolfenden (Inglês). Ambos se baseavam nos “achados” fraudulentos de Kinsey em seus Sexual Behavior in the Human Male (1948) e Sexual Behavior in the Human Female (1953). Nessa segunda parte, nós escrutinaremos mais a crença-Kinsey, o tipo de “matéria científica” que persuadiu seis juízes da Suprema Corte em Lawrence que declarou fora da lei que a “sodomia homossexual vai de encontro aos interesses do estado.” Em sua dissensão poderosa do Lawrence, o juiz Antonin Scalia preveniu, “as leis do estado conta a bigamia, casamento de pessoas do mesmo sexo, incesto por adultos, prostituição, masturbação, adultério, fornicação, bestialidade, e obscenidade (...) estão todas de volta à questão pela decisão de hoje.” Em adição, ele censurou severamente a “cultura da profissão legal” acadêmica de se basear em tudo menos na Constituição. O juiz da ideologia sexual da academia está correto; a “cultura da profissão legal” está oficialmente como subscrevendo a ideologia sexual de Kinsey. Considere que durante um período de 16 anos, de 1982 a 1998, pelo menos 1,000 dos mais importantes artigos de jornais acadêmicos da área do direito citam Kinsey como sua autoridade científica. E a criticamente importante American Association of Law Schools (Associação Americana de Escolas de Direito) comanda a total submissão a essa ética da “igualdade” homossexual. Mas não são somente as escolas de direito. Uma pesquisa (American Enterprise, 2002) confirma a observação anedótica de que quase 100% daqueles que ensinavam história, “estudos sobre homossexuais” e mulheres em nossas principais universidades são auto-declarados esquerdistas. Isso significa que a academia está colocando na lista negra scholars[3] tradicionais. Isso é má ciência e, como visto em Lawrence, produz leis más. Os discípulos de Kinsey também dominam as ciências sociais. The Science Citation & Social Science Citation Indices (algo como Citações Científicas & Índices de Citações Científicas) de 1948 até 1997 coletou 5,796 publicações acadêmicas que citaram Kinsey, muito mais do que o adversário mais próximo sobre a “sexualidade”, Masters & Johnson, com 3,716. Ao invés de procurar pela verdade objetivamente, scholars estão aceitando a noção de Kinsey da sexualidade sem críticas, pois eles gostam dos “achados” falsos. Como o professor de inglês da Universidade de Michigan, David Halperin, escreveu em 1996, “estudos sobre gays e lésbicas (...) expressam uma militância política inflexível (...) [disparando] uma transformação intelectual profunda nas disciplinas de humanidades, artes e ciências sociais assim como na vida social das universidades americanas e na cultura profissional da academia americana.” Em “What Gay Studies Taught the Court,” (O que os Estudos sobre Gays ensinaram à Corte) Rick Perelstein, um repórter do Washington Post, observou que “estudiosos sobre gays (...) professores de história” ajudaram a demolir as leis anti-sodomia americanas ao legitimar o que eram antes vistas como “politicamente correto” e “estudos de interesses especiais.” Ele diz que a Suprema Corte fez “os estudos sobre gays (...) sabedoria (...) fundamental (...) para fixar a lei da terra.” Em Lawrence, onde a Corte endossou a pesquisa sexual pelo nome de “estudos sobre gays”, aparece, junto com Richard Posner, o Presidente da Suprema Corte do Sétimo Circuito de Cortes de Apelação.[4] O ALIMPC, assim como todos os especialistas acadêmicos das Cortes que se seguem, traçam sua origem “pioneira” até Kinsey. Ainda ninguém condena, ou sequer admite, sua sexualidade psicopática e sua “orientação” sádica e o fato de que empregou pedófilos a fim de sodomizar bebês e crianças. O teste do “orgasmo” (ver Tabela 34), medida por um cronômetro, são reproduzidas do volume de Kinsey de 1948. Primeiro, considere a citação da Corte ao Overcoming Law (Superando a Lei). Aqui Posner diz, “a escala de Kinsey (..) de zero a seis (...) representa a variação das preferências homossexuais,” invocando o índex de homossexualidade criado artificialmente por Kinsey como se refletisse de fato a realidade. Posner repete os “achados” fraudulentos de Kinsey baseado em pura fé e reza a sua suposta sabedoria sobre sexo, mas convenientemente ignora os “experimentos” maléficos, dos colaboradores de Kinsey, de “tortura” através do orgasmo em crianças, e até em bebês com menos de um ano. O psicopata Kinsey é a autoridade sobre sexo de Posner (...) e Poster é a autoridade sobre sexo da Corte. Mais, a Corte indica Intimate Matters (Assuntos Íntimos), de Estelle Freedman e John D’Emilio, prósperos professores de história, e estudos sobre gays e mulheres. Eles devotaram completas 20 páginas das 428 a citar os clamores de Kinsey. Kinsey fez, eles dizem, “o maior assalto no domínio público à reticência sexual” e ajudou a influenciar as decisões da Suprema Corte sobre “obscenidade.” A “nova história” tipicamente se utiliza das fraudes de Kinsey para sabotar a fidelidade conjugal e a castidade. Freedman e D’Emilio esconderam a verdade de que somente poucas mulheres normais falaram com Kinsey e que ele teve que definir esposa como alguém que viveu “pelo menos um ano” com um homem. Ao confundir prostitutas e outras aberrações femininas com esposas, Kinsey criou altos ranques para a promiscuidade feminina pré-casamento, adultério e aborto, que esses “historiadores” contaram à Corte ser a verdade. Os autores apontaram que “as estimativas de Kinsey fazia definhar todos os cálculos anteriores” sobre a homossexualidade, mas eles cobriam dados que refutavam os clamores ideológicos dirigidos de Kinsey de que a homossexualidade é “benigna”. Kinsey é a autoridade sobre sexo de Freedman e D’Emilio e eles são as autoridades sobre sexo da Corte. Por último, a Corte cita do livro do “historiador de estudos sobre gays” Johnatan Katz, The Invention of Heterosexuality (A Invenção da Heterossexualidade), que promove as fraudes de Kinsey. Katz argumenta em outro lugar que desde a “escala de Kinsey,” a noção de “um continuum erótico se tornou um ponto de suporte popular para um pluralismo sexual liberal,” adicionando que “sérios” escritos sobre sexo foram desenvolvidos (...) “para dar uma legitimidade bastarda sobre o assunto.” Em suas citações de acadêmicos que cultuavam Kinsey, a Suprema Corte Americana ignorou alguns fatos estranhos sobre Kinsey como uma “autoridade” sobre sexo. Por exemplo, Kinsey escondia seus próprios “interesses” bissexuais, homossexuais, pornográficos, sadomasoquistas e pedófilos. Mesmo o simpático biógrafo James Jones documentou sobre Kinsey a molestação sexual de homens, sua compulsão por masturbação e os rituais sexuais violentos que levaram eventualmente a sua morte. Jones confirmou que Kinsey distinguia si mesmo como um sóbrio, americano médio, homem de família e scholar em prol de promover sua agenda legal e sócio-sexual. Kinsey é de uma única vez o mais poderoso, e o mais fraco, link da corrente liberal, que tenta incessantemente subverter a saúde e bem-estar dos americanos.

O Congresso deve Investigar e Retirar o Financiamento dos Kinseyites[5]
Reviver a legislação que deve reverter a ‘kinseynização’[6] da cultura americana.

por Judith Reisman
10/21/2003
http://www.humanevents.com/article.php?id=2135 - traduzido por: Leandro Diniz

(Terceira parte de uma série de três) Nas primeiras duas partes dessa série, nós expusemos como que Lawrence vs. Texas, a recente decisão inconstitucional pró-sodomia da Suprema Corte dos EUA, citou fontes legais e acadêmicas que se baseiam em dados falsos, os ridículos “achados” sobre desvios sexuais de 1948 e 1953 do Prof. Alfred C. Kinsey. Essa deturpada e insustentável decisão em Lawrence foi trágica por si só. Pior ainda, muitos discípulos de Kinsey vão continuar a manter o uso dessas “descobertas” erradas sobre a sexualidade para perverter as leis americanas, a educação, a cultura e a sociedade. Isso é, até que o Congresso se conscientize e tome alguma providencia em relação. Uma das piores facetas da kinseynização da vida americana é o dano direto que traz às nossas crianças e a juventude. As mentiras centrais dos kinseyites de que “todos fazem isso,” que “crianças são sexualmente ativas desde o nascimento,” “crianças do ensino fundamental e médio precisam de educação sexual,” e que “crianças podem tomar decisões por si mesmas” tem aberto uma temporada para um sem número de abusadores de crianças. A verdade é: as mãos frias e mortas de Alfred Kinsey estão se fechando sobre as crianças americanas, e a culpa reside largamente nos acadêmicos apologéticos, que incluem até facilitadores da pedofilia. Isso é inaceitável e tem que mudar. E o Congresso pode mudar isso. Como? Primeiro, aqui vai uma revisão da história recente. Kinsey é o “pai da revolução sexual,” graças às suas sensacionalistas e amplamente divulgadas obras sobre comportamento sexual dos homens (1948) e das mulheres (1953). Essas obras formam a base para o Modelo de Código Penal do American Law Institute de 1955, que se engana sobre autoridades estaduais e federais e que reduz, ou mesmo abole, punições para muitos dos crimes sexuais. Ainda a influencia de Kinsey não pára por aí. Seus livros continuam entranhados na mitologia acadêmica, mesmo que essa autora e seus colegas tenham “demolido os fundamentos dos dois relatórios [de Kinsey],” em um artigo no jornal médico inglês The Lancet, confirmado desde 1990. Kinsey conseguiu minar a moralidade sexual clássica/bíblica americana ao criar um novo falso campo acadêmico, o estudo da “sexualidade”, agora completo com todos os toques intelectuais de professores, livros, pesquisas, revistas, conferências, currículos escolares e garantias governamentais. Esta nova comunidade “científica” de maneira não científica baniu todos os que poderiam apresentar fatos que expõem Kinsey como uma fraude e um psicopata sexual. Essa conveniência deixa os kinseyites livres para continuar infligindo sua prejudicial e anti-científica mensagem pró-aberrações sobre a sociedade americana. Essa resistência cega dos scholars aos fatos não é atípica, como o falecido filósofo da ciência do MIT Thomas S. Kuhn apontou em seu livro, A Estrutura das Revoluções Científicas. Ele descobriu que scholars “os quais baseiam suas pesquisas em paradigmas compartilhados e que são comprometidos às mesmas regras e padrões (...) têm como premissa que a comunidade científica sabe como o mundo é.” Cientistas, diz Kuhn, “defendem esta assunção, se necessário a um custo considerável” e freqüentemente “suprimem [dados] fundamentais (...) subversivos para seus comprometimentos básicos.” Então se os dinossauros kinseyites, amplamente financiados pelos contribuintes, se recusam a mudar, eles precisam ser extintos. Um meio excelente para o Congresso fazer isso é reviver o projeto de lei da Câmara de 1995, o Child Protection and Ethics in Education Act (Ato de proteção à criança e ética na educação). Nesse estágio inicial, esse projeto de lei ordenada uma investigação do Congresso “para determinar se os livros Sexual Behavior in the Human Male e/ou Sexual Behavior in the Human Female de Alfred Kinsey são o resultado de qualquer fraude ou ato transgressor.” Se a resposta for sim, todos os passados ou presentes impostos para os programas de educação sexual e similares dos propagandísticos kinseyites devem ser eliminados e todos os professores, livros etc. baseados em Kinsey devem ser avaliados baseando-se na “natureza corrompida dos relatório de Kinsey.” Esta é uma arma poderosa. Ao menor pensamento de tal escrutínio do Congresso, a Universidade de Indiana praticamente trancou seu convidado no campus, o Instituto Kinsey, pelas razões alegadas de orçamento. Infelizmente as poderosas fundações Rockefeller e Ford entraram no jogo e a legislação de Proteção à Criança acabou sendo passada à segundo plano. De qualquer jeito, a proposta de investigação pelo Congresso recebeu uma publicidade mundial, e isso trouxe a produção de um grande documentário inglês, “Secret History: Kinsey´s Paedophiles.” (História Secreta: os Pedófilos de Kinsey) Esse filme da televisão de Yorkshire, produzido pelo diretor premiado Tim Tate, foi exibido por toda a Inglaterra em 10 de agosto de 1998, e ganhou ampla aclamação e deu a BBC a glória. O filme documentou que Kinsey foi alimentado com dados de pedófilos brutais assim como um nazista alemão, Dr. Friz von Balluseck que foi posteriormente preso em 1955 por um assassinato sexual de uma criança, com Balluseck tendo sido instigado por Kinsey na Universidade de Indiana. Em 1998, John Bancroft, então diretor do Instituto Kinsey, contou aos kinseyites em São Francisco que ele “rezou” para que os americanos nunca tivessem que ver esse filme. O Instituto Kinsey fez mais que “rezar”. Apesar das aclamações dos críticos ao documentário de Tate, nenhuma estação de televisão americana nunca o exibiu. O instituto é aberto apenas a membros, mas ele recebe grandes financiamentos, tanto federais quanto estaduais, para “ciência”, tal como palestras pró-pedofilia e a medição do nível de excitação sexual das pessoas. Em 1998, a Universidade de Indiana republicou a “pesquisa” fraudulenta de Kinsey, mas escondeu a verdade sobre os dados falsos e sua “metodologia” através do abuso de crianças. Ela até lançou uma campanha midiática de um ano de duração a fim de enterrar a história de Kinsey como um pioneiro de atrocidades “científicas” sobre sexo no melhor estilo nazista, que foi a bárbara experimentação sobre “orgasmos” de Kinsey, e/ou estupradores treinados por Kinsey, em bebês tão novos quanto dois meses, usando cronômetros enquanto as pequenas vítimas convulsionavam, desmaiavam, berravam, choravam e imploravam para serem libertadas, apenas para serem “testadas” e algumas vezes filmadas novamente. Não foi uma surpresa de maneira alguma saber que Hollywood está filmando Kinsey, um filme biográfico que irá glorificar este monstro e omitir a sórdida realidade de que ele era um bissexual sadomasoquista viciado em pornografia e provavelmente um pedófilo. Nem o filme irá admitir que Kinsey solicitou “dados” sobre abusos sexuais de crianças de Balluseck e dos pioneiros da North American Man-Boy Love Association (Associação Norte-Americana de Amor entre Homens-Meninos). A propósito, o website da NAMBLA chama Kinsey de seu herói “pela luta que travamos hoje.” Os kinseyites estão nas alturas, mas podemos pará-los. Fale a seu deputado ou senador que eles devem reviver e aprovar o Ato de Proteção à Criança e Ética de 1995 para que o Instituto Kinsey e sua minoria pró-pedofilia em toda a Academia sejam devidamente investigados, expostos e percam seus financiamentos. A segurança das almas das crianças americanas estão em jogo, e nós não podemos falhar nessa ação.

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[1] Amicus curiae (amici curiae plural) é uma expressão jurídica latina, traduzida literalmente como "amigo da corte", que se refere a alguém, não partidário de um caso, que voluntariamente oferece informações sobre uma questão de direito ou de algum outro aspecto do o caso para auxiliar o tribunal a decidir uma questão que lhe foi submetida. voltar

[2] Parafilia - Uma parafilia (do grego παρά, para, "fora de",e φιλία, filía, "amor") é um padrão de comportamento sexual no qual a fonte predominante de prazer não se encontra na cópula, mas em alguma outra actividade.
Em determinadas situações, o comportamento sexual parafílico pode ser considerado perversão ou anormalidade.
As parafilias podem ser consideradas inofensivas e, de acordo com algumas teorias psicológicas, são parte integral da psique normal — salvo quando estão dirigidas a um objeto potencialmente perigoso, danoso para o sujeito ou para outros (trazendo prejuízos para a saúde ou segurança, por exemplo), ou quando impedem o funcionamento sexual normal, sendo classificadas como distorções da preferência sexual na CID-10 na classe F65. voltar

[3] scholar s. culto, literato; sábio; acadêmico; estudioso; aluno; pessoa que ganhou bolsa de estudos. voltar

[4] uma das doze cortes de apelação dos EUA que cobrem um grupo de estados conhecidos como ‘circuito’. voltar

[5] Os seguidores de Kinsey. A formação de novas palavras na língua inglesa é muito mais fácil pela aglutinação que lá soa natural e tranqüila. voltar

[6] Outra maneira clássica de tornar um nome um adjetivo. Do original kinseyization qual eu traduzi por kinseynização. voltar

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Em 10 de março eu publiquei uma tradução de um artigo que versava sobre a possibilidade de Israel tomar uma ação unilateral em relação ao problema nuclear iraniano. Dentro do artigo é mencionado um relatório americano sobre a situação no Oriente Médio. Esse relatório é fundamental para entender as pretensões americanas, assim como a situação efetiva do que se passa por lá. Eis abaixo a tradução do relatório.

Aqui pode ser encontrado o arquivo original do Relatório "Preventing a Cascade of Instability"

Aqui pode ser encontrada a tradução que fiz do artigo sobre Israel

OBS. Só traduzi o corpo principal do texto. Todo o restante do relatório permanece como referência no arquivo original.

Vamos à tradução.

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Prevenindo uma cascata de instabilidade:
Engajamento dos EUA para checar o progresso nuclear Iraniano



Com o Irã na iminência de possuir, ou possuindo atualmente, armas nucelares isso pode criar uma multiplicidade de problemas no Oriente Médio. Não só os EUA deveriam deter e conter o entusiasmado Irã, como também prevenir uma cascata de reações desestabilizadoras de outros estados, estejam eles a apoiar o Irã, atacar-lo, ou igualá-lo em capacidades. Prevenir a aquisição ou o desenvolvimento de uma capacidade nuclear do Irã é, então, uma prioridade nacional vital. Com esse fim, os EUA devem fortalecer suas políticas para prevenir, mitigar, ou agir contra a instabilidade progressiva resultante do progresso nuclear iraniano. Deve também fortalecer as políticas para aumentar a influência dos EUA para atingir uma resolução negociada do impasse nuclear, como que o Irã não atinja a capacidade nuclear militar. Confrontar o programa nuclear iraniano também oferece uma oportunidade para avançar os interesses dos EUA: em demonstrar o comprometimento dos EUA com a diplomacia multilateral, em aprofundar as relações com os amigos do Oriente Médio, e fortalecer o regime global de não proliferação.


A Estabilidade do Oriente Médio e o Progresso Nuclear do Irã: O Problema

Mesmo sem testar uma arma nuclear ou declarar a habilidade de para fazê-lo, o progresso iraniano em direção à capacidade de armas nucleares já está causando impactos substanciais no Oriente Médio. O aumento da autoconfiança entre algumas das forças radicais religiosas vem em um tempo em que os EUA têm lutado para conseguir seus objetivos no Afeganistão, no teatro Árabe-Israelense, e, até recentemente, no Iraque. Alguns questionam no Oriente Médio – ambos amigos e inimigos – se a estrela americana está minguando enquanto a do Irã está crescendo. (Se estas percepções emergem de uma boa leitura das políticas regionais e internacionais é uma questão diferente.) As percepções regionais do valor dos Estados Unidos como um aliado principal estão sendo testadas. O progresso nuclear iraniano a despeito da oposição internacional está levando parceiros regionais importantes a se incomodarem sobre a efetividade da liderança americana e a convicção dos EUA, assim como a capacidade, para lidar efetivamente com o desafio iraniano. Eles estão preocupados tanto sobre se Washington está aberto para um acordo com Teerã trazendo desvantagens para seus interesses, como se os EUA e o Irã sejam tragados para um confronto perigoso.

Nesse ambiente, a administração de Obama planeja conduzir uma diplomacia direta, mas “dura” para lidar com o comportamento problemático do Irã, especialmente seu programa nuclear. O tempo é curto se o engajamento diplomático pode ter alguma chance de sucesso. O Irã continua a acelerar sua produção de urânio empobrecido, instalando mais e mais centrífugas que dão a capacidade de produzir urânio enriquecido em pouco tempo. Com o acesso reduzido aos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) desde que o Irã cessou de obedecer ao Protocolo Adicional da AIEA, o já limitado potencial da comunidade internacional para detectar as instalações clandestinas iranianas está decaindo.

Se a comunidade internacional parece incapaz de deter o progresso nuclear do Irã, Israel pode decidir agir unilateralmente. Se os americanos podem pensar, os líderes israelenses parecem estar convencidos de que pelo menos por enquanto, eles possuem uma opção militar. Entretanto, os israelenses vêem a opção desaparecendo no próximo ano, ou em dois anos, não só por causa do progresso nuclear do Irã e a estratificação de seu programa, mas também por causa do aumento das suas defesas aéreas, especialmente da entrega esperada do sistema de mísseis ar-terra S-300 pela Rússia, esses fatos são vistos por Israel como uma limitação séria a suas opções militares. Israel, então, pode se sentir compelido a agir antes que a opção desapareça. Se sucedido, um ataque poderia ser publicamente condenável, mas bem vindo para alguns em particular. O sucesso, entretanto, é de alcance incerto. Mesmo um ataque com sucesso pode atrasar o Irã somente temporariamente. E muitos podem ver isso como um fracasso e um retorno a base do acordo do sistema de não-proliferação. Os EUA mesmo, podem pagar caro por um ataque de Israel; muitos podem achar que Washington deu a Israel um sinal verde.

Nas mãos do regime de Teerã, uma verdadeira arma nuclear ou a capacidade de produzir uma, pode rápida e profundamente desestabilizar a região. Dado o comportamento passado dos radicais iranianos, o Irã a beira do nível nuclear pode exacerbar o medo de sabotagem e subversão entre os países árabes do Golfo, particularmente entre a divisão sunita-xiita, e possivelmente uma quebra na distribuição de petróleo aos mercados globais. As ameaças e ações iranianas podem elevar os preços e intimidar os vizinhos do Golfo a se curvar a sua vontade nos assuntos que tangem desde a disputa de fronteiras à presença de bases militares de terceiros ao redor do Golfo.

Além do Golfo, grupos radicais na Síria, Líbano e em Gaza, todos aliados do Irã, podem ser fortalecidos pelo progresso nuclear iraniano. Um Irã nuclear pode se colocar mais ativamente como a voz do Islã ao, por exemplo, questionar o status quo em assuntos voláteis como a custódia de santuários chaves mulçumanos ou Jerusalém, ou se apresentar como o campeão dos mulçumanos radicais que se levantam contra os regimes pró-Ocidente. No pior caso, o Irã pode compartilhar sua tecnologia e material nuclear com seus amigos radicais.

Se o Irã “se safar” com baixo custo de anos de violações de segurança e desafio às resoluções do Conselho de Segurança da ONU, as normas de não-proliferação provavelmente irão aprofundar a deterioração ao redor do globo. Outros países podem considerar seguir o mesmo caminho, especialmente se os programas iranianos ganharem legitimidade. Se o Acordo Nuclear de Não-Proliferação (NPT: sigla em inglês) for visto como desgastado, pode ser difícil fazer progressos em matéria de meios complementares para sustentar o regime de não-proliferação. Quanto maior o número de países com armas nucleares, maior o risco de impressão equivocada e julgamento falho, que podem levar a uma confrontação nuclear, com horríveis conseqüências. No Oriente Médio, aqueles que se enxergam como poderes regionais podem querer capacidades nucleares que igualem aquelas do Irã – incluindo instalações de enriquecimento e reprocessamento – por ambas razões; estratégica e de prestígio nas relações. Para ter certeza, os estados do Oriente Médio necessitam de muitos anos para construir uma infra-estrutura nuclear nativa, mas a busca de uma capacidade nuclear vasta e abrangente pode ser desestabilizante ao criar a impressão que a nuclearização militar da região é inevitável.


Agindo em fronts simultâneos para assegurar a estabilidade regional e a não-proliferação global

Para assegurar a estabilidade regional, os EUA, seus aliados do Ocidente, e seus amigos do Oriente Médio precisam agir simultaneamente em muitos fronts. Não somente essas ações irão reduzir o progresso nuclear, mas também podem oferecer o melhor prospecto a fim de convencer o Irã de que seu programa nuclear está trazendo muito pouco avanço estratégico a um alto custo. Ações vigorosas para reforçar os amigos dos EUA e para checar ameaças do Irã dão a comunidade internacional uma alavancagem, e tal alavancagem cria o melhor ambiente para o sucesso do engajamento com o Irã. A administração de Obama deve considerar passos específicos que devem incluir o seguinte:


Cálculos do fator regional dentro da definição da estratégia do Irã

Efeitos não pretendidos de políticas direcionadas para resolver o impasse com o Irã podem complicar as relações com outros estados do Oriente Médio. Muito do que os preocupam é sobre o agravamento da tensão USA-Irã. Israel e os estados do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC: sigla em inglês) também se preocupam com o fato de que os EUA podem alcançar um acordo com o Irã que não leve em conta seus próprios interesses. Eles estão preocupados que se Washington e Teerã alcancem um acordo no campo nuclear, os EUA podem ignorar outros desafios que concernem ao Irã, como o seu suporte a grupos radicais. Os estados do CCG se tem a preocupação de que um acordo entre os EUA e o Irã podem anunciar um retorno aos laços mais apertados entre os dois. Eles já estão inclinados a aceitar a visão, exacerbada pelo preconceito anti-xiita, que a América deu o Iraque ao Irã; alguns se preocupam que os EUA poderiam sacrificá-los igualmente em prol de uma esfera de influência iraniana.

É importante manter em mente que quaisquer ganhos que podem ser permitidos ao Irã para preservar um eventual acordo, muitos estados da região irão querer também, a fim de se igualarem a ele, em ambas as razões; relações de prestígio e segurança. Usinas energéticas nucleares para civis é um ponto no caso. Enquanto os EUA se opuseram firmemente a instalação de Bushehr, nenhum país amigo árabe buscou ativamente uma usina energética nuclear. Mas assim que Washington aceitou que o Irã podia ter uma usina energética nuclear, os EUA perderam a posição de pressionar seus amigos a não perseguirem tais capacidades, as quais concordou que o Irã tivesse. A Turquia e muitos estados árabes estão considerando ativamente a usar energia nuclear. Baseado nessa experiência, se um acordo for alcançado legitimando, mesmo de maneira limitada, o enriquecimento em solo Iraniano, outros países podem também se interessar em ter as mesmas capacidades, e será muito difícil dissuadi-los diplomaticamente dessa buscar.

Os interesses dos EUA na região são tão importantes, não para ter fortes relações bi-laterais. O diálogo de alto-nível e estratégico precisa ser reforçado com muitos estados regionais chaves – Turquia, Egito, e Arábia Saudita. Um problema particular com os estados do CCG é que as vezes, os EUA agiram em assuntos importantes e, então, esperou que os estados do CCG se alinhassem. Tomando como base o Diálogo Estratégico do Golfo, os Estados Unidos devem explorar as oportunidades para ajudar os estados do CCG no que eles vêem como suas vulnerabilidades estratégicas. Uma iniciativa excelente nessa direção engloba os novos acordos que dizem respeito a programas de proteção das infra-estruturas essenciais com a Arábia Saudita, incluindo o estabelecimento de um novo escritório de assistência militar dos EUA e um Departamento de Estado – programa em andamento para tornar disponível aos sauditas os serviços de muitas agências americanas, como os departamentos de Energia e Segurança Interna.

Ao mesmo tempo, a consulta estratégica necessita de ser uma estrada de duas mãos. É inteiramente apropriado, e também necessário, pedir aos estados amigos – alguns que aspiram ao poder regional – a consultar Washington antes de tomar qualquer passo importante na reposta ao avanço nuclear iraniano. Washington deve focar, em particular, em impedir maiores proliferações de armas de destruição em massa (weapons of mass destruction, sigla WMD), como a cooperação para armas nucleares entre Arábia Saudita e o Paquistão. Os EUA devem estar prontos para oferecer garantias robustas de segurança e cooperação, como discutidas abaixo, para resolver as preocupações sobre segurança que podem levar o Egito, Arábia Saudita, ou outro estado regional qualquer a considerar tal proliferação.

Os EUA, e outros países internacionais que dão suprimento nuclear, precisam trabalhar juntos em conjunção com os estados do Oriente Médio para direcionar os interesses em energia nuclear da região de maneira a não causar uma desestabilização. Isto poderia incluir acordos bilaterais ou multilaterais de vínculos e compromissos de renunciar ao enriquecimento e reprocessamento, a aderir ao Protocolo Adicional da AIEA, e para fornecer o modelo de transparência em seus programas.

Alguns no Oriente Médio se preocupam com a qualidade de liderança dos EUA no problema nuclear iraniano. Atores regionais podem não ter idéias melhores sobre como confrontar o problema, mas eles esperam que os EUA usem suas muitas faculdades – seus insights, seu poder de influência global, sua experiência diplomática, e, se necessitar, de sua força – para resolver o problema. Os estados menores do CCG, em particular, sentem que devem olhar para os EUA, para propor a solução a um problema que os afeta de maneira profunda, mas problema esse que não estão em posição de resolver por eles mesmos. A região está receptiva para seguir os passos que os EUA julgam serem necessários. Mas muitos estão nervosos sobre a quantidade de esforço que Washington fará para esse suporte, e quão cuidadosamente ele vai seguir através de suas iniciativas.


Cativar o Irã de maneira a avançar nos interesses dos EUA

Enquanto um objetivo do engajamento é alcançar a resolução através da negociação do problema nuclear do Irã, outro objetivo importante é mostrar ao Oriente Médio, e ao mundo, que os EUA farão um esforço redobrado para resolver o problema nuclear iraniano. Alguns círculos em países amigáveis aos EUA imaginam agora – sem razão – se Washington é tanto um obstáculo para resolver esse impasse nuclear quanto Teerã. Eles podem ver erroneamente Washington como muito arrogante, teimoso, ou ideológico para negociar com o Irã. Essa percepção cria dificuldades para a América que vão muito além do problema nuclear. Em adição, restaurando a confiança na disposição dos EUA em fazer esforços extraordinários para resolver o embate internacional com o Irã é importante no evento que Washington, depois de considerações cuidadosas das vantagens e desvantagens de qualquer curso de ação, opte por outros instrumentos políticos para prevenir o desenvolvimento iraniano de armas nucleares.

Outro objetivo importante em engajar o Irã é ser o autor da iniciativa de um processo de lidere a barganha sobre o problema nuclear. Ganhar forte apoio internacional para iniciativas diplomáticas focadas no programa nuclear iraniano é, talvez, o único, e melhor, caminho para aumentar a probabilidade de que o Irã irá aceitar um compromisso. O Irã não quer estar isolado no estágio internacional: ele não é a Coréia do Norte. Quando mais amplo o consenso internacional, melhor. As repetidas demonstrações de unanimidade pelo Conselho de Segurança da ONU parecem ter impressionado mais o Irã do que as limitações econômicas ou o impacto na segurança das sanções até agora impostas. Se encaradas sem o amplo e profundo consenso internacional sobre o que constitui uma oferta razoável, Irã pode, no mínimo, ter um debate internacional vigoroso sobre se deve adiar suas ambições nucleares.

As chances de tal debate no Irã, assim como para apreciação ampla internacional do esforço engajado dos EUA, são muito aumentadas pelo engajamento que inclui incentivos realistas assim como penalidades concretas. Enquanto os EUA possuem preocupações que vão muito além do problema nuclear, Washington deve vir à mesa com uma lista de itens específicos sobres os quais são preparados para ter algum efeito sobre o Irã. Isso inclui problemas compartilhados, como a pirataria e o roubo no Golfo Pérsico, que também envolve os amigos regionais da América. Em adição a identificar passos positivos de incremento, os EUA devem esboçar uma imagem de que o Irã pode ganhar se os problemas pendentes forem resolvidos, incluindo a participação no diálogo de segurança regional, como discutido a seguir.

Teerã é particularmente sensível sobre o desdenho perceptível ao orgulho nacional e a percepção do respeito dos EUA ao Irã. Caminhos podem ser encontrados a fim de demonstrar o respeito americano sem sugerir que os EUA vira suas costas aos reformadores iranianos, democratas, e vigilantes dos direitos humanos, ou que os EUA vê o Irã como uma superpotência regional – uma sugestão que deve chatear os amigos americanos do Golfo e aumentar desnecessariamente o status regional do Irã.

Um front comum apresentado por membros influentes da comunidade internacional, incluindo Rússia e China, é particularmente importante para afetar a disposição iraniana ao comprometimento, mas parece ser bem difícil de ser alcançado. Qualquer engajamento americano com o Irã precisa ser coordenado cuidadosamente com os outros cinco países ativos interessados no problema nuclear iraniano (a Inglaterra, França, Rússia, China e a Alemanha). Qualquer oferta sobre o problema nuclear deve vir desse grupo, não somente dos EUA. É também útil mostrar que os países árabes, Turquia, e Israel são ao mesmo tempo poderes centrais. Isso irá requerer uma série de diálogos múltiplos e estrategicamente cobertos com aliados e amigos.

Ofertas unilaterais ao Irã são problemáticas porque elas podem levar Teerã a acreditar que a comunidade internacional está dividida de modo que funcione em vantagem do Irã. Além disso, a melhoria gradual das ofertas ao Irã carregam um grande risco de alimentar as impressões de Teerã de que quanto mais longa for a espera, melhor a oferta será, criando um incentivo poderoso para a inação, esperando melhoras posteriores nos termos das propostas. Por essa razão, as ofertas ao Irã devem ser coordenadas em passos a fim de aumentar a pressão sobre o programa nuclear iraniano, como discutido a seguir.

O Irã pode por algum tempo recusar a parar o enriquecimento. Nesse caso, faça o que fizer, os EUA devem promover dentro da comunidade internacional uma política de “resistir e dissuadir” ao invés de “aquiescer e dissuadir” a fim de prevenir o desenvolvimento de armas nucleares no Irã. Isto é, se o engajamento falhar em produzir um acordo, uma estratégia de estreitar as sanções econômicas e a pressão política internacional em conjunção com todas os outros instrumentos políticos prevê a base para a contenção em longo prazo das ambições nucleares iranianas.

Oferecer ao Irã uma opção de recuo que legitime o enriquecimento dentro do país não deve reduzir o risco de proliferação. A possibilidade latente do Irã de rapidamente fazer armas nucleares pode levar ao mesmo risco de instabilidade em cascata que o Irã com uma arma de verdade. Ao recusar um acordo que deixa o Irã com tais capacidades latentes, a comunidade internacional deve assegurar que o programa nuclear iraniano deve continuar a ter um status de fora da lei. Demonstrando quão seriamente a comunidade internacional está preocupada sobre as ações iranianas, deve desencorajar imitadores. A pressão contínua pode também limitar a habilidade do Irã para usar o status nuclear como uma fachada para encobrir outras atividades desestabilizadoras.


Usar o atraso como um instrumento de dissuasão

Muitos no Oriente Médio estão preocupados que se os EUA não confrontarem um Irã não-nuclear, eles não podem ser confiáveis para confrontar um Irã nuclear. Falam, entre a elite política, de Washington de potencial confiável sobre a dissuasão como uma estratégia para lidar com um Irã nuclear, especialmente sem ações enérgicas para confirmar isso, e corre o risco de ser visto como uma cortina de fumaça para esconder uma concessão maciça a Teerã.

Oficiais americanos devem tomar a frente em colocar qualquer discussão de dissuasão do Irã dentro do quadro de como dissuadi-lo de perseguir seu programa nuclear, assim como de persuadir os estados do Oriente Médio da não-proliferação. Falar de dissuasão deve ser usado para fazer o programa nuclear iraniano menos atrativo para seus líderes. Através de discussão de contramedidas políticas e militares, os EUA e o Oriente Médio devem semear dúvidas nas mentes iranianas – sobre se o programa nuclear do Irã será algum dia militarmente efetivo ou politicamente útil.

A melhora dos modernos mísseis de defesa que já estão em desenvolvimento em Israel e comprados por muitos estados do CCG podem introduzir incerteza nas mentes dos líderes iranianos sobre a utilidade militar dos programas nucleares e mísseis do Irã. Tais sistemas devem também reassegurar aos amigos de Washington da força do comprometimento da segurança americana, reduzindo a tentação dos estados do Golfo a proliferar e em Israel a atacar a infra-estrutura nuclear iraniana prematuramente. Construindo esse sucesso, Washington precisa continuar seus esforços de persuadir seus amigos árabes a ligar suas defesas aéreas e de mísseis-balísticos. Tais ligações devem melhorar a efetividade do sistema de cada país.

A Rússia argumenta que seu potencial de transferência do sistema de defesa aérea S-300 ao Irã é estabilizador, pois deverá complicar grandemente qualquer plano de Israel para atacar o Irã. Entretanto, essa abordagem aumenta o grave risco de Israel poder sentir-se compelido a agir antes que o custo da ação seja muito alto. Se a transferência prosseguir, Washington deve restaurar o balanço da equação estratégica através da transferência de armais mais sofisticadas. Isto é, se o Irã posicionar avançadas defesas aéreas, os EUA devem prontamente prover Israel com a capacidade de continuar a ameaçar os alvos mais valiosos iranianos – por exemplo, com aeronaves mais modernas. Tal oferta de transferência de armas pode ser usada para ganhar vantagem em pressionar a Rússia a não transferir o S-300, entretanto isso deve ser encaixado dentro de um novo esforço para colocar as relações entre EUA e Rússia em um estado de cooperação maior. Quaisquer dessas ofertas devem ser estruturadas para deixar claro que o objetivo americano é atrasar um ataque de Israel sobre as fábricas nucleares iranianas enquanto que a comunidade internacional continua seus esforços para convencer o Irã a abandonar seu programa.

Um componente da política de “resistir e dissuadir” deve ser a clarificação das vantagens do Irã em se comprometer com a comunidade internacional. Os EUA devem dar suporte a iniciativas internacionais para oferecer ao Irã um futuro melhor se abandonar suas ambições de armas nucleares. Essas devem incluir discussões sobre a segurança regional, talvez eventualmente levando a alguma forma de garantias mútuas de segurança que sejam vantajosas para o Irã, para a região, e para os EUA – por exemplo, sobre a passagem livre de embarcações através do estreito de Hormuz.

Dissuadir o Irã não deve ser visto como uma alternativa a uma política de pressioná-lo a desistir de suas atividades nucleares desestabilizadoras. A comunidade internacional deve manter seu alvo de acabar com o enriquecimento iraniano e em parar o reprocesso iraniano, e não deve estimular o debate entre seus membros sobre o que um compromisso aceitável do Irã deve ser. Ao invés, deve ser dito ao Irã que se quiser mais incentivos, ele deve estabelecer o que deseja. Para ter certeza, se o Irã demonstrar que ele fez as decisões estratégicas básicas para desistir de suas pretensões nucleares, a comunidade internacional deve estar preparada para prover o Irã com medidas protetoras que não comprometerão os interesses básicos da comunidade internacional.

Dissuasão no mundo pós-Guerra Fria é um assunto complicado. De acordo com o relatório de 2009 da Força Tarefa sobre o Gerenciamento de Armas Nucleares (Task Force on Nuclear Weapons Management) presidido pelo ex-secretário de defesa James Schlesinger, os EUA não têm pensado muito sobre dissuasão nuclear nos anos recentes. O relatório diz que algumas das capacidades americanas atrofiaram. Não está claro se os EUA pensaram nos “comos” e nos “por quês” da dissuasão prolongada para o Oriente Médio. Também não está claro quantas consultas sobre a dissuasão prolongada Washington tem tido com os estados regionais.

Um assunto que necessita de muito mais pensamento é em como uma garantia nuclear dos EUA (ou “cobertura”*) devem funcionar e se ela é apropriada no Oriente Médio. Muitos no Golfo parecem pensar que a região já se beneficia com uma garantia de fato dos EUA; eles podem gostar da sua formalização. Mas não é claro de nenhuma maneira que Teerã compartilha tal visão e então se sinta dissuadido. De sua parte, Israel não está entusiasmado sobre uma declaração americana de garantia nuclear. Primeiro, Israel possui suas próprias capacidades de dissuasão. Segundo, uma garantia americana declarada deve clarificar a situação de ambigüidade que pode já funcionar em benefício de Israel. E terceiro, muitos israelenses temem que uma garantia americana declarada pode vir a um preço de circunscrever a liberdade de ação de Israel no confronto de perigos existenciais.

Para ser efetiva, a dissuasão prolongada deve ter credibilidade aos olhos de ambos os amigos regionais dos EUA e do Irã. Comprometimento político é um componente importante; talvez tal comprometimento deva ser incorporado em um acordo ou tratado. A experiência da Guerra Fria sugere que o posicionamento estratégico de armas e tropas são freqüentemente necessários para tornar promessas críveis. Entretanto, não é claro que essa abordagem deve ser aplicada no Oriente Médio. Estados regionais freqüentemente não se entusiasmam sobre a presença de grandes forças americanas. Qualquer consideração de mover armas nucleares americanas para a região, tal como colocar mísseis de cruzeiro nucleares em navios da marinha, devem levantar problemas complicados. Além disso, mais pensamentos e consultas serão necessários para ver como fazer a dissuasão prolongada crível de um jeito que satisfaça outros interesses americanos. Qualquer dissuasão nuclear vai requerer armas nucleares americanas confiáveis, seguras e efetivas.

A dissuasão prolongada será mais efetiva e crível se houver um amplo consenso interno americano sobre as políticas a serem adotadas. A administração deve engajar o Congresso de maneira que as promessas oferecidas pela cadeira do executivo possam ser rápida e integralmente entregues. O endosso do Congresso a quaisquer garantias americanas de segurança podem fazer muito para embasar tais palavras de maneira mais convincente. Também não seria de muita utilidade ter prolongados conflitos sobre transferência de armas.


Usar o risco da instabilidade em cascata para produzir mais ações agora

As sanções existentes da ONU contra o Irã são modestas, mas muito mais poderia ser feito para dar força às suas consideráveis restrições sobre produtos de dupla utilização. O comitê de sanções da ONU deve organizar um processo pelo qual inteligência acionável será provida aos estados membros sobre a aquisição iraniana clandestina de produtos de dupla utilização necessários para expandir seu programa de centrífugas. O comitê de sanções atual – consistindo da Bélgica, Burquina Fasso e a Costa Rica – não está em posição de fazer isso. Os EUA e os poderes de mesma visão devem se oferecer para prover assistência – partilhando inteligência apropriada, oficiais aduaneiros treinados, e suprindo com equipamento técnico necessário – em implementar as sanções da ONU a países de porte médio para os quais o problema nuclear iraniano não é uma prioridade, ou a lacuna de capacidades em rastrear materiais problemáticos.

Alguns nos EUA reclamam de maneira acintosa, com toda justificativa, sobre a inação nos Emirados Árabes Unidos e outros estados do Golfo na prevenção da aquisição iraniana de produtos de dupla utilização. Os EUA estariam em melhor posição de obter a cooperação nessa área se oferecesse mais assistência. Em paralelo, os EUA devem ampliar o sucesso do esforço do Departamento de Tesouro ao desencorajar firmas financeiras de fazer negócios com agências iranianas ao iniciar um esforço similar pelos departamentos de Estado e Comércio procurando apontar às firmas de indústria e comércio o risco para sua reputação se seus produtos forem achados nos programas de mísseis nucleares iranianos.

O presidente Obama disse durante sua campanha que ele está interessado em usar a dependência do Irã de produtos de petróleo refinado como um ponto de barganha. Especificamente, o governo dos EUA deve desencorajar países e companhias de produzir refinarias de petróleo no Irã, ou exportar produtos de petróleo refinado para o Irã, até que o impasse com a comunidade internacional sobre o programa nuclear esteja resolvido.

Ao mesmo tempo em que isso eleva a pressão sobre o Irã, os EUA devem esclarecer e expandir sua oferta para lidar com várias preocupações que o Irã criou. Para responder as preocupações iranianas sobre a garantia de acesso a combustível para suas usinas de energia nuclear para civis se ele abandonar o processo de enriquecimento, a administração de Obama deve seguir através do anúncio da intenção de trazer para usufruto o banco internacional de combustível nuclear, para o qual os EUA prometeu $50milhões. Em paralelo, a administração deve seguir através do comprometimento americano em negociar um corte no tratado de material de fissão. Enquanto o Irã não pode pensar que essas medidas são muito como incentivos, eles provêm um caminho para usar a crise iraniana como uma oportunidade de apoiar partes do regime global de não-proliferação. E se a comunidade internacional vê as propostas na mesa como efetivamente se dirigindo as preocupações do Irã, o Irã é mais propenso a aceitar o acordo, pois ele não quer ficar isolado. Na medida em que os esforços de não-proliferação forem de âmbito mundial, é mais provável que o Irã aceite a sua aplicação vigorosa a ele também. A pressão e os incentivos sobre o Irã são mais propensos de serem sucedidos se vierem da comunidade internacional ao invés dos EUA sozinhos. A Europa está plenamente ciente dos riscos do programa nuclear iraniano, mas está profundamente dividia sobre como proceder e tem feito muito ultimamente como pode ter esperado fazer. A administração de Obama está bem posicionada a fim de pressionar maiores ações européias, especialmente se ele demonstrar uma disposição para trabalhar com a Europa sobre a persuasão aceitável para o Irã.

Progressos no Conselho de Segurança da ONU devem ser mais fáceis se Washington puder convencer a China que o programa nuclear iraniano é uma ameaça estratégica para seus próprios interesses e pode persuadir a Rússia que seus interesses são melhores atendidos ao cooperar integralmente com o Ocidente em seu problema. Motivando esses governos a se unirem aos EUA e seus aliados no aumento da pressão internacional sobre o Irã vai requerer uma diplomacia habilidosa. Relações mais cooperativas nas áreas de interesses mútuos ajudarão nesse esforço.

Os estados do Golfo – especialmente a Arábia Saudita – podem estar melhor posicionados para influenciar a China, que se preocupa bastante sobre o acesso a mercados exportadores e suprimentos de energia. Os EUA devem encorajar seus parceiros no Golfo a se tornarem mais ativamente engajados na diplomacia internacional que ronda o problema nuclear iraniano.


Conclusão

O engajamento tem melhores chances de funcionar se Washington tiver maior alavancagem com a qual influenciar Teerã. Medidas reforçadas de segurança, consultas mais profundas e a coordenação com seus amigos, e o reforço de sanções internacionais mais duras, tudo isso provê uma alavancagem e, então, permitem as negociações. Além disso, tomadas conjuntamente, essas medidas reduzem o risco da instabilidade em cascata no evento do prosseguimento do programa nuclear iraniano. A melhora das condições de negociação também são criadas pela construção da confiança do Irã e dos incentivos reais.

O confronto nuclear iraniano não é só um problema maior, mas, também em outro sentido, uma oportunidade. Como parte de seus incentivos ao Irã, Washington pode propor medidas que também devem servir para aumentar o sistema global de não-proliferação. Além disso, o Oriente Médio está procurando pela forte liderança americana e por relações revigoradas. Passos vigorosos para assentar a estabilidade regional devem esclarecer as percepções infundadas de alguns que a estrela norte-americana está morrendo.

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* [no original “umbrella”, mas resolvi traduzir por cobertura pois se encaixa melhor no contexto] voltar

sexta-feira, 13 de março de 2009

A fundamentação darwiniana do comunismo
por Jerry Bergman *
Primeiramente publicado Abril de 2001 em TJ 15(1):89-95,
www.answersingenesis.org **

Resumo:
Uma revisão nos escritos dos fundadores do comunismo mostra que a teoria da evolução, especialmente como ensinada por Darwin, foi criticamente importante para o desenvolvimento do comunismo moderno. Muitos dos arquitetos principais do comunismo, incluindo Stalin, Lênin, Marx e Engels, aceitaram a visão de mundo retratada no livro do Gênesis até que eles foram introduzidos a Darwin e outros pensadores contemporâneos, que resultaram em última análise no abandono daquela visão de mundo. Além disso, o darwinismo foi criticamente importante na sua conversão ao comunismo e a uma visão de mundo que os levou em uma filosofia baseada no ateísmo. Em adição, à idéia central comunista de que a resolução pela violência, no qual o mais forte prevalece sobre o mais fraco, era natural, parte inevitavelmente do desdobramento da história dos conceitos e concepções darwinianas.

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O darwinismo como uma visão de mundo foi um fator crucial, não somente em influenciar o desenvolvimento do Nazismo, mas também na ascensão do comunismo e o holocausto comunista que, por uma estimativa, ceifou a vida de mais de 100 milhões de pessoas.[1] Marx, junto com seus antecedentes, associados e sucessores, foi um evolucionista doutrinário que tentou construir sua sociedade em premissas evolucionistas. Existem documentações abundantes dessa avaliação e, poucos ainda vão contestar isso.[2]

Beate Wilder-Smith sugeriu que a evolução é

"uma fundação central da doutrina marxista hoje em dia. Os nazistas estão convencidos, assim como comunistas hoje, que a evolução tomou lugar, que toda biologia tem envolvido saltos espontâneos, e que nos links intermediários (ou os tipos menos evoluídos) devem ser erradicados ativamente. Eles acreditam que a seleção natural pode e deve ser ativamente reforçada, e além disso instituídas medidas políticas para erradicar os incapacitados, os judeus, e os negros, que eles consideram como "não desenvolvidos" [ênfase do original]." [3]

Muitos extremistas estavam ativos antes de Darwin publicar seu trabalho seminal, On the Origin of Species, em 1859, mas como a fé religiosa prevaleceu entre ambos os cientistas e os não-cientistas antes de Darwin, foi extremamente difícil para que esses radicais persuadissem as massas a aceitar ideologias comunistas (ou outras esquerdistas). De certa forma por essa razão, as nações do Ocidente bloquearam o desenvolvimento da maior parte dos movimentos radicais por séculos. Darwin, entretanto, abriu a porta para o marxismo ao prover o que Marx acreditava ser uma racionalização "científica" para negar a Criação e, por extensão, negar Deus.[4] Sua negação de Deus, e seu conhecimento de Darwin, inspiraram Marx a desenvolver sua nova visão de mundo sem deuses conhecida hoje como comunismo. E assim como outros darwinistas, Marx aproveitou sua visão de mundo comunista como "científica" e, assim como, empregou um "método científico e visão científica".[5] Bethell nota que Marx admirava o livro de Darwin,

"não por razões econômicas, mas pela razão mais fundamental de que o universo de Darwin era puramente materialista, e a explicação disso não mais envolvia nenhuma referência a causas não observáveis e não materiais fora ou "além" disso. A esse importante respeito, Darwin e Marx eram verdadeiros camaradas... ."[6]

E Hofstadter, um historiador, notou que muitos dos primeiros marxistas ortodoxos "sentiam-se em casa nas redondezas darwinianas. Nas prateleiras das livrarias socialistas na Alemanha as palavras de Darwin e Marx estavam lado a lado."[7] Ele adicionou que os livros comunistas "que vieram em grandes quantidades das editoras Kerr em Chicago [a maior editora de livros comunistas dos EUA] eram freqüentemente adornadas com citações conhecidas de Darwin, Huxley, Spencer e Haeckel." [7]

Karl Marx

Nascido em 1818, Marx foi batizado como luterano em 1824, freqüentou a escola elementar luterana, recebeu congratulações pelos seus "sérios" ensaios sobre tópicos morais e religiosos, e foi avaliado pelos seus professores como "procifiente moderado" em teologia (sua primeira obra escrita foi sobre o "amor de Cristo")[8-9-10] até que ele encontrou os escritos e idéias de Darwin na Universidade de Berlim. Marx escreveu sem cansar até sua morte, produzindo centenas de livros, monografias e artigos. Sir Isaiah Berlin até disse que nenhum pensador "no século dezenove foi uma influência tão direta, deliberada e poderosa sobre a humanidade como foi Karl Marx".[11] Marx via o mundo vivo em termos darwinianos da luta pela "sobrevivência do mais adaptado", envolvendo o triunfo do mais forte e a submissão do mais fraco.[12] Darwin ensinou que a "sobrevivência do mais adaptado" existia entre todos os tipos de vida. Dessa idéia Marx acreditou que a maior "luta pela existência" entre os humanos acontecia primariamente entre as classes sociais. Barzun[13] concluiu que Marx acreditou que sua obra era o paralelo exato de Darwin, e que,

"assim como Darwin, Marx pensou ter descoberto a lei do desenvolvimento. Ele via a história em estágios, assim como os darwinistas enxergavam os estratos geológicos e as sucessivas formas de vida. ...ambos Marx e Darwin fizeram da luta os meios do desenvolvimento. Novamente, a medida de valor em Darwin é a sobrevivência com reprodução - um fato absoluto acontecendo no tempo e que desconsiderada inteiramente a qualidade moral ou estética do produto. Em Marx a medida do valor é no trabalho feito - um fato absoluto que ocorre no tempo que também desconsiderava a utilidade do produto. Ambos Darwin e Marx [também] tendiam a aumentar e modificar seu absolutismo mecânico quando confrontados com objeções."[14]

Marx possuía uma dívida maior com Darwin pelas suas idéias centrais. Nas palavras de Marx: "o livro de Darwin é muito importante e me serve como base na seleção natural para a luta de classes na história. ...não só isso [o livro de Darwin] é um golpe mortal ... para a "teleologia" nas ciências naturais, mas seu significado empírico explicado."[15] A primeira leitura de Marx da Origem das Espécies de Darwin se deu somente um ano após sua publicação, e foi tão entusiástica que ele releu o livro dois anos mais tarde.[16] Ele freqüentou uma série de aulas de Thomas Huxley sobre as idéias de Darwin, e não falou de "nada mais por meses que Darwin e o enorme significado das suas descobertas científicas".[17] De acordo com um associado íntimo Marx também foi

"...um dos primeiros a enxergar o significado das pesquisas de Darwin. Mesmo antes de 1859, o ano de publicação d'A Origem das Espécies [sic] - e, por uma coincidência memorável, do Contribution to the Critique of Political Economy [Contribuição à Critica da Economia Política] de Marx - ele compreendeu a importância de Darwin ao fazer época. Darwin ... estava preparando uma revolução similar aquela que o próprio Marx estava trabalhando para ... . Marx persistiu com cada nova aparição e notou cada passo a frente, especialmente nos campos das ciências naturais... ."[18]

Berlin afirma que depois de se tornar um comunista, Marx detestava passionalmente qualquer "crença em causas supernaturais".[19] Stein notou que "o próprio Marx via o trabalho de Darwin como uma confirmação pelas ciências naturais de suas próprias idéias ...".[20] Hyman inclui Darwin e Marx entre os quatro homens que considera responsáveis pelos mais significativos eventos do século XX.[21] De acordo com Heyer, Marx estava "impregnado" com Darwin, e as idéias de Darwin claramente tiveram uma influência significativa não somente nele e em Engels, mas também em ambos Lênin e Stálin. Além disso, os escritos desses homens freqüentemente discutiam as idéias de Darwin.[22] Marx e Engels "abraçaram entusiasticamente" o darwinismo, acompanharam os escritos de Darwin, e se correspondiam com regularidade entre eles (e com outros) sobre suas reações às conclusões de Darwin.[23-24] Os comunistas reconheceram a importância de Darwin ao seu movimento e até defendiam-no vigorosamente:

"O movimento socialista reconhece o darwinismo como um elemento importante em seu panorama geral de mundo desde o início. Quando Darwin publicou seu Origem das Espécies em 1859, Karl Marx escreveu uma carta a Frederick Engels na qual disse, '...este é o livro que contém as bases em história natural para nossa visão'. ... E de todos os iminentes pesquisadores do século dezenove que nos deixaram tal rica herança de conhecimento, nós somos especialmente gratos a Charles Darwin por abrir o caminho para um entendimento evolucionista e dialético da natureza."[25]

Proeminente comunista Friedrich Lessner concluiu que Das Kapital [O Capital] e Origin of Species de Darwin foram as "duas maiores criações científicas do século."[26] A importância do darwinismo mas estimadas 140 milhões de mortes causadas pelo comunismo foi parcialmente porque:

"Claramente, para Marx o homem não possui uma 'natureza'. ... Pois o homem é somente seu próprio criador e irá conscientemente tornar-se seu próprio criador em liberdade completa da moralidade ou das leis da natureza e da natureza de Deus. ... Aqui nós vemos porque o marxismo justifica o sacrifício brutal de homens viventes hoje em dia, homens que, nesse estágio da história, são somente parcialmente humanos."[27]

Halstead adiciona que o fundamento teorético do comunismo

"...é o materialismo dialético que foi exposto com grande clareza por Frederick Engels em Anti-Dührüng e The Dialetcics of Nature [A dialética da Natureza]. Ele reconheceu o grande valor das contribuições feitas pela geologia em estabelecer que existia um movimento constante e mudanças na natureza e o significado da demonstração de Darwin que aplicou, também, ao mundo orgânico. ... O coração da questão de toda a rede teorética, entretanto, está na natureza das mudanças qualitativas. Isso é também escrito por Engels em The Dialectics of Nature, 'um desenvolvimento no qual as mudanças qualitativas ocorrem não de forma gradual mas rápida e abruptamente, tomando a forma de um salto de um estágio para outro'. ... Aqui está o recipiente para a revolução."[28]

Conner adiciona que o comunismo ensina que ao "defender o darwinismo, o povo trabalhador aumenta suas defesas contra os ataques do ... grupo reacionário, e prepara o caminho para a transformação da ordem social", por exemplo, uma revolução comunista.[29]

Friedrich Engels

Colega de trabalho de Marx e freqüentemente co-autor, Friedrich Engels, foi criado por um pai rígido e "pietista" crente da Bíblia, mas Engels, também, rejeitou o cristianismo, evidentemente em parte como resultado de seus estudos na Universidade de Berlim.[30] Ao lado do túmulo de Marx, Engels declarou: "Assim como Darwin descobriu a lei da evolução na natureza orgânica, Marx descobriu a lei de evolução na história humana..."[31] Himmelfarb concluiu, de seu estudo sobre Darwin, que existia muita verdade no elogio de Engels a Marx:

"O que ambos celebraram foi o ritmo interno e o curso da vida, um da vida na natureza, o outro da sociedade, que procedem por leis fixas, sem distração pela vontade de Deus ou do homem. Não existiram catástrofes na história assim como não existiu nenhuma na natureza. Não existiu nenhum ato inexplicável, nenhuma violação da ordem natural. Deus era tão sem poderes como o homem individual para interferir na interna, auto-ajustável dialética da mudança e do desenvolvimento."[32]

Alexander Herzen

Muitos outros também foram de importância crítica para o desenvolvimento do movimento comunista. Um foi Alexander Herzen (1812-1870), o primeiro a articular o novo radicalismo na Rússia e, ao ser um homem que estava em completa harmonia com as idéias de Marx, foi um pioneiro em reivindicar uma revolta em massa para alcançar o poder comunista. Sua teoria era uma versão distintamente russa do socialismo baseado na comunidade de camponeses, o que frutificou a primeira base ideológica para muitas da atividades revolucionárias na Rússia até 1917. Herzen foi influenciado pela evolução:

"Os escritos universitários de Herzen concernem primariamente ao tema do surgimento biológico... . Herzen mostra um bom conhecimento da literatura científica séria do período... especialmente trabalhos que anunciam a idéia da evolução ... [incluindo] os escritos de Erasmus Darwin, o avô de Charles e em certa medida seu predecessor ideológico... . Ele estava a par do debate entre os seguidores de Cuvier, que defendiam a imutabilidade das espécies, e Geoffroy-Saint-Hilaire, os transformacionistas ou evolucionistas; e claro ele se alinhou com o segundo, desde que a idéia de evolução contínua era necessária para ilustrar o desdobramento progressivo do Absoluto. Resumindo, o treinamento científico de Herzen se baseava essencialmente nos materiais brutos para a biologia da Naturphilosophie."[33]

Vladimir Lênin

Lênin também foi significativamente influenciado pelo darwinismo, e operou de acordo com a filosofia "menos mas melhores", uma reiteração da seleção natural.[34] Ele foi criado por pais de classe média e devotos crentes na Bíblia.[35] Então, em torno de 1892, ele descobriu Darwin e as obras de Marx, e isso mudou sua vida para sempre.[36] Um catalisador para a adoção de Lênin ao marxismo foi o fato de que o injusto sistema de educação russo cancelou o mandato de seu pai com um ano de graça, tumultuando, então, sua família. Dentro de um ano, seu pai morreu, deixando Lênin, com 16 anos, amargurado.[37] Lênin admirava grandemente seu pai, que era um trabalhador assíduo, religioso e um homem inteligente. Koster adicionou:

"A única obra de arte no escritório de trabalho de Lênin era uma estátua kitsch de um macaco sentado numa pilha de livros - incluindo A Origem das Espécies - e contemplando uma caveira humana. Esse ... comentário em argila sobre a visão de Darwin do homem, permanecia à vista enquanto Lênin trabalhava em sua mesa, aprovando planos e assinando mandatos de assassinato ... . O macaco e a caveira eram símbolos de sua fé, a fé darwiniana que o homem é brutal, o mundo é uma selva, e vidas individuais são irrelevantes. Lênin provavelmente não era um homem instintivamente mau, embora ele certamente ordenou um bom número de medidas malignas. Talvez o macaco e a caveira eram invocados a lembrá-lo que, no mundo de acordo com Darwin, a brutalidade humana para com os homens era inevitável. Na sua luta para realizar o "paraíso dos trabalhadores" através de meios "científicos", ele ordenou um bom número de mortes. O macaco e a caveira talvez o ajudaram a reprimir qualquer tipo de impulso humano que tenha restado de sua saudável infância."[38]

Joseph Stálin

O ditador soviético Joshep Stálin (nascido Joshep Djugashvili) assassinou estimadas 60 milhões de pessoas.[39] Assim como Darwin, ele foi um estudante de teologia, e também como Darwin, a evolução foi importante para transformar sua vida de um promissor cristão a um comunista ateísta.[40-41] Yaroslavsky nota que enquanto Stálin ainda era um estudante eclesiástico ele "começou a ler Darwin e se tornou ateísta."[42]

Stálin se tornou um "ávido darwinista, abandonando a fé em Deus, e começou a dizer aos seus companheiros de seminário que as pessoas descendiam do macaco e não de Adão".[40] Yaroslavsky nota que "não foi somente com Darwin que o jovem Stálin se tornou familiar na escola eclesiástica de Gori; foi enquanto estava lá que ele teve suas primeiras aproximações com as idéias marxistas".[43] Miller adiciona que Stálin tinha uma memória extraordinária e aprendia suas lições com tão pouco esforço que os monges que o ensinaram concluíram que ele poderia

"... se tornar um padre maravilhoso da Igreja Ortodoxa Russa. Mas em cinco anos no seminário ele se interessou pelo movimento nacionalista na sua província natal, na teoria de Darwin e nos escritos de Vitor Hugo sobre a Revolução Francesa. Como um nacionalista ele era um anti-Tsarista e se uniu a uma sociedade secreta socialista."[44]

O resultado foi que

"Sua infância brutal e a visão de mundo que ele adquiriu nessa infância, com o reforço da releitura de Darwin, o convenceu que a misericórdia e abstenção eram fracas e estúpidas. Ele matou com uma frieza que mesmo Hitler teria invejado - e mesmo em números muito maiores do que Hitler fez."[45]

Koster adiciona que Stálin matava pessoas por duas razões principais

"...por que eles eram ameaças pessoais a ele, ou por que eles eram ameaças ao progresso - o que nos termos do marxismo-darwinismo significa algum tipo de evolução a um paraíso terrestre de um tipo nunca antes imaginado."[46]

A importância das idéias de Darwin é reforçada por Pakadze, um amigo de infância de Stálin:

"Nós jovens temos uma fome avassaladora por conhecimento. Então, para corrigir as mentes de nossos estudantes seminaristas do mito que o mundo foi criado em seis dias, nós tínhamos de nos haver com a origem e idade geológicas da Terra, e sermos capazes de provar para eles através de argumentos; nós tivemos que nos familiarizar com os ensinamentos de Darwin. Nós fomos ajudados nisso pelo ... Antiquity of Man [A Antiguidade do Homem] de Lyell e o Descente of Man [Descendência do Homem] de Darwin, esse numa tradução editada por Sechenov. Camarada Stálin leu as obras científicas de Sechenov com grande interesse. Nós prosseguimos gradualmente a um estudo do desenvolvimento da sociedade de classes, o que nos levou aos escritos de Marx, Engels e Lênin. Nesses dias a leitura da literatura marxista era punível como propaganda revolucionária. O efeito disso era particularmente sentido no seminário, onde mesmo o nome de Darwin era sempre mencionado com injúrias imorais. ... Camarada Stálin trouxe esses livros para a nossa atenção. A primeira coisa que nós tínhamos que fazer, ele dizia, é nos tornarmos ateus. Muitos de nós começaram a obter uma visão global do materialismo e a ignorar assuntos teológicos. Nossas leituras dos mais diversos ramos da ciência não só ajudou nossos jovens a escapar do espírito intolerante e de visão estreita do seminário, mas também preparou as mentes para a recepção das idéias marxistas. Cada livro que nós líamos, seja sobre arqueologia, geologia, astronomia, ou sobre civilizações primitivas, nos ajudou a confirmar a verdade do marxismo."[47]

Como resultado da influência de Lênin, Stálin e outros líderes soviéticos, Darwin se tornou "um herói intelectual da União Soviética. Existe um museu esplêndido sobre Darwin em Moscou, e as autoridades soviéticas receberam uma medalha especial de Darwin em honra ao centenário d'A Origem".[48]

A Oposição de Marx à religião

A aceitação do darwinismo e a rejeição da religião eram primordiais para os novos movimentos comunistas.

Quando Marx abandonou sua fé Cristã e se tornou ateu, ele concluiu que religião era uma ferramenta dos ricos para subjugar os pobres. Ele abertamente denunciou a religião como "o ópio do povo", e praticamente em todas as nações onde o comunismo assumiu o poder, as igrejas eram, se não abolidas como foras da lei, neutralizadas em seu efeito.[49] Ópio é uma droga analgésica e Marx caracterizou a religião como tendo a mesma função, por exemplo: era usada para pacificar os oprimidos pois propagava paz, não-violência, e o amor ao próximo. O resultado é que isso os fazia sentir melhor, mas não solucionava seus problemas.

Marx sentia que a religião não é somente uma ilusão: ela deteriorou a função social, em outras palavras, a distrair os oprimidos da verdade de sua opressão e prevenir o povo de ver a dura realidade de sua existência. Enquanto os trabalhadores e os oprimidos acreditassem que eram pacientes, tinham um comportamento moral e as amarguras do sofrimento os dariam a liberdade e felicidade no paraíso, eles iriam permitir serem oprimidos. Marx concluiu que os trabalhadores somente mudariam sua percepção da realidade quando realizassem que não existe Deus, nem vida após a morte e nenhuma boa razão para não ter agora o que eles queriam, mesmo se eles tivessem que tirar dos outros.

A solução, Marx argumentou, era abolir a religião, o que permitiria aos pobres se revoltar abertamente contra seus "opressores" (os donos de terra, os ricos, os empresários, etc.) e tomar sua riqueza para poder assim desfrutar do dinheiro e satisfação nesse mundo. Além disso, enquanto "os ricos e poderosos não irão dar isso de mão beijada, as massas deveriam os obrigar" pela força.[50] Eidelberg notou que a "escatologia de Marx, sua filosofia materialista da história é, para todos os propósitos práticos, uma doutrina de revolução permanente, uma doutrina que não pode deixar de eclodir em violência, terror e tiranias periódicas".[51]

Isso é porque Marx concluiu que a "abolição da religião" é um pré-requisito para a obtenção da verdadeira felicidade do povo.[52] Conseqüentemente, um pilar fundamental do comunismo era retirar o ópio do povo (religião) das pessoas e as convencer que deveriam comer, beber e se divertirem agora, pois amanhã podem estar mortos (e para ter os recursos para comer, beber e se divertirem, eles deveriam roubar dos ricos e dos sucedidos). Marx concordou com a filosofia darwiniana que, além dos prazeres pessoais no aqui e agora, a vida a longo prazo não possui qualquer significado ou propósito, pois nós somos acidentes da natureza algo que, em todas as probabilidades, nunca mais deveria ocorrer na Terra.[53]

Um fator importante, entretanto, não foi devidamente contabilizado na visão de mundo irreal (ainda idealista) de Marx. Isso foi o fato de que, como a Bíblia coloca, os trabalhadores são merecedores de seus salários. Começar um negócio geralmente implica uma quantidade enorme de risco, e requer trabalho extremamente pesado e longas horas de pessoas que geralmente têm um talento enorme para guiar o negócio ao sucesso. A maioria dos novos negócios falham - menos de um em cada cinco sucede - e mesmo assim o sucesso da maioria é meramente moderado.

Por outro lado, uma recompensa enorme pode resultar se um negócio realmente tiver sucesso. As recompensas incluem não só riqueza e prestígio mas também a satisfação de alcançar e construir um negócio de sucesso. As recompensas têm que ser enormes para que as pessoas assumam os riscos envolvidos. Muitas pessoas que fracassam nos negócios perdem tudo o que possuem. Por essas razões, é que a teoria econômica comunista está fadada ao fracasso.

Para garantir que o comunismo mantém seu poder primário, é necessário doutrinar as pessoas contra a religião, especialmente as religiões Cristã, Judia e Muçulmana, que concordam que retirar a propriedade de alguém sem a devida compensação é errado e que matar pessoas para pegar seus pertences é uma pecado grave.[10] Além disso, as mesmas religiões também dizem que, enquanto nós devemos nos levantar pelo que é certo, a justiça não é garantida nesse mundo (mas Deus prometeu recompensar depois da morte aqueles que perseguirem o caminho da virtude).

Problemático no desenvolvimento da teorização de Marx, assim como de muitos de seus seguidores, era sua rejeição do Cristianismo e de seus valores morais e em se voltar para uma visão de mundo agnóstica/atéia. As Escrituras ensinam que atenção, compaixão e preocupação deve ser expressas aos pobres, às viúvas, aos órfãos, aos deformados, aos párias sociais e até aos criminosos, mas também dizem que o trabalhador é merecedor de seu salário e condenam o assassinato (mesmo se parte de uma revolução social - "aquele que vive pela espada deverá perecer pela espada", Apocalipse 13:10). Cristianismo geralmente tem servido como uma força que resiste na privação às pessoas dos frutos de seus trabalhos.

Os resultados dos ideais ateus de Marx, tragicamente, vieram agora à tona. O ideal comunista de que "cada um tenha de acordo com suas necessidades, e cada um dê de acordo com suas habilidades" quase sempre se tornam em "cada um toma o que puder, e devolve o menos possível". O resultado tem sido a quebra econômica da maioria dos países comunistas. Na última década, nós presenciamos o colapso de todos os regimes comunistas e sua substituição por governos capitalistas ou socialistas (Cuba e China agora possuem governos socialistas, a China instituiu reformas pró-capitalistas importantes pois ela se esforça para coexistir com o capitalismo, a Coréia do Norte está rapidamente se movendo para um governo socialista). A qualidade da sociedade é um resultado do calibre de seus líderes. As pessoas mais qualificadas deveriam estar comandando as escolas, fábricas e governos das sociedades. A pobreza econômica da Rússia e de muitos países do Leste Europeu (que se deve a um conjunto de fatores complexo e entrelaçado) eloqüentemente testemunha a falência do comunismo.

Por que o comunismo é ateu, e por que ele produziu um holocausto

Marx (1818-1883) foi influenciado consideravelmente pelo conceito dialético de Hegel. George Hegel (1770-1831) sustentava que a religião, ciência, história, e "mais quase tudo" desenvolve-se a um estado mais elevado com o progresso do tempo.[54] Isso acontece por um processo chamado dialética, no qual uma tese (uma idéia) eventualmente se confronta com uma antítese (uma idéia oposta), produzindo uma síntese ou uma mistura do melhor das idéias antigas e novas.[55] Marx concluiu que o capitalismo é a tese, e o proletário organizado é a antítese. Essencialmente, o conflito central no capitalismo era entre aqueles que detinham os meios de produção (os donos, a classe rica, ou a burguesia) e aqueles que realmente faziam o trabalho físico (os trabalhadores ou o proletariado). A idéia central de Marx era que a síntese (p.e. comunismo) emergeria da luta entre o proletário com a burguesia. Isso é ilustrado pela famosa frase de Marx, "unam-se trabalhadores do mundo e derrotem seus opressores".

Marx concluiu que as massas (os trabalhadores - aquelas pessoas que trabalham nas fábricas e nas fazendas) que deveriam lutar contra os donos dos negócios, os ricos e os empresários. Desde que existem muito mais trabalhadores do que donos de empresas, Marx acreditava que os trabalhadores eventualmente iriam sobrepujar os empresários pela revolução violenta, tomando suas fábricas e riquezas. O resultado deveria ser a ditadura do proletariado. Marx também cria que a propriedade privada deveria ser abolida, e os trabalhadores deveriam coletivamente governar seu país, incluindo as fazendas e os meios de produção. Todos os trabalhadores então compartilhariam igualmente nos frutos do trabalho, produzindo uma sociedade sem classes na qual todos tinham uma quantidade igual de dinheiro. Essa filosofia obviamente atraiu milhões de pessoas, especialmente os pobres, os oprimidos, e muitos da classe média que se preocupavam com os pobres.

As revoluções comunistas resultaram em tomar pela força a riqueza das classes dos donos de terra, dos ricos, dos industriais e outros. Se apropriando da terra e da riqueza dos donos de propriedades em geral resultando em uma quantidade enorme de resistência por todos os cantos.

Muitas dessas pessoas tinham construído sua riqueza do trabalho duro e de decisões astutas nos negócios, e não estavam dispostas a se desfazer do que em muitos casos tinham trabalhado duramente muitos anos para obter. Um banho de sangue resultou disso e tomou a vida de centenas de milhões de pessoas. Os assassinados geralmente incluíam os mais talentosos empresários, os mais habilidosos industriais, e a espinha dorsal da intelectualidade de uma nação. Os trabalhadores eram encarregados de companhias e fábricas que foram uma vez dirigidas pelo que Marx chamava a burguesia; muitas dessas pessoas careciam das habilidades e qualidades pessoais necessárias para tocar os negócios. Conseqüentemente, produtos inferiores, baixa produtividade e uma quantidade incrível de desperdício eram a regra por gerações no mundo comunista.

Como Jorafsky nota, não importa quão duro a história possa julgar o marxismo, o fato é que a teoria de Marx uniu o darwinismo e a revolução intrínseca e inseparavelmente:

"... um historiador mal pode deixar de concordar que o clamor de Marx para dar um caminho científico para aqueles que deveriam transformar a sociedade foi uma das maiores razões para a enorme influência dessa doutrina."[56]

Comunismo Chinês

O darwinismo também foi um fator crucial na revolução comunista na China: "Mao Tse-tung relembrou Darwin, como apresentado pelos darwinistas alemães, como o fundamento do socialismo científico chinês."[20,57] As políticas que Mao originou resultaram no assassinato de tantas quantas 80 milhões de pessoas. A extensão na qual o darwinismo foi aplicado é mostrada por Kenneth Hsü. Quando ele era uma estudante na China na década de 1940, a classe deveria se exercitar para tornar seus corpos mais fortes, e como lembrança da hora antes do café da manhã, eles tinham que ouvir um discurso do reitor. "Nós tínhamos de endurecer nossa vontade para a briga na luta pela existência, ele nos disse. Os fracos perecerão; somente os fortes devem sobreviver."[58]

Hsü adicionou que eles eram ensinados que se adquire força não pela aceitação do que sua mãe lhes disse, mas através do ódio. Hsü aponta a ironia do fato de que

"Ao mesmo tempo do outro lado do front de batalha um garoto adolescente alemão ouviu às polêmicas de Goebbels e foi induzido à Hitler Jugend [Juventude Hitlerista]. De acordo com nossos ambos professores, um ou outro de nós deveria prevalecer, não deveria ter surpreendido a minha mãe que nós agora éramos colegas, vizinhos e amigos. Já que ambos sobrevivemos a guerra, somos vítimas de uma ideologia social cruel que assume que a competição entre indivíduos, classes, nações, ou raças é a condição natural da vida, e que também é natural para o superior despojar o inferior. Pelo último século e mais essa ideologia foi pensada como sendo uma lei natural da ciência, o mecanismo da evolução que foi formulado mais poderosamente por Charles Darwin em 1859 no seu A Origem das Espécies ... , três décadas se passaram desde que eu tive que marchar até o pátio da escola para ouvir o reitor contradizer toda sabedoria da minha família com seu clamor darwiniano de superioridade."[59]

Hsü concluiu que vendo o que ocorreu durante a guerra, e desde então (e o que pode acontecer no futuro), "eu preciso questionar qual tipo de adaptação é demonstrável pelo desdobrar de tais lutas. Como um cientista, eu preciso examinar especialmente a validade científica de uma noção que pode causar tanto dano".[60,58]

A importância do darwinismo, reporta Hsü, foi indicada pela experiência de Theo Summer numa viagem com o Chanceler Alemão Helmit Schmit à China. Theo estava perturbado por ouvir pessoalmente de Mao Tse-tung sobre a dívida que ele sentia ter ao darwinismo, e especialmente ao homem que também inspirou Hitler, o darwinista Ernst Haeckel.[61] Hsü concluiu que Mao estava convencido que "sem a pressão contínua da seleção natural" os homens iriam degenerar. Essa idéia inspirou Mao a defender "a eterna revolução que trouxe minha terra natal a beira da ruína".

Resumo

Nas mentes de Hitler, Stálin e Mao, tratar pessoas como animais não era errado pois eles acreditavam que Darwin tinha "provado" que os seres humanos não eram criação de Deus, mas ao invés descendiam de um simples, organismo unicelular. Os três homens acreditavam que era moralmente apropriado eliminar os menos adaptados ou "amontoá-los como gado em currais e os enviar para campos de concentração ou gulags" se isso atingia o objetivo das suas filosofias darwinistas.[62]

As idéias de Darwin tiveram uma importância crucial no desenvolvimento e crescimento do comunismo. Enquanto é difícil concluir que o comunismo não teria aparecido como apareceu se Darwin não tivesse desenvolvido sua teoria da evolução, é claro que se Marx, Lênin, Engels, Stálin e Mao tivessem continuado a seguir a visão de mundo Judaico-Cristã e não tivessem se tornado darwinistas, a teoria comunista e as revoluções que ela inspirou nunca teriam se espalhado para tantos países quanto fizeram. Segue-se, então, que o holocausto produzido pelo comunismo (que resultou na morte de mais de 100 milhões de pessoas) eventualmente nunca teria ocorrido. Nas palavras do prêmio Nobel Alexander Solzhenitsyn,

"... se formos questionados hoje a formular uma possibilidade concisa da causa principal das revoluções destrutivas que assassinaram mais de 60 milhões de nosso povo [russo], eu não poderia colocar com mais acurácia que repetir: 'o homem esqueceu Deus; é por isso que tudo isso aconteceu".[63]

Agradecimentos

Eu quero agradecer Bert Thompson, Ph.D., Wayne Frair, Ph.D., Clifford Lillo, e John Woodmorappe, M.A., pelos seus comentários à antiga versão desse artigo.

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* Jerry Bergman possui sete graduações, incluindo em Biologia, Psicologia, e estimativa e pesquisa, pela Universidade Wayne State (Chicago), Universidade Bowling Green State e outras universidades. Ele lecionou na Universidade Bowling Green State (em Ohio) e na Universidade de Toledo. Ele agora é professor de ciências no colégio Northwest, Archbold (em Ohio), e está trabalhando em um terceiro Ph.D., este em biologia molecular. voltar

** Traduzido por Leandro Diniz. OBS. As notas não foram traduzidas permanendo como no original.voltar


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