quarta-feira, 11 de março de 2009

Reavaliando o Democídio Chinês para 73.000.000
por R.J. Rummel [1]
28 de Novembro de 2008, democraticpeace.wordpress.com [2]

(Publicado originalmente em 10 de outubro de 2005. Links quebrados serão recuperados assim que os blogs publicados previamente sejam republicados aqui)

Dois livros tiveram um grande impacto na minha avaliação da ascensão de Mao ao poder absoluto e seu domínio sobre a China. Um é "Wild Swans: Three Daughters of China" [Cisnes Selvagens: Três filhas da China] de Jung Chang, e o outro é "Mao: The Unkown Story" [Mao: A História Desconhecida] que ela escreveu com seu marido, Jon Halliday. Estou agora convencido que Stalin excedeu Hitler em maldade monstruosa, e Mao superou Stalin.

Eu vou extrair o que de mais supreendente há em ambos os livros em duas etapas. Nessa primeira, eu quero focar inteiramente no democídio sobre o governo de Mao, e no próximo blog, eu vou resumir as coisas mais importantes e supreendentes que eu aprendi sobre ele.

Naquele tempo em que escrevi meu livro sobre "China´s Bloddy Century" [O Século Sangrento Chinês] (1991-agora), eu me mantive nesses totais do democídio para Mao:

Guerra Civil Sino-Japonesa 1923-1949 = 3.466.000 assassinatos
Domínio sobre a China (PNP - Partido Nacional do Povo) 1949-1987 = 35.236.000 assassinatos

Entretanto, alguns outros acadêmicos e pesquisadores colocaram o total do PNP entre 60.000.000 e, um total de, 70.000.000. Quando perguntei sobre o porque de meu total estar tão abaixo comparativamente, fui respondido que eu não incluí a Grande Fome chinesa 1958-1961. Dos meus estudos sobre o que foi escrito sobre isso em inglês, eu acredito que:

(1) a fome foi devido ao "Grande Salto para Frente" quando Mao tentou alcançar o Ocidente na produção de ferro e aço;
(2) a fatorização da agricultura, forçando virtualmente todos os camponeses a dar suas terras, animais, ferramentas e casa para viver em comunidades regimentadas.
(3) a notícia exuberantemente discrepante da produção agrícola pelos dirigentes das comunidades e dos distritos pelo medo das conseqüências de não cumprir suas cotas;
(4) a conseqüente crença dos altos comandantes que um excesso de comida estava sendo produzido e a possibilidade de exportação sem a fome dos camponeses;
(5) mas, relatório de altos oficiais viajantes indicam que camponeses podiam estar passando fome em algumas localidades;
(6) uma equipe de investigação foi enviada de Pequim, e reportou que existia fome em massa;
(7) e, então, o PCC (Partido Comunista chinês) parou as exportações e começaram a importar o que era necessário para parar a fome.


Dessa forma, embora as políticas de Mao foram responsáveis pela fome, ele estava enganado sobre isso, e finalmente quando descobriu isso, ele pôs um fim e mudou suas políticas. Então, eu argumentei, isso não foi um democídio. Outro, entretanto, concluíram assim, mas eu penso que essa é uma aplicação dúbia dos conceitos de assassinato em massa, genocídio, ou politicídio (virtualmente ninguém usou o conceito de democídio). Eles estavam certos e eu errado.

Pela biografia de Mao, na qual eu confio (para aqueles que podem questioná-la, atentem para as centenas de entrevistas que Chang e Halliday conduziram com o grupo militar comunista e os ex-altos oficiais, e a extensiva bibliografia) que posso dizer que sim, as políticas de Mao causaram a fome. Ele sabia sobre isso desde o começo. Ele não ligava! Literalmente.

De fato, ele queria retirar ainda mais comida das bocas de seu povo faminto para aumentar sua exportação de comida. Isso era a única coisa que ele podia exportar e ele estava atrás de poder. Ele morreu tentando alcançar a liderança do movimento comunista internacional, e em fazer da China uma superpotência. Ele pensou que poderia dominar o mundo. E para fazer isso, ele exportou vastas quantidades de comida para a União Soviética, Europa Oriental, e para os países do Terceiro Mundo que ele estava tentando controlar. Ironicamente, alguns dos líderes comunistas sabiam sobre a fome e, então, recusaram sua comida, pois tinham mais para alimentar suas populações do que ele. Com a União Soviética, ele estava usando a comida como compensação para armas e fábricas de armas.

Aqueles nos altos escalões do PCC tentaram aliviar a fome. Eles foram presos, alguns torturados, alguns executados ou permitidos a morrer horrivelmente. Mesmo em 1961, ele quis AUMENTAR a quantidade de comida que era retirada do povo. Mas, com grande risco para si mesmo, Liu Shao-ch'i (presidente do PNP e o segundo no poder) armou uma cilada para Mao na conferência do PCC de 7.000, que concordaram com Liu em aliviar a fome. Mao não pode perdoar Liu e os outros, pois assim ele pensava que estava perdendo o controle do PCC, então lançou um expurgo em 1965 chamado de Revolução Cultural para tomar o poder do PCC e substituí-lo com os militares. Cerca de 100.000.000 de pessoas foram perseguidas, e cerca de 3.000.000 foram mortas.

Assim, a fome foi intencional. Qual foi o custo humano? Eu estimei em torno de 27.000.000 de chineses que morreram de fome ou morreram de doenças associadas. Outros estimaram o total sendo maior do que 40.000.000. Chang e Halliday puseram em 38.000.000, e deram suas fontes, eu as aceitei.

Agora, eu tenho que mudar todos os totais mundiais de democídio que estão em meus websites, blogs, e publicações. O total para o democídio chinês antes e depois que Mao tomou o território é de 3.446.000 + 35.226.000 + 38.000.000 = 76.692.000, ou para arredondar, 77.000.000 assassinados.

Isso supera os 61.911.000 de mortos assassinados na União Soviética entre 1917-1987, com Hitler muito atrás com 20.946.000 de dizimados entre 1933-1945.

Para uma perspectiva sobre o governo sangrento de Mao, todas as guerras entre 1900-1987 custaram em combate 34.021.000 de mortos - incluindo a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais, Vietnã, Coréia, e as revoluções Mexicana e Russa. Mao sozinho assassinou quase o dobro do que eles mataram em combate durante essas guerras.

Pense sobre isso. Um único homem. Um só homem fez essa quantidade de mortos. Se alguma coisa devesse causar que nós evitemos que qualquer um tivesse esse tipo de poder a qualquer custo, seria esse. Uma guerra para prevenir qualquer um de ter esse tipo de poder, poderia salvar dezenas de milhões ou mais de vidas do que isso custaria.

Agora, meus totais gerais para o democídio mundial entre 1900-1999 também deverão mudar. Eu tinha estimado isso em torno de 174.000.000 de mortes, uma imagem familiar para você se você é um visitante regular desse blog ou website. Com a minha reavaliação do democídio de Mao, eu agora elevo o total para 212.000.000, dos quais os regimes comunistas mataram cerca de 148.000.000. Também, compare isso com os mortos em batalhas. Comunistas em geral mataram quatro vezes mais do que aqueles mortos em combates, enquanto o total do democídio global foi seis vezes mais do que esse número.

Ainda, existem toneladas de livros que tratam de guerras em geral, mas somente três livros que tentam lidar com assassinatos em massa, ou democídio de maneira geral ou compreensiva. Um deles é o "Twentieth Century Book of the Dead" [Livro de Mortes do Século XX] de Elliot. Ele foi publicado em 1972, entretanto, e Elliot achou que o total para as "atrocidades" e guerras em sendo 110.000.000 em menos de 3/4s do século. Pode ser visto aqui. Minhas "Statistics of Democide" [Estatísticas de Democídio] aqui, e o "Death by Government" [Mortes pelo Governo] aqui são os outros únicos livros.

O democídio que matou 212.000.000 de pessoas tem sido quase totalmente ignorado em comparação a guerra que custou 34.000.000. Talvez isso seja porque muitos consideram a guerra como o pior dos males. E porque existem tão poucos em entender que a liberdade pode salvar dezenas de milhoes de vidas e acabar com o democídio para sempre.

Let freedom ring.

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[1] Rudolph Joseph Rummel (nascido em 21 de Outubro, 1932) é professor emérito de ciência política da Universidade do Havaí. Ele tem dedicado sua carreira em recolher e juntar dados sobre violência coletiva e guerra procurando ajudar através disso sua resolução e eliminação. Rummel cunhou o termo democídio para matanças por governos. fonte (http://en.wikipedia.org/wiki/R._J._Rummel) voltar

[2] Traduzido por Leandro Diniz voltar

terça-feira, 10 de março de 2009

"Israel considerando seriamente operação militar no Irã"
por Hilary Leila Krieger, Correspondente em Washington do JPOST
5 de Março de 2009, www.jpost.com
Traduzido por: LeandroDiniz


Israel está seriamente considerando tomar ação militar unilateral a fim de parar com a aquisição de armas nucleares do Irã, de acordo com um relatório de figuras políticas importantes dos EUA e especialistas publicado na Quarta-Feira.


O relatório diz, também, que o tempo disponível de Israel para agir está encurtando, não somente pelos avanços iranianos, mas porque Teerã pode adquirir em breve melhorias em defesa aérea e dispersar seu programa nuclear para locais adicionais.

O relatório, "Preventing a Cascade of Instability" [Prevenindo uma Cascata de Instabilidade], foi lançado pelo Wahsington Institute for Near East Policy (WINEP) [Instituto de Washington para Política do Oriente Próximo]. Ele também argumenta que as sanções internacionais contra o Irã precisam serem intensificadas urgentemente para o engajamento que a administração de Obama está planejando com Teerã para ser efetivo.

Um prévio resumo do relatório foi aprovado por Dennis Ross antes de ele se retirar para entrar na administração de Obama, na qual ele está servindo como conselheiro especial lidando com vários países da região, incluindo o Irã. O senador Evan Bayth do Senate Select Committee on Inteligence (Comitê Selecionado do Senado de Inteligência), e o congressista Gary Ackerman, presidente do subcomitê sobre o Oriente Médio da House of Foreign Affairs (Casa de Assuntos Estrangeiros), estão entre os signatários.

O grupo bipartidário também recomendou um aumento das garantias de segurança e o suprimento de mísseis de defesa e outras medidas de proteção para aliados no Oriente Médio, ambos para reassegurá-los do comprometimento da América com eles e desencorajar a efetividade visível, e do apelo, de armas nucleares no Irã.

Mas o relatório, muitos dos autores se encontraram com oficiais israelenses de alta patente para avaliar sua perspectiva, nota que Israel não está interessado em se tornar parte do escudo nuclear da América, mesmo que os países do Golfo queiram mais garantias nesse front.

"Uma garantia americana declarada deverá clarificar a situação de ambigüidade que pode já trabalhar para vantagem de Israel," o relatório diz. Também, "muitos israelenses temem que uma garantia declarada dos EUA pode vir com o preço de circunscrever a liberdade de Israel para agir em confronto com perigos existenciais."

"É um tanto sério agir por conta própria conta uma Irã com armas nucleares," o ex-embaixador das Nações Unidas Nacy Sodenberg, um dos membros da força-tarefa que viajaram para a região a fim de pesquisar para o relatório, disse em um evento do lançamento do relatório da WINEP na quarta-feira.

Ela disse que o calendário para um ataque israelense pode ser "significativamente" aumentado se Jerusalém acreditar que a Rússia vai apoiar realmente e honrar seu compromisso de suprir o Irã com o sistema de mísseis terra-ar S-300, o que complicaria enormemente qualquer ataque israelense.

Se a entrega realmente ocorrer, o relatório recomenda mais vendas de armas a Israel, como força aérea mais moderna, para que ele mantenha sua superioridade militar.

Mais tarde, ela disse que o objetivo do relatório era elaborar estratégias onde nem os EUA nem Israel estavam na iminência de lançar um ataque militar.

"Você meio que perdeu a situação no momento," ela disse.

Para esse final, o documento de 10 páginas urge por mais sanções internacionais e a expansão de pressões financeiras tomadas pelo Tesouro Americano, na criação de programas similares nos Departamentos de Comércio e Estado dos EUA.

O estudo aumenta a importância de ter um front unido globalmente e indica a intensificação diplomática com a Rússia para que ambos façam sanções mais efetivas e a fim de persuadir os russos a não entregar o sistema S-300.

"Irã não quer estar isolado no palco internacional: Não é a Coréia do Norte. Quanto mais amplo o consenso internacional, melhor. As mostras repetidas de animosidade pelo Conselho de Segurança da ONU parecem ter impressionado mais do que a economia limitada ou o impacto na segurança que as sanções impuseram até agora," o relatório diz, no caso de fazer novas sanções.

Ao mesmo tempo, ele demonstra que o engajamento agressivo é necessário pois "outro objetivo importante é mostrar ao Oriente Médio e ao mundo que os Estados Unidos irá mais além para resolver o problema nuclear iraniano. Alguns círculos em países amigos dos EUA agora se perguntam - sem razão - se Washington é tanto um obstáculo para a resolução do impasse nuclear do que Teerã."

Mesmo se o engajamento, as sanções e outras medidas provarem ineficiência, o relatório alerta contra uma política de "recuo" enquanto o Irã é permitido a ter alguma, mesmo que limitada, capacidade de enriquecer urânio em seu território.

"O Irã ter a capacidade latente para rapidamente fazer armas nucleares poderá levar a muito do mesmo risco de cascata de instabilidade do que ele ter a arma realmente," pode ser lido, apontando o risco de proliferação nuclear, hegemonia iraniana na região e mais.

O relatório não faz menção das eleições presidenciais do Irã em Junho, que pode ver o mais moderado Muhammad Khatami tomar o lugar do esquentado e atual presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Alguns analistas têm sugerido que a administração de Obama espere para tanto apoiar quanto pressionar para futuras sanções até depois da campanha, para não aumentar as chances da vitória de Ahmadinejah.

Mas a força-tarefa clama por ações imediatas, argumentando que o presidente é menos importante que o líder supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, em tomar decisões e a prioridade máxima deveria ser a criação de posições alavancadas nas negociações.

Um professor iraniano na audiência na conferência de WINEP dessa quarta-feira, entretanto, disse que aumentar a pressão aumentaria o extremismo e os líderes linhas-duras do Irã em aderir ao programa nuclear.

Diretor executivo do WINEP Robert Satloff, que presidiu a conferência, respondeu que as recomendações dos relatórios também incluíram muitos incentivos para o Irã poder cooperar com os EUA.

Ele também disse que o Irã já começou a colher algumas das recompensas da influência apenas em ter tido sucesso em avançar seu programa nuclear, e que esse relatório tinha a intenção de estancar esse progresso.

“Mesmo sem testar uma arma nuclear, ou sem declarar a habilidade para fazer isso, o progresso do Irã em direção a arma nuclear já está impactando substancialmente o Oriente Médio," diz. "Tempo é curto se o engajamento diplomático pode ter alguma chance de sucesso."

Novo cabeça da União Européia acredita que mudança climática é um mito
por David Charter (Correspondente Europeu)
2 de Janeiro de 2009, www.timesonline.co.uk --
Traduzido por: Leandro Diniz


A nova figura chefe da União Européia acredita que a mudança climática é um mito perigoso e tem comparado a união com um estado comunista.

As visões do presidente Vaclav Klaus da República Tcheca, 67 anos, tem deixado o governo de Mirek Topolanek, seu amargo oponente, determinado a mantê-lo o mais longe possível da presidência da União Européia, o qual sucedeu ontem da França.

O presidente tcheco, que causou um incidente diplomático por jantar com oponentes do Tratado de Lisboa da União Européia numa visita recente à Irlanda, tem um amplo papel cerimonial.

Mas já existem receios de que, depois da presidência dinâmica da União Européia de Nicolas Sarkozy - incluindo suas tentativas hiper-ativas de diplomacia internacional sobre a crise de crédito e a Geórgia assim como um acordo histórico para cortar gases do efeito estufa - o esforço tcheco será dificultado na luta direta e ofuscado pela plataforma que ele dará para o Sr. Klaus e suas idéias controversas.

Diplomatas tchecos em Bruxelas insistem que o Sr. Klaus não é uma parte grande de seus planos e que estão tentando limitá-lo a um discurso para o Parlamento Europeu em Fevereiro e presidindo um encontro internacional no máximo, ou da UE com Canadá ou UE com Rússia.

Eles estão confinando suas esperanças em um almoço entre o Sr. Klaus e o Sr. Topolanek em 5 de janeiro, no qual eles esperam ver ambos os partidos acordando uma trégua depois da tentativa sem sucesso do presidente para remover seu rival do cargo de Primeiro Ministro em uma conferência do partido mês passado.

"O que é certo é que haverá pelo menos um pequeno coro de vozes vindas de Praga que não estarão cantando a mesma música," disse Piotr Kaczynski, do Centro para Estudos Políticos da Europa em Bruxelas.

"Isso provavelmente não irá causar impacto na forma que os tchecos trabalharão a presidência da União Européia. Entretanto, irá haver algum impacto negativo na influência política do presidente tcheco," ele completou.

Tensões surgiram recentemente entre o Sr. Klaus e Bruxelas quando um encontro privado com altos deputados terminou numa sucessão de xingamentos depois que eles o presentearam com uma bandeira da União Européia e disseram que eles não estavam interessados em suas visões Eurocéticas.

Sr. Klaus respondeu: "Ninguém falou comigo nesse estilo e tom em meus seis anos aqui. Pensei que esses métodos tivessem terminado para nós há 18 anos atrás. Eu vi que estava errado."

Isto levou a um contra-ataque do Sr. Sarkozy no Parlamento Europeu. Ele disse aos altos deputados: "O presidente do Parlamento Europeu não deveria ser tratado assim e o símbolo europeu não deveria ser tratado assim, não importa qual engajamento político que a pessoa tenha."

Sr. Klaus voltou a ativa após o Natal em uma entrevista numa tevê tcheca. "Atrevo-me a dizer que essas pessoas representam o cume do sentimento anti-Europeu. Eles não tem absolutamente nenhum direito de agitar a Europa em frente do seu rosto," ele disse.

Houve mais ataques, pelo menos a partir dos franceses, de que os tchecos não possuem a influência ou a capacidade para liderar a UE no que concerne ao desafio principal da crise financeira. O Sr. Sarkozy ameaçou convocar reuniões dos 16 estados-membros do Euro durante a presidência tcheca, pois os tchecos não possuem moeda única.

Nem também Sarkozy acredita que Praga tem a habilidade para lidar com uma Rússia cada vez mais nervosa, que está ameaçando uma corrida armamentista contra os planos americanos de um radar de defesa contra mísseis na República Tcheca.

Os tchecos são também um dos três únicos estados da UE que não aderiram ao controverso Tratado de Lisboa, que enfureceu Sarkozy depois de sua manobra para reviver o documento. O Sr. Klaus continuou a liderar a oposição tcheca ao tratado que ele referencia a um centralismo comunista.

Ele é inegavelmente popular com o eleitorado tcheco, tendo sido Primeiro Ministro no período de 1992-97, supervisionando a separação harmoniosa com a Eslováquia, e presidente desde 2003. Um economista que empenhou a maior parte de seu tempo como trabalhador no Czechoslovak State Bank [Banco Estatal da Tchecoslováquia] durante os anos da Cortina de Ferro, ele se tornou ativo na política como um campeão da economia de livre mercado depois de 1989 e é dito que guarda uma foto de Lady Thatcher, que admira enormemente, em sua mesa.

"O fato de Klaus possuir essas visões dificulta a tarefa de dirigir a presidência," diz Robin Shepherd, amigo-sênior da Europa no tink-tank Chatham Hause.

"Klaus não é o chefe do governo... mas ele é a figura pública da República Tcheca."

sem data, em 2008. http://www.cornwallalliance.org [1]

Cientistas, economistas, e especialistas em política se reuniram para a Conferência Internacional sobre Mudança Climática na cidade de Nova York nessa semana juntos para a publicação da Declaração de Manhattan sobre Mudança Climática depois da conferência. A Declaração diz:

"Aquecimento Global" não é uma crise global

Nós, cientistas e pesquisadores sobre o clima e campos correlatos, economistas, políticos e líderes da indústria dos negócios, nos encontramos na Times Square, cidade de Nova York, participando da Conferência Internacional sobre Mudança Climática de 2008,

Resolvendo que questões científicas devem ser avaliadas exclusivamente através do método científico;

Afirmando que o clima global tem mudado sempre e sempre irá mudar, independentemente das ações humanas, e que o dióxido de carbono (CO2) não é um poluente, mas especialmente uma necessidade para todo tipo de vida;

Reconhecendo que as causas e a extensão da mudança climática recentemente observada são assuntos de intensos debates na comunidade de ciência climática e que as afirmações freqüentemente repetidas de um suposto "consenso" entre os peritos em climatologia são falsos;

Afirmando que as tentativas pelos governos de legislar regulamentações dispendiosas sobre a indústria e os cidadãos individuais para encorajar a redução da emissão de CO2 diminuirão o desenvolvimento enquanto não trará impacto apreciável na trajetória futura da mudança de clima global. Tais políticas irão diminuir notavelmente a prosperidade futura e então reduzindo a habilidade das sociedades de se adaptarem à inevitável mudança climática, e aumentando, e não diminuindo, o sofrimento humano;

Notando que o clima quente é geralmente menos danoso para a vida na Terra que o frio;

Aqui declaramos:

Que os planos atuais para restringirem as emissões antropogênicas de CO2 são desalocações perigosas de capital intelectual e de recursos que deveriam ser dedicados a resolução dos problemas reais e sérios da humanidade.

Que não existem evidências convincentes de que as emissões de CO2 vindas das atividades industriais modernas causaram no passado, estão causando agora, ou no futuro causarão mudanças catastróficas no clima.

Que tentativas dos governos de inflingirem taxas e regulamentações dispendiosas sobre a indústria ou aos cidadãos individuais com o objetivo de reduzir as emissões de CO2 irão diminuir, sem sentido algum, a prosperidade do Ocidente e o progresso das nações em desenvolvimento sem afetar o clima.

Esta adaptação como necessária é massivamente mais benéfica do que qualquer tentativa de mitigação e de que um enfoque sobre essa mitigação irá desviar a atenção e os recursos dos governos para longe de resolver os verdadeiros problemas dos seus povos.

Que a mudança climática causada pelo homem não é uma crise global.

Agora, então, nós recomendamos --

Que os líderes mundiais rejeitem as visões expressas pelo Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas assim como as obras populares, mas desinformativas como "Uma Verdade Inconveniente."

Que todas as taxas, regulamentações, e outras intervenções com o intuito de reduzir as emissões de CO2 sejam imediatamente abandonadas.

Concordado em Nova York, 4 de março de 2008


(Leitores podem endossar a Declaração de Manhattan em: http://www.climatescienceinternational.org/images//manh.dec.forms.pdf)

A conferência, patrocinada pelo Heartland Institute, reuniu cientistas, economistas e peritos em política de todo o mundo que questionam o Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas e outros que clamam que o aquecimento global provocado pelo homem ameaça com impactos catastróficos e precisa ser detido através de cortes mandatórios nas emissões de dióxido de carbono. Aproximadamente cem apresentações, muitas em sessões paralelas, foram dadas na conferência. O relatório mais completo na conferência que eu vi de longe foi de Marc Morano do Comitê do Senado sobre Meio Ambiente & Obras Públicas. O relatório de Morano inclui links para muitas coberturas da mídia sobre a conferência -- e esclarece com maestria as influências na maioria das coberturas. Como um ex-reporter jornalístico, editor, e publicitário eu mesmo, de quem o pai foi jornalista durante boa parte da vida comprometido com a visão de que jornalistas devem reportar e não opinar, achei a maioria das coberturas vergonhosas, e é particularmente irônico que um partidário da equipe do Senado, Morano, superou em larga escala os jornalistas profissionais em suas próprias profissões.

Oradores na sessão plenária da conferência e os títulos de suas apresentações incluem:

* Patrick J. Michaels, Ph.D., professor pesquisador de ciências do meio ambiete da Universidade de Virginia e editor do online World Climate Report, [Aquecimento Global: Alguns Fatos Convenientes] “Global Warming: Some Convenient Facts”

* Robert C. Balling, Jr., Ph.D., professor de climatologia da Universidade do Estado do Arizona, [O Aumento na Temperatura Global: O que isso nos diz e o que não nos diz] “The Increase in Global Temperature: What It Does and Does Not Tell Us”

* Ross McKitrick, Ph.D., professor associado de economia da Universidade de Guelph, Ontário, Canada, [Quantificando a Influência dos Processos Processos Antropogênicos da Superfície sobre os Dados Entrelaçados do Clima Global] “Quantifying the Influence of Anthropogenic Surface Processes on Gridded Global Climate Data”

* Tim Ball, Ph.D., consultor de meio ambiente e ex-professor de climatologia da Universidade de Winnipeg, Manitoba, Canada, [Clima é uma Disciplina Genérica] “Climate Is a Generalist Discipline”

* S. Fred Singer, Ph.D., fisicista espacial e atmosférico, famoso professor e pesquisador da Universidade de George Maso e professor emérito de ciência do meio ambiente da Universidade de Virginia, [O Relatório do IPCC: Natureza, Atividade não-Humana, Governa o Clima] “The NIPCC Report: Nature, Not Human Activity, Rules the Climate”

* William M. Gray, Ph.D., professor de metereologia da Universidade do Estado do Colorado e especialista de longa data em estudos sobre furacões, [Oceanos, não dióxido de carbono, estão influenciando o Clima] “Oceans, Not Carbon Dioxide, Are Driving Climate”

* Vaclav Klaus, Ph.D., presidente da República Tcheca, e economista, [Porque não devemos cometer grandes erros sobre a mudança climática] “Why We Should Not Make Big Mistakes Over Climate Change”

* Roy W. Spencer, Ph.D., principal research scientist for the University of Alabama, Huntsville, former senior scientist in climate studies with NASA, “Recent Evidence for Reduced Climate Sensitivity”

* John Stossel, ABC News correspondent, “Freedom and Its Enemies”

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[1] Traduzido por Leandro Diniz voltar

quinta-feira, 5 de março de 2009

Democídio versus Genocídio: Qual é o que?*
by R.J. Rummel [1]

Maio, 1998. http://www.hawaii.edu/powerkills/welcome.html[2]

É impossível dissociar linguagem de ciência ou ciência de linguagem, pois cada ciência natural (ou social) sempre envolve três coisas: a sequência de fenômenos sobre a qual a ciência é baseada; os conceitos abstratos que chamam esses fenômenos à mente; e as palavras nas quais esses conceitos são expressados. - Antoine Laurent Lavoisier, 1789


Quais são as diferenças e similaridades entre democídio e genocídio? Como definido, elaborado, e qualificado no Capítulo 2 de Death by Government, democídio é qualquer assassinato pelo governo - por oficiais agindo sobre a autoridade do governo. Isto é, eles agem implícita ou explícitamente de acordo com políticas governamentais ou com a autorização implícita ou explícita dos maiores oficiais. Como, por exemplo, foi o enterro de chineses vivos pelos soldados japoneses, o assassinato de refén pelos soldados alemães, a morte por fome dos ucranianos pelo governo comunista, ou a queima de cidadãos japoneses vivos bombardeados propositadamente pelo ar pelas forças americanas.

Genocídio, entretanto, é um confuso e problemático conceito. Pode ou não incluir assassinatos pelos governos, refere-se a eliminar total ou parcialmente um grupo, ou involve dano psicológico. Se isso inclui assassinatos por governos, pode significar todos esses tipos ou somente alguns. Analisando isso, genocídio pode ter três significados diferentes.

Um significado é aquele definido pelo acordo internaticonal, a Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio. Isto faz do genocídio um crime punível sob lei internacional, e o define como:

qualquer desses atos cometidos com intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, como:

(a) Matando membros do grupo;
(b) Causando danos corporais ou mentais aos membros do grupo;
(c) Inflingindo deliberadamente no grupo condições de vida calculadas com intuito de causar destruição física em parte ou no todo;
(d) Impondo medidas com intenção de prevenir nascimentos dentro do grupo;
(e) Transferindo pela força crianças de um grupo para outro.

Note que somente a primeira cláusula inclui claramente matanças, enquanto as outras cláusulas cobrem formas de eliminar o grupo que não sejam pela matança. Eu chamarei essa definição de genocídio de o sentido legal, já que agora é parte da Lei Internacional.

Apesar dessa definição, sem dúvida influenciada pelo Holocausto, o uso ordinário e o uso por estudantes do genocídio tem a tendência de equacionar completamente isso com o assassinato e somente assassinato pelo governo de pessoas em relação sua participação (ou, o que é chamada indelével) em uma nação, uma etnia, uma raça ou a uma religião. Essa maneira de ver o genocídio tem se tornado tão impegnada que parece completamente falso dizer, por exemplo, que os Estados Unidos cometeram genocídio contra o grupo étnico havaiano ao forçar suas crianças a estudar inglês e normas e valores americanos. Ainda, no sentido legal de genocídio, isto é argumentativamente verdadeiro. A equação de genocídio com a matança de pessoas por conta de seu pertencimento indelével a um grupo eu chamarei de sentido comum de genocídio.

Em alguns usos e especialmente entre os estudantes do genocídio, o conceito tem sido redefinido para preencher um vazio. Onde fica o assassinato pelo governo de pessoas por outras razões que sua indelével participação num grupo? Onde fica os esquadrões organizados do governo eliminando simpatizantes do comunismo, assassinando oponentes políticos, ou limpando a população de antirevolucionários. Onde fica simplesmente o cumprimento da cota de mortes (como na União Soviética sob o governo de Stálin). Nenhum desses assassinatos são genocídios de acordo com os sentidos legal e comum. Isso poderia ser nomeado como o sentido generalizado de genocídio.

É óbvio, o problema com o sentido generalizado de genocídio é que para cobrir um vazio cria um outro. Se genocídio incluir todas as matanças de governos, como chamaríamos o assassinato de pessoas por conta da sua participação em um grupo? É precisamente por esse problema conceitual que eu criei o conceito de democídio.

Nós agora temos três significados de genocídio: legal, comum e generalizado. Como eles se relacionam com o democídio? Deixe tentar esclarecer isso através dos Diagramas de Venn. A Figura 1A mostra dois círculos, um contendo todos os casos de democídio, o outro todos os casos de genocídio. Fora dos dois círculos estão todas as outras formas de comportamento que não são nem democídio nem genocídio. Agora, para o sentido legal de genocídio, somente parte do círculo de genocídio irá sobrepor-se o que democídio, como mostra a figura. Isso acontece pois o sentido legal não inclui matanças, enquanto demicídio inclui somente assassinatos. A parte sobreposta dos círculos compreendem aqueles casos de democídio que são matanças genocidas de pessoas a fim de erradicar seu grupo, total ou parcialmente. A parte do círculo de democídio fora da sobreposição contém os assassinatos por outros motivos.

A Figura 1B mostra o círculo de genocídio em seu sentido comum. Então o círculo de genocídio é o menor dentro do círculo de democídio. O que é, nesse significado genocídio é um tipo de democídio, mas existem outros tipos de democídio também, como o politicídio [3] ou o bombardeio de civis (veja tabela 2.1 do Capítulo 2).

Agora referindo à Figura 1C para o sentido generalizado de genocídio, os círculos de genocídio e democídio são os mesmos: democídio é genocídio e genocídio é democídio. Um dos conceitos é, então, redundante contra o outro. Mas então, como eu geralmente aponto, o que nós chamamos do assassinato de pessoas porque elas são, digamos, muçulmanas, judias ou americanas? Este é certamente um tipo de assassinato que deve ser discriminado e entendido.

O progresso de nosso conhecimento de matanças por governos depende fundamentalmente da clarificação e significação de nossos conceitos. Especialmente, esses conceitos devem se referir ao comportamento do mundo real e a eventos que podem ser claramente e de maneira similar discriminados independentemente dos observadores e seus preconceitos. Pelo que qualquer áera dos estudos sociais estão carregadas com predisposições e influências, isso certamente tem a ver com o quem, por que, quando e como dos assassinatos por governos (o significado de "governo" e "assassinato" são eles mesmos conceitos que requerem clarificações, como eu tentei fazer no Capítulo 2). Por essas razões acredito que ambos genocídio no sentido comum e democídio como eu o defini possuem papéis importantes no entendimento da matança por governos. O sentido legal de genocídio, entretanto, é muito completo e inclui comportamentos bem diferentes no tipo, como matança por governos, dano psicológico induzido pelo governo, tentativas governamentais de eliminar um grupo no todo ou em parte (qual significado empírido podemos dar para "em parte"?), ou remoção de crianças pelo governo (remoção de qual porcentagem constitui genocídio?), e assim por diante. No caso de democídio, a grande maioria de mantaças por governos é manifetadamente assassinato - o intuito de cometer assassinato é inerente ao ato mesmo.

Por exemplo, soldados enfileirando civis no paredão e atirando neles até a morte sem um julgamento justo é manifestadamente assassinato pelo governo. E em seu sentido comum, a maior parte dos genocídios podem ser discriminados igualmente, como no Holocausto ou no genocídio armênio na Turquia durante 1915-1916.

A conclusão é que genocídio deve ser ordinariamente entendido como matança por governo de pesssoas por causa de sua participação indelével em um grupo (deixe os advogados internacionais brigarem com o sentido legal) e democídio como qualquer assassinato pelo governo, incluindo essa forma de genocídio.

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* Maio, 1998. Isso foi escrito para esse website buscando esclarecer a distinção entre genocídio e democídio. O conceito de democídio é único desse website enquanto genocídioé de uso geral, entretanto como será mostrado aqui, muito confundido na literatura. voltar

[1] Rudolph Joseph Rummel (nascido em 21 de Outubro, 1932) é professor emérito de ciência política da Universidade do Havaí. Ele tem dedicado sua carreira em recolher e juntar dados sobre violência coletiva e guerra procurando ajudar através disso sua resolução e eliminação. Rummel cunhou o termo democídio para matanças por governos. fonte (http://en.wikipedia.org/wiki/R._J._Rummel) voltar

[2] Traduzido por Leandro Diniz voltar

[3] Politicídio - Politicídio tem três significados relacionados porém distintos. Pode significar uma tentativa gradual, porém sistemática, de causar aniquilação de uma entidade política ou social independente. Por exemplo, a destruição do sistema de Apartheid na África do Sul. Outros têm usado o termo para significar a destruição física deliberada de um grupo que divide uma característica principal de pertencer a um movimento político - essa definição tem sido usada por que tais grupos não estão cobertos sob a United Nations Convention on the Prevention and Punishment of the Crime of Genocide (CPPCG) [Covenção dos Estados Unidos para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio]. CPPCG cobre unicamente a destruição deliberada de grupos nacionais, étnicos, raciais ou religiosos. Um terceiro uso é notado pelo Dicionário de Inglês de Oxford e descreve suicídio político como uma ação que danifica irreparavelmente uma carreira política de uma pessoa. fonte (http://en.wikipedia.org/wiki/Politicide) voltar

Principal Oponente de Chavez Virá a Washington para Alertar sobre a
"União Soviética da América Latina"

sem data de publicação, 2009 , nem referência ao autor, www.earnedmedia.org [1]

Contate: Eduardo Dipp, 301-642-9186, odec.office@gmail.com, eddipp@yahoo.com; Moreno Garcia, 804-318-6934

CONSULTIVO DE MÍDIA, 24 de Fev. /Crhistian Newswire/ -- Com o marxista anti-americano Hugo Chavez agora ditador até morrer, seu principal oponente na América Latina Alejandro Peña-Esclusa, www.unoamerica.org, visitará Washington (27 de Fevereiro - 4 de Março incluindo a Public Affairs Channel) procurando encontros a fim de alertar a mídia, o governo, os acadêmicos e líderes religiosos de que os neo-marxistas e jihadistas procuram controlar a América Latina até a fronteira de um Estados Unidos enfraquecido.

Peña alerta que o secreto "Forum de São Paulo" (FSP) estabelecido em 1990 por Fidel Castro com "Lula" da Silva" (agora presidente do Brasil) tem feito grandes avanços, incluindo:

. a criação do próprio Chavez como maior força marxista e sua instalação como ditador até morrer dias atrás;
. a união de governos latino-americanos com movimentos revolucionários, forças islãmicas jihadistas e traficantes poderosos pesadamente armados como uma aliança anti-democrática e anti-americana;
. infiltrando não membros do governo nas igrejas Católicas e Evangélicas e em muitas outras instituições.


Sua existência só foi provada recentemente por Peña e pelo professor brasileiro Olavo de Carvalho, www.olavodecarvalho.org/english, o Forum de São Paulo mina as bases da democracia, da economia, da religião, da liberdade política e do Estado de direito em cada país da América Latina.

O ex-candidato à presidência conduziu demonstrações em massa contra o totalitarismo de Chavez e a ditadura marxista sem prazo para acabar. Freqüentemente convidado para dar aulas na Argentina, Brasil, Espanha, nos EUA, Colômbia, El Salvador e Uruguai, Peña (54 anos), lidera a Fuerza Solidaria, www.fuerzasolidaria.org (Foça Solidária) e a aliança internacional UnoAmerica contra o bloco marxista do Forum de São Paulo.

Sua visita é coordenada pelo professor de Carvalho, um dirigente especialista sobre Marxismo Internacional, sua cooperação com jihadistas e infiltrações em instituições Católicas e outras mais.

"Líderes norte-americanos e europeus, acadêmicos e jornalistas - 'liberais' e 'conservadores' - são perigosamente inocentes em relação a isso," diz de Carvalho, adicionando "Uma instrução de Peña-Esclusa, um Alexander Solzhenitsyn da América Latina, é inestimável. Ele é o líder político mais importante nas Américas do Norte, Sul e Central se opondo ao retorno do marxismo."

De Carvalho é um renomado filósofo brasileiro, jornalista e autor de onze livros que fugiu do Brasil sob ameaças de morte de forças marxistas que controlam o governo brasileiro, as universidades, a mídia e o tráfico de drogas. Seu programa de rádio, com uma grande audiência internacional de ouvintes educados portugueses e de língua espanhola é um contra-peso à mídia marxista de lá.

"Alianças hemisféricas estão se movendo rapidamente para a catástrofe econômica e de segurança dos Estados Unidos. Liberdade está mais ameaçada que durante a Guerra Fria. Líderes americanos de todos os níveis precisam imediatamente estabalecer comunicações e estratégias de cooperação contra esse perigo histórico," diz de Carvalho, que vive nesse país.

Como de Carvalho, Peña é um escritor prolífico e trará seu último livro sobre o Forum de São Paulo e oferecer instruções, entrevistas e aulas sobre o atual ressurgimento do marxismo em todo hemisfério. Ex-engenheiro e empresário, ele entrou na política prevendo com grande antecedência a ascensão assustadora do neo-marxismo.

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[1] Traduzido por Leandro Diniz voltar

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Os defensores do Big Brother Obama na internet estão observando você!
por Judi McLeod [1]
26 de Fevereiro de 2009, http://www.canadafreepress.com [2]

Enquanto os democratas liderados por Obama controlam o futuro dos Estados Unidos da América, a massa na internet (The Obama Forum) está no processo de entregar "inimigos do Obama", incluindo os pais de crianças que apóiam Obama.

Crianças que apóiam Obama já colocaram os nomes de seus pais e seus endereços no Obama Forum. (aqui)

Em todas as buscas, Canada Free Press (CFP) não conseguiu achar nenhum comentário de nenhum oficial da administração de Obama repudiando o Forum.

O Obamaforum.com instrui as pessoas a "Reportar Manifestações Anti-Obama de seus Colegas de Trabalho e Amigos (aqui) e outros."

Tudo o que a maioria dos americanos pode fazer é esperar que o serviço secreto que visitou o motorista na cidade de Oklahoma, que mostrava ao rodar pela cidade o "sinal aborte Obama" em seu carro, não tenha entrado no Forum.

"O que segue não é para aqueles que são facilmente amedrontados ou para aqueles com um estômago fraco," escreveu o informante do CFP.

Você pode deixar Obama saber como que o plano de estímulo está te ajudando no website, de quem o nome era um número, de acordo com o vice-presidente Joe Biden na noite de terça-feira. O vice-presidente, claro, estava falando sobre: Recovery.gov - Share your experience (Recuperação.gov - Compartilhe sua experiência).

Mas os especialistas de Obama nos cantos obscuros possuem um tópico apenas para o que fazer com seus inimigos visíveis:

Do Obama Forum: Banir websites com ajuda de oficiais (itálicos do CPF)

Para chegar ao pretendido aqui estão alguns dos sites:

www.gop.org - Partido de oposição
www.redstate.com - Balneário dos conservatardos [3]
www.freerepublic.com - Veja redstate.com
www.mccain.senate.gov - Era contra Obama e ataca ele agora.
www.sarahpac.com - "Comitê de Ação Política" de Sarah "Carabou Barbie" Palin [4]
drudgereport tem um monte de sites de armas de fogo e toneladas de outros.

Aqui eles estão mantendo uma lista e conferindo novamente... "Ok, se você ver um carro com um adesivo no pára-choque ou qualquer coisa sobre liberdade ou ódio a taxas ou alguém com um desses adesivos "Nobama" [5] no pára-choque ou qualquer coisa contra o governo ou Obama, faça o que você puder para anotar o número na placa de licença de trânsito. Talvez a marca e modelo do carro, aposto que seremos capazes de conseguir uma estatística probabilística baseada na marca e modelo para ir atrás de todos certos tipos de carros. O governo vai precisar de tal lista logo logo."

"Eu vi isso essa manhã então eu vou começar a lista:
"Licença: 1M1337-Texas,
"Cadillac Escalade Prateado
"Infração: Adesido de pára-choque de Ron Paul de 2008 e um pequeno sinal 'não me ameace'..."

Existe tolerância zero para Doubting Thomases em um website que gosta de depreciar Obama como Jesus andando sobre as àguas.

O Forum tem uma atitude implacável: "Qualquer um que for ouvido duvidando o Presidente Obama deverá ser imediatamente reportado para os oficiais locais. Faça o trabalho dos oficiais locais mais fácil postando qualquer dissentimento que você pode ouvir no elevador de um de seus colegas de trabalho, enquanto bebe uma cerveja no bar local, por estranhos fazendo compras nos mercados, ou lendo livros Conservadores ou outra publicação racista (itálicos pelo CFP) na biblioteca. Lembre-se de anotar o maior número de informações que for possível deles. Altura, peso, cor do cabelo, cor dos olhos, etc. Tente obter uma foto da surdina com seu ceulular, mas seja cuidadoso para que eles não te vejam. Número da licença de trânsico, informação sobre o número de seguridade social, registros da FEMA, checar o histórico criminal. Coloque tudo aqui. "Lembre-se, nas grandes palavras do Presidente Obama: 'Não pergunte o que seu país pode fazer por você, mas o que você pode fazer pelo seu país!'"

Ao sugerir que foi o Presidente John F. Kennedy que inspirou os americanos com essas palavras, você pode ser rotulado de racista.

Outros sentimentos dos apoiadores de Obama na Internet: "Todos os possuidores de arma devem morrer".

"Websites (que) não obedecerem por si mesmos, nós os tiraremos do ar pela força," é sua promessa.

"Para manter a esperança viva, apesar de todos os erros, horrores, e crimes, reconheça a óbvia superioridade do socialismo", é o seu mantra manifesto.

"Pela luta, Solidariedade e Socialismo! Eu prometo que serei fiel e aceitaria verdadeira lealdade a Obama. Nossas leis e sua vontade, de acordo com ele. Não tomaremos o governo através da violência. Devemos resistir, remanescer e ser a lei desse reino eternamente. É isso então que todas as pessoas do mundo implorarão a Obama que os livre de todo mal."

Enquanto isso, serão longos, intolerantes e até excrucitantes quatro anos.

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[1] Judi McLeod é uma jornalista premiada com 30 anos de experiência na área de mídia impressa. Ex-colunista do Toronto Sun, ela também trabalhou para o Kingston Whig Standard. Seu trabalho apareceu no Newmax.com, Drudge Report, Foxnews.com, e Glenn Beck. Judi pode ser contatada pelo e-mail: judi@canadafreepress.com voltar

[2] Traduzido por Leandro Diniz voltar

[3] Aqui o termo em inglês é "Conservatard watering hole". Termo que pode ser encontrado no Urban Dictionary onde diz: "A person who is politically conservative to an extreme degree, often with no sound intellectual basis for his or her beliefs. " ou seja "Uma pessoa que é politicamente conversativa num nível extremo, freqüentemente sem nenhuma base intelectual sequer para seus ou suas crenças." voltar

[4] "Carabou Barbie" - apelido comumente conhecido nos EUA dado a Sarah Palin. voltar

[5] Aglutinação de No com Obama, No em inglês significa Não, um correlativo em portugês seria "Nãobama" voltar

Ingrid Betancourt era "pior que os guardas", dizem seus companheiros de cativeiro
por Andrew Pierce
26 de Fevereiro de 2009, http://www.telegraph.co.uk [1]

O status de heroína de Ingrid Betancourt, que foi resgatada após seis anos nas mãos dos guerrilheiros marxistas nas florestas da Colômbia, tem sido desconstruído pelas declarações de seus companheiros de cativeiro.

A Sra. Betancourt, 47 anos, tem sido procurada por produtores de Hollywood após a notícia de que ela passou boa parte do tempo acorrentada pelo pescoço em uma árvore, e era alvo de torturas, pela organização terrorista das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARCs).

Mas a declaração mais provocativa do primeiro livro sobre a experiência, Out of Captivity (Fora do Cativeiro), por três americanos companheiros de cativeiro, não foi sobre as marchas forçadas acorrentadas e as escapadas por um triz de tiroteios.

Foram as extraordinárias alegações sobre o comportamento da Sra. Betancourt, uma política colombiana, com dupla cidadania francesa.

Um dos prisioneiros americanos disse que ela era arrogante, retraída, roubada sua comida, coletava livros, e arriscava as vidas dos americanos ao informar os guardas que eles eram da CIA.

Keith Stansell, 44 anos, um ex-Marine, contou a Associated Press: "Eu assisti a ela tentando tomar conta do acampamento com uma arrogância que era fora de controle. Alguns dos guardas nos tratavam melhor do que ela."

Sr. Stansell foi libertado junto com a Sra. Betancourt, os colegas empreiteiros Thomas Howess e Marc Gonsalves, e 11 colombianos, quando agentes do exército pousaram disfarçados como ajudantes humanitários em helicópteros os retirando de uma clareira na floresta em Julho.

Os três americanos revezam a narração das suas experiências na crônica de 457 páginas. Os outros dois concordam com o Sr. Stansell em muitos assuntos, mas não em todos, mas não concordam totalmente com ele sobre a Sra. Betancourt que se tornou um símbolo mundial do sofrimento de reféns. Punida por seus esforços em escapar, ela passou longos períodos acorrentada pelo pescoço em árvores, sofreu com infecções não tratadas, problemas intestinais e suportou longas marchas sobre terreno punitivo.

No livro e em entrevistas por telefone eles disseram que eles não guardam rancores, mesmo que os conflitos fossem freqüentes entre os reféns durante seu cativeiro. "Aqueles eram literalmente campos de concentração," Sr. Gonsalves diz. "Mal existia espaço para respirar."

Dr. Keron Fletcher, um psiquiatra britânico que entrevistou reféns mantidos por extremistas no Líbano há duas décadas, disse que é incomum para um ex-refém criticar publicamente alguém com quem dividiram uma experiência traumática.

"Para esse homem ir direto na jugular é pouco comum," ele disse sobre Stansell. Pessoas que vivem sobre tal trauma "tendem a se manterem calados sobre os problemas que tinham com os outros e fazem o máximo para ajudar cada um."

Os reféns competiam por espaço para dormir, as escassas rações de comida e o único dicionário Espanhol-Inglês. E quando o Sr. Gonsales desenvolveu uma íntima e carinhosa relação com Betancourt, isso disparou uma intensa inveja sobre os outros prisioneiros masculinos, de acordo com o livro.

"Ela é uma mulher forte," diz Sr. Gonsales, 36 anos, que se mantém em contato por telefone e e-mail. "Ela costumava dar muito trabalho para aqueles guerrilheiros."

Sra. Betancourt se recusou a comentar as alegações de Stansell. Uma porta voz, Catarinja Laranjeira, disse por e-mail de Paris que ela está "dedicada a escrever seu (próprio) livro e não fará declarações até que esteja terminado."

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[1] Traduzido por Leandro Diniz. voltar

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009


O que você espera que os americanos façam quando o presidente Obama nos contar que nós estamos em "uma crise econômica sem precedentes"? Alguém se surpreende quando os consumidores passam a comprar menos? Quando companhias param de gastar dinheiro?

Infelizmente, as declarações de Obama não são novas - ele fez declarações similares durante sua campanha ano passado. Consultores políticos democratas têm aparecido em toda a mídia clamando sobre nós estarmos na "maior crise financeira sem precedentes da história." Claro, a mídia tem espalhado essa mensagem também.

Não só esse discurso sobre a "crise econômica sem precedentes" é falso - é absurdamente falso. Mas ao amedrontar os americanos e levá-los a mudar seus hábitos, eles causam o caos econômico que dizem querer resolver.

Pegue alguns números:

-- As pessoas podem não se lembrar disso, mas praticamente um terço de todos os meses durante as décadas de 1970, 1980 e 1990 tiveram taxa de desemprego alta, ou mais alta que agora.

-- A taxa de inflação hoje é incrivelmente baixa. Ao longo do último ano a taxa de inflação tem sido 0.1 por cento. Só existe um ano desde 1960 em que a taxa de inflação foi menor do que 0.7 por cento (1961).

-- O crescimento do PIB deve ter caído levemente uns 0.5 porcento no terceiro trimestre do ano passado, mas isso foi depois de um crescimento de 2.8 porcento no trimestre anterior. Os americanos estão mesmo assim mais ricos que estavam no início do ano.

Dado todo o falatório sobre o desastre, é um mistério que a economia não esteja em estado pior. Você deve pensar que os políticos devem ter entendido o impacto das suas palavras. Mas se não entenderam (e é muito difícil de acreditar que eles não entenderam), eles tiveram bastantes oportunidades para aprender essa lição novamente ano passado.

Senador Chuck Schumer (D-N.Y.) soltou publicamente uma carta que escreveu ao Federal Deposit Insurance Corp (FDIC) e o Office of Thrift Supervision (OTS) questionando as chances de sobrevivência do IndyMac Bancorp. Ele não tinha nenhuma evidência de nada, apenas a suspeita de que o IndyMac tinha uma condição financeira frágil.

Os depositários entraram em pânico e retiraram seu dinheiro do banco, o que o levou a falência.

O escritório do OTS concluiu: "A causa imediata do fechamento foi uma esvaziamento nos depósitos que começou e continuou depois da liberação pública da carta de 26 de Junho para o OTS e o FDIC do Senador Charles Schumer de Nova York. A carta expressava preocupações sobre a viabilidade do IndyMac. Nos próximos 11 dias úteis, os depositários sacaram mais de $1.3 bilhões de suas contas."

Ou pegue a declaração do Líder da Maioria do Senado Harry Reid: "Um dos indivíduos na reunião de hoje falou sobre uma grande companhia de seguro. Uma grande companhia de seguro - uma de nome que todos conhecem e que está à beira da falência. Isso é a razão disso tudo." Nenhuma companhia de seguro estava à beira da falência, mas todos os preços de ações da indústria de seguros despencaram no dia seguinte. Ninguém sabia de qual companhia de seguro Reid tinha informações privilegiadas.

Se essas táticas de pânico sobre a economia não foram suficientes, a ameaça de taxas maiores, ou cancelamento de contratos de hipoteca, ou grandes novas regulamentações, ou subsídios para pessoas desempregadas só fizeram as coisas piorarem ainda mais. Porque o aumento do benefício do seguro desemprego termina muito antes das eleições do próximo ano?

Meu palpite é que os Democratas realmente entendem o impacto de suas palavras. Mas esses são apenas algumas de suas declarações sobre a economia. Então por que o esforço consciente para derrubar a economia?

A resposta é simples: se as coisas piorarem economicamente, especialmente antes do plano de estímulo dos Democratas entrar em vigor, os Democratas pensam que serão capazes de culpar os Republicanos por tudo. Mesmo que a maioria dos americanos não sabem que os Democratas controlaram ambos, Congresso e Senado, pelos últimos dois anos.

Pode levar uns anos, mas as coisas eventualmente vão se acertar por si mesmas na economia, e os Democratas dirão que foram seus planos que arrumaram as coisas. Infelizmente, esse ganho político será feito nas costas dos americanos que estão vivendo um sofrimento desnecessário.

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[1] John Lott é o autor de Freedomnomics e um pesquisador científico Sênior da Universidade de Maryland. voltar

[2] Traduzido por Leandro Diniz. voltar

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Quem é Alexander Dugin?
por Andreas Umland [1]
26 de Setembro de 2008, www.opendemocracy.net [2]

A extrema-direita russa, incluindo alguns dos segmentos cripto-facistas, está se tornando uma parte ainda mais influente no discurso mainstream de Moscou. Sua influência pode ser sentida na grande mídia, na sociedade civil, nas artes e na política russa.

"Perdão? Eu não entendi isso!" - exclamou o jornalista Matvei Ganopolsky na estação de rádio "Ekho Moskvy" (Eco de Moscou). Era noite de 8 de Agosto de 2008 e Ganopolsky estava entrevistando o líder do "International Eurasian Movement" (Movimento Eurasiático Internacional) Alexander Dugin, que tinha acabado de lhe dizer que as ações da Geórgia na Ossétia do Sul eram "genocidas." Ganopolsky não podia acreditar que alguém usaria palavra tão carregada para descrever os eventos na Geórgia. Apenas um dia depois, em 9 de Agosto, apesar do ultraje de Ganopolsky, o Primeiro Ministro Russo Vladimir Putin também descreveu as ações de Tbilisi como "genocidas." Em 10 de Agosto, o sucessor escolhido de Putin, Dmitri Medvedev, que antes comentou sobre o conflito com uma terminologia menos dramática, se enquadrou, dizendo que os eventos dos últimos três dias na Ossétia do Sul eram para serem classificados como "genocídio."

É duvidável que Putin ou Medvedev foram inspirados diretamente por Alexander Dugin a usar a "palavra com G" para descreverem os eventos em Agosto na Geórgia, mas a similaridade das suas hipérboles é um indicativo da direção que a Rússia tem tomado nos últimos anos. Dugin têm se tornado um comentador político prolífico, e alguns dizem, um influente pensador na nova Rússia de Putin. Um bem-conhecido teórico facista na década de 1990, Dugin se apresenta hoje em dia como um "centrista radical" e apóia fortemente as políticas autoritárias domésticas e estrangeiras anti-Ocidente da Rússia. Ambos seus artigos inflamados em defesa de Putin e especialmente seu anti-Americanismo fanático são, aparentemente, populares no Kremlin e na "Casa Branca" de Moscou (o lugar do governo federal). Nenhuma outra explicação é possível para as frequentes aparições de Dugin nos programas nortunos populares nos canais de tevê controlados pelo governo da Rússia, ou seus inúmeros artigos em muitos jornais e websites russos empurrando as últimas direções do Kremlin goela abaixo no povo russo.

A ascenção de Dugin nos últimos anos tem sido irresistível. Isso é apesar do fato de que, na década de 1990, seu auto-estilo "neo-Eurasiano" deu as boas vindas de forma jubilosa ao nascimento iminente na Rússia do "facismo facista" e saudou o ogranizador do Holocausto, Reinhard Heydrich, por ser um "Eurasiano convicto." Naquele tempo Dugin descreveu francamente sua ideologia como "conservadorismo revolucionário," dizendo que a idéia central do facismo é a "revolução conservadora." Ao longo dos anos 1990 o "neo-Eurasiano" fez um bom número de declarações similares, incluindo variadas apologias mais ou menos qualificadas ao Terceiro Reich.

Em anos recentes, para garantir, a retórica de Dugin mudou - se não no tom, então no estilo. Agora ele, estranhamente, frequentemente se posiciona como um sincero "anti-facista," e não hesita em rotular seus oponentes tanto dentro como fora da Rússia como "facistas" ou "Nazi". Paradoxalmente, ele faz isso enquanto ainda admite que suas idéias estão próximas daqueles irmãos Strasser da Alemanha entre guerras. Dugin apresenta esses dois nacionalistas alemães como "anti-hitlerianos." Ele esquece, entretanto, de mencionar que Otto e Gregor Strasser de fato se opuseram a Hitler, mas eram ao mesmo tempo parte e parceiros do movimento facista emergente na Alemanha. Os irmãos Strasser tiveram um papel um tanto significativo em transformar a NSDAP em um partido popular no fim da década de 1920, mas, então, Hitler os expulsou do Partido Nazista. Eles eram dois líderes influentes que se tornaram rivais inconvenientes, tanto político quando ideologicamente.

O crescimento de Dugin não significa, entretanto, que a Rússia está se tornando facista. Figuras públicas russas bem conhecidas não podem, na maioria das vezes, esconder sua aversão ao crescimento do sentimento direitista. Um bom exemplo recente é Sergei Dorenko, o apresentador dos anos 1990 do canal ORT TV (controlado pelo oligarga fugitivo Boris Berezovsky), que teve papel significativo ao ajudar Vladimir Putin a ganhar a eleição de 2000. Como seu mestre Berezovsky, Dorenko era, também, mal visto no Kremlin e foi autorizado a somente promover sua visão crítica controversa na estação de rádio de oposição Eco de Moscou. Durante a recente guerra da Geórgia Dorenko apoiou o Kremlin e como recompensa foi nomeado Chefe do serviço Russo de Notícias, que provê serviços de notícias ao imensamente popular "Russkoye Radio". Uma de suas primeiras decisões lá foi banir Alexander Dugin do ar.

Mas a cada ano que passa o novo século vê uma reaproximação estreita entre a retórica da direira extrema russa e aqueles que estão no topo, e não menos o próprio Putin. A estranha repetição da interpretação de Dugin das ações de Tbilisi como "genocídio" por Putin e Medvedev é meramente um dos muitos sinais.

Além disso, muitos, mais ou menos influentes, atores na "vertical of power" (vertical de poder) de Putin estão, de um jeito ou outro, ligados a Dugin. Viktor Cherkesov, por exemplo, um dos amigos de Putin mais próximos da ex-KGB, é visto como sendo próximo, e simpático (assim como, talvez, auxiliar) a, Dugin desde a década de 1990. O mesmo serve para Mikhail Leontev, um dos mais bem conhecidos comentadores de Tv da Rússia e, de acordo com algumas informações, o jornalista favorito de Putin. Em 2001 Leontev tomou parte na fundação do movimento Eurasiano de Dugin; subsequentemente, ele foi, por um tempo, um membro do Concelho Político dessa organização. Em Fevereiro desse ano, Ivan Demidov, um popular apresentador de TV, foi promovito a Chefe do Diretório de Ideologia no partido Rússia Unida (United Russia party) de Putin. Isso aconteceu apesar do fato de que a poucos meses antes Demidov tinha dito que era um pupilo de Dugin e anunciou que ele poderia usar seus talentos como gerente de relações públicas para disseminar as idéias de Dugin.

A extrema-direita Russa, incluindo algumas dos segmentos cripto-facistas, está se tornando uma parte ainda mais influente no discurso mainstream de Moscou. Sua influência pode ser sentida na grande mídia, na sociedade civil, artes e política russas. Contra esse pano de fundo o enfrentamento crescente entre a Rússia e o Ocidente não é uma surpresa. Caso Dugin e cia. continuarem a inserir sua influência na elite russa e na população, a atual emergência da secunda Guerra Fria entre Moscou e o Ocidente estará entre nós por muitos anos a vir.

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[1] Dr Andreas Umland é editor da série de livros "Soviet and Post-Soviet Politics and Society" (Sociedade e Políticas Soviética e Pós-Soviéticas) (www.ibidem-verlag.de/spps.html) e administrador do website "Russian Nationalism" (Nacionalismo Russo) (groups.yahoo.com/group/russian_nationalism/). voltar

[2] Traduzido por Leandro Diniz. voltar

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Moscou - Por uma década, o acadêmico russo Igor Panarin [3] tem previsto que os EUA vão se esfacelar em 2010. Durante quase esse tempo todo, ele admite, poucos levaram seu argumento - que um colapso econômico e moral vai desencadear uma guerra civil e eventual destruição dos EUA - a sério. Agora ele encontrou uma forte audiência: a mídia estatal russa.

Nas últimas semanas, ele tem sido entrevistado quase duas vezes por dia sobre sua previsão. "É um recorde," diz o professor Panarin. "Mas eu acho que a atenção vai crescer cada vez mais."

Professor Panarin, 50 anos de idade, não é uma figura desconhecida. Um ex-analista da KGB, ele é reitor da Academia do Ministério russo dos Negócios Estrangeiros para futuros diplomatas. Ele é convidado para recepções no Kremlin, palestra para estudantes, publica livros, e aparece na mídia como um perito em relações entre Rússia e EUA.

Mas é sua previsão sinistra para os EUA que é música para os ouvidos do Kremlin, que nos últimos anos tem culpado Washington por tudo, desde a instabilidade no Oriente Médio até a crise financeira mundial. A visão de Panarin também encaixa perfeitamente com a narrativa do Kremlin que a Rússia está retornando ao seu correto lugar no cenário mundial depois das trevas da década de 1990, quando muitos temeram na quebra do país economica e politicamente e sua posterior divisão em vários territórios.

Um homem educado e agradável com corte de cabelo militar (curto), Sr. Panarin insiste que ele não desgosta dos americanos. Mas ele alerta que a previsão para eles é tenebrosa.

"Existe hoje uma chance de 45-55% que a desintegração ocorrerá," ele diz. "Alguém poderia regozijar com esse processo," ele adiciona, indiferente. "Mas se estamos falando razoavelmente, não é o melhor cenário - para a Rússia." Mesmo que a Rússia se tornasse poderosa no nível mundial, ele diz, sua economia sofreria, pois ela depende fortemente hoje em dia do dólar e das transações com os EUA.

O Sr. Panarin apresenta, resumindo, que a imigração em massa, o declínio econômico, e a degradação moral vai desencadear uma guerra civil no próximo outono e o colapso do dólar. Mais ou menos em fins de Junho de 2010, ou no início de Julho, ele diz, os EUA irão partir-se em seis pedaços - com o controle do Alasca vindo para a Rússia.

Além da crescente cobertura da mídia estatal, que é fortemente controlado pelo Kremlin, as idéias de Panarin estão agora sendo amplamente discutidas entre os especialistas locais. Ele apresentou sua teoria em uma recente mesa redonda em uma discussão no Ministério do Exterior. A melhor escola de relações esteriores do país o apresentou como palestrante principal. Durante uma aparição no canal de tevê estatal Rossiya, a estação alternava entre seus comentários e filmagens de filas em restaurantes populares e massas de mendigos nos EUA. O professor também tem sido exibido no canal de propaganda de língua americana do Kremlin, "Russian Today".

A visão apocalíptica de Panarin "reflete um alto nível de anti-Americanismo na Rússia atual." diz Vladimir Pozner, um eminente jornalista de televisão na Rússia. "É muito maior do que era na União Soviética."

Pozner e outros comentadores e especialistas sobre os EUA desacreditam as previsões de Panarin. "Idéias malucas não são geralmente discutidas por pessoas sérias," diz Sergei Rogov, diretor do "Institute for U.S. and Canadian Studies"(Instituto para estudos sobre os EUA e Canadá) gerido pelo governo, que pensa que as teorias de Panarin não se sustentam.

O currículo de Panarin inclui muitos anos de experiência na KGB soviética, uma experiência compartilhada por outros altos oficiais russos. Seu escritório, no centro de Moscou, mostra seu orgulho patriótico, com bandeiras na parede sustentando o emblema da FSB, a agência sucessora da KGB. Também está cheio de estátuas de águias; uma águia com cabeça dupla era o símbolo da Rússia Czarista.

O professor diz que ele iniciou sua carreira na KGB em 1976. Na Rússia pós-Soviética, ele ganhou um doutorado em ciência política, estudou economia americana, e trabalhou para a FAPSI (Federal Agency of Government Communications and Information) (Agência Federal de Informação e Comunicação Governamental), então a equivalente russa da "Nationa Security Agency" (NSA) americana. Ele diz que fazia previsões estratégicas para o então presidente Boris Yeltsin, adicionando que os detalhes são "secretos."

Em Setembro de 1998, ele compareceu a uma conferência em Linz, Aústria, voltada para informações militares, o uso de dados para ter vantagem sobre o inimigo. Foi lá, em frente a 400 delegados membros, que ele apresentou pela primeira vez sua teoria sobre o colapso dos EUA em 2010.

"Quando eu apertei o botão no meu computador e o mapa dos EUA desintegrou, centenas de pessoas ficaram estupefatas," ele relembra. Ele disse que a maioria da audiência era cética. "Eles não acreditaram em mim."

Ao final da minha apresentação, ele diz que muitos delegados pediram para que ele autografasse cópias do mapa mostrando os EUA desmembrado.

Ele baseou sua previsão em material secreto fornecido para ele pelos analistas da FAPSI, ele diz. Ele prediz que tendências econômicas, financeiras e demográficas vão provocar uma crise social e política nos EUA. Quando a coisa ficar realmente feita, ele diz, os Estados mais ricos vão retirar seus fundos do governo federal e efetivamente romper com a união. Agitação social e até uma guerra civil vai vir. Os EUA então vão se separar entre linhas étnicas, e governos estrangeiros vão invadir.

A California formará um núcleo do que ele chama "A República da Califórnia," e será parte da China ou sobre influência chinesa. Texas será o coração da "República do Texas," um grupo de estados que ou vão cair sobre domínio mexicano ou cairão sofre influência do México. Washington D.C., e Nova York serão parte da "América Atlântica" que pode vir a se unir com a União Européia. Canada pegará um grupo dos estados do nordeste que Panarin chama de "A República Central Norte-Americana." Havaí, ele sugere, será um protetorado do Japão ou da China, e o Alaska vai ser englobado pela Rússia.

"Seria razoável para a Rússia ficar com o Alasca; ele foi parte do Império Russo por um longo tempo." Uma imagem de satélite enquadrando o Estreito de Bering que separa o Alasca da Rússia como um fio está pendurado na parede de seu escritório. "Não está aí sem razão," ele diz com um sorriso cínico.

O interesse em sua previsão reacendeu nesse outono quando ele publicou um artigo na Izvestia, um dos maiores jornais diários nacionais da Rússia. Nele, ele reiterou sua teoria, chamando a dívida externa americana "um esquema em pirâmide," e previu que a China e a Rússia usurparão o papel de Washington como um regulador financeiro global.

Os americanos esperam que o presidente eleito Barack Obama "pode fazer milagres," ele escreveu. "Mas quando a primavera vir, estará claro que não haverá milagres."

O artigo trouxe uma questão sobre sobre a reação da Casa Branca sobre a previsão de Panarin veiculado na conferência de notícias de Dezembro. "Eu terei que recusar a comentar," a porta-voz Dana Perino disse entre muitos risos.

Para o Professor Panarin, a resposta da Sra. Perino foi insignificante. "A forma que a resposta foi dada é uma indicação de que minha visão está sendo ouvida muito atentamente," ele diz.

O professor diz que está convencido que as pessoas estão levando sua teoria mais à sério. Pessoas como ele previram cataclismas similares antes, ele diz, e estavam certas. Ele cita o cientista político francês Emmanuel Todd. O Sr. Todd é famoso por ter previsto acertadamente a queda da União Soviética - com 15 anos de antecedência. "Quando ele previu o colapso da União Soviética em 1976, as pessoas riram dele," diz o professor Panarin.


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[1] É correspondente do jornal Wall Street Journal em Moscou. voltar

[2] Traduzido por Leandro Diniz. voltar

[3] Igor N. Panarin (Russia)

Doutor em Ciências Políticas, professor da Academia do Ministério russo dos Negócios Estrangeiros, Rússia. É autor de nove livros, «Infowar and power”, “Infowar and world”, “Infowar and election”, e outros, e muitos ensaios políticos publicados em vários journais. voltar
por Emerson Vermaat*
8 de Janeiro de 2009, Califórnia - Pipelines.org – **


Leon Panetta, a escolha para futuro chefe da CIA do presidente eleito Barack Obama, simpatizava fortemente com a "Institute for Policy Studies" (IPS) (Instituto para Estudos Políticos), um think tank baseado em Washington conhecido por sua oposição à Comunidade de Inteligência, notavelmente a CIA. Como membro do Congresso Panetta apoiou o IPS na "Coalition for a New Foreign and Military Policy Line" (Coalisão para uma Nova linha de Política Estrangeira e Militar) em 1983. Ele foi também um dos congressistas que encarregavam bienalmente o IPS de produzir um orçamento "alternativo" que cortava dramaticamente os gastos com defesa. Ele fez isso junto com, entre outros, seu colega democrata John Conyers, conhecido pelo seu contato íntimo com o "World Peace Council" (WPC) (Conselho de Paz Mundial), uma organização financiada e liderada pelo antigo "International Department of the Communist Party of the Soviet Union" (ID-CPSU) (Departamento Internacional do Partido Comunista da União Soviética). E existe informação ainda mais chocante: O Serviço Secreto da Rússia Soviética, a KGB, aparece como altamente interessada nas atividades do IPS. Esse think tank controverso era alvo de vários agentes da KGB que serão mencionados abaixo.

O "Federal Bureau of Investigation" (FBI) possui um arquivo enorme sobre o "Institute for Policy Studies" e seus fundadores. Alguns dos documentos do FBI são altamente reveladores. O IPS foi fundado em 1963 por Markus Raskin e Richard Jackson Barnet.

Um "Memorando" do FBI datado de 4 de Maio de 1970, classifica Richard Barnet como um "comunista". O Memorando do FBI diz que no IPS "a fábrica de idéias ajudou a treinar extremistas que incitam a violência nas cidades americanas, e que a fachada de pesquisadores acadêmicos serve para intriga, e agito político." "Barnet é um associado íntimo de Markus G. Raskin e Arthur I. Waskow. Os discursos públicos de Barnet são anti-Americanos em seu conteúdo."[1]

Durante a Guerra do Vietnã Barnet abertamente se aliou com os Comunistras Norte-Vietnamitas. O memorando do FBI diz:

"Barnet parece ser um representante político estrangeiro e expert do 'Institute for Policy Studies'. Ele tem viajado para a Europa, para a União Soviética e o Vietnã do Norte em diversas ocasiões e participado em conferências com os oficiais de alto escalão do governo Norte-Vietnamita. Em sua última visita a Hanoi em Novembro de 1969, ele foi citado no jornal Washington Post dizendo, em um discurso público para o povo norte-vietnamita, que os vietnamitas estão lutando 'contra os mesmos agressores que nós vamos continuar lutando em nosso país.'"

Durante Fevereiro de 1969 viajou para encontrar com os norte-vietnamitas em Paris, Barnet estava identificado como viajando com Cora Weiss, uma líder nacional do "Women´s Strike for Peace" (Luta feminina pela paz), e Rennard Davis e Dave Dellinger, ambos eminentes líderes nacionais no Movimento da Nova Esquerda e acusados condenados no julgamento em Chicago do 'Conspiracy 7'."[2]

"Contatos conhecidos com agentes da inteligência Soviética e dos países do Bloco Soviético." (FBI)

A parte mais interessante do documento é a suposição pelo FBI que Barnet não era somente um companheiro de viagem de comunistas ou simpatizante. Existem, o memorando do FBI de 1970 diz, "contatos conhecidos com agentes da inteligência Soviética e dos países do Bloco Soviético":

"Analizando as atividades de Barnet, está indicado que ele tem demonstrado sua disposição para usar sua posição de inflência com o IPS para desacreditar e minar a política americana, tanto doméstica quanto estrangeira. Também pelos seus contatos conhecidos com agentes da inteligência Soviética e dos países do Bloco Soviético, e pelas conferências com os norte-vietnamitas. É visível que ele pode de maneira concebível ser considerado um potencial agente espião." [3]

Um documento posterior do FBI também classifica Barnet, o co-diretor do IPS, como um "comunista", fornecendo detalhes sobre seus "contatos com o pessoal da Embaixada Soviética." O jornal comunista da Costa Leste "Daily World" publicou um dos discursos de Barnet em sua edição de 6 de Agosto de 1970. [4]

O mesmo documento do FBI, datado de 13 de Maio de 1971, declara: "Barnet foi identificado como tendo contato com o pessoal da Embaixada Soviética nos Estados Unidos, proferindo um discurso público declarando que Nixon utilizará armas nucleares no Vietnã." Este, por sinal, foi o discurso publicado pelo "Daily World." Barnet disse: "Nixon se encontrará numa posição em que se veja fortemente inclinado a usar armas nucleares táticas na Indochina." [5]

S. Steven Powell foi empregado como um tipo de estagiário no escritório de Washington da IPS. Ele conseguiu ganhar a confiança de muitos membros da equipe. Mas ele teve "encontros estranhos com diplomatas do Bloco Leste que frequentavam o 'Institute for Policy Studies'." Eles eram agentes da KGB que obviamente tentaram recrutar membros da equipe do IPS ou estavam envolvidos com o que pode ser interpretado como uma variedade de operações de inteligência. Um deles era Valeriy Lekarev, Terceiro Secretário do Departamento de Troca Cultural da Embaixada Soviética em Washington e, de acordo com Powell, "chefe de comunicação entre 'Soviet Institute for the Study of the USA and Canada' (Instituto Soviético para Estudos sobre os EUA e Canadá) e o IPS." Ex-Oficial da KGB Stanislav Levchenko, quem eu entrevistei várias vezes, me disse que esse "Soviet Institute for the Study of the USA and Canada" baseado em Moscou estava repleto de agentes da KGB e da GRU (=Inteligência Militar Soviética). Um deles era um general de nome Mikhail Milshstein. (Eu também entrevistei Milshstein; aconteceu durante uma conferência organizada pelo front do Partido Comunista Soviético - no Vietnã.)

Somente no período de um ano, Lekarev foi visto no IPS mais de uma dúzia de vezes, assim como também foi visto outro diplomata soviético, Victor Taltz, escreve S. Steven Powell em seu estudo completo, "Inside the Institute of Policy Studies" (Por dentro do IPS) [6] Por algum motivo Lekarev estava notavelmente interessado na carreira futura de Powell. Powell: "Quando eu falei da possibilidade de ir para o serviço estrangeiro ou em me tornar correspondente estrangeiro ele se interessou." [7] Powell declarou que poderia estar interessado em viajar e em escrever sobre a União Soviética. Mas ele logo notou o comportamento estranho de Lekarev quando estava prestes a encontrar com ele em um restaurante na Avenida Massachusetts:

"Eu cheguei lá mais cedo e peguei uma mesa do lado de fora, com uma boa vista. Um pouco depois, eu notei Lekarev andando para longe do restaurante. Ele aparentava não estar perdido, mas como se estivesse preocupado em estar sendo seguido. Cinco minutos depois ele reapareceu vindo de outra direção, aparentemente como se tivesse dado a volta no quarteirão." [8]


Depois do almoço Lekarev sugeriu outro almoço marcado. "Que tal daqui a duas semanas?" ele perguntou. Ele sugeriu depois a ida a outro restaurante e que ele pagaria a conta. Ele também pagou a conta dessa vez. Powell ficava cada vez mais suspteito:

"Eu fiquei de certa maneira surpreso quando Lekarev surgiu com um bolo de dinheiro para pagar nossa modesta conta. Eu tinha lido que a maioria dos diplomatas soviéticos não tinham o privilégio de contas de despesas - um sinal de status na Inteligência de um diplomata é se ele usa dinheiro ou cartão de crédito." [9]

Esta observação está inteiramente correta. Foi em Abril de 1978 que Arkady N. Shevchenko - Sub-Secretário Geral das Nações Unidas e ex-assessor do ministro dos Negócios Estrangeiros soviético Andrei Gromiko - chocou o comunidade diplomática mundial, procurando refúgio nos Estados Unidos. Shevchenko escreve em suas memórias "Breaking with Moscow" (Rompendo com Moscou):

"Era fácil distinguir profissionais da KGB de diplomatas e outros. A primeira pista era o dinheiro. A KGB tinha dinheiro e gastava muito mais generosamente que os diplomatas verdadeiros. (...) Eles (os agentes da KGB, V.) tinham dinheiro abundante para entretenimento. (...) Somente a KGB paga seu pessoal bem o suficientemente para que eles banquem o melhor em vestimenta Ocidental. As roupas que eles usam e os drinques que eles compram são gastos legítimos, pois a segunda coisa que entrega um agente da inteligência é o esforço que faz para cultivar estrangeiros." [10]

Shevchenko também disse que os agentes da KGB eram autorizados a cultivar livremente quantos estrangeiros fossem possíveis onde outros diplomatas soviéticos tinham muito menos liberdade para fazer. Ele declara que a missão Soviética na ONU estava repleta de agentes da KGB e da GRU ("nove de doze como também um Tcheco, um Húngaro, um Alemão Oriental e um Búlgaro"). [11]

S. Steven Powell menciona uns poucos outros diplomatas Soviéticos que procuravam cultivar membros da equipe do IPS ou apareceram em conferências do IPS em Nova York ou Washington: Victor Taltz (veja acima), Igor Mishchenko, Anatoly Manakov, Pavel Pavlov e Vladimir I. Strokin. [12]

IPS colaborou intimamente com o "Riverside Church Disarmament Program" (RCDP) (Programa de Desarmamento da Igreja de Riverside) realizado na década de 1980 pelo Rev. William Sloane e Cora Rubin Weiss. Weiss era filha de um imigrante russo chamado Samuel Rubin que votou pela chapa eleitoral do Partido Comunista em 1936, na eleição geral dos cinco distritos da cidade de Nova York. [13] Um relatório da Inteligência Holandesa diz sobre Rubin: "um pouco antes do estouro da Segunda Guerra Mundial levantou algum interesse por causa de sua filiação com o Partido Comunista e o Comintern secreto nos Estados Unidos." [14]

Em 1937 ele fundou "Fabergé perfumes," estabelecida em Nova York e Paris e subseqüentemente se tornou um milionário. em 1949 ele fundou a "Samuel Rubin Foundation," com patrimônio inicial de $ 10 milhões. Esse fundação mais tarde doou enormes somas de dinheiro para o IPS e para a organização de sua filha em Amsterdã, "The Transnational Institute" (TNI). [15]

Cora Rubin Weiss foi casada com Peter Weiss que era presidente do Board of Trustees (conselho mais elevado da organização) do IPS. [16] Ele era conhecido como um ativista pró-Cuba. Cora Weiss e o Rev. William Sloane Coffin - que falava russo - encontravam com freqüência diplomatas russo que tinham interesse ativo no "Riverside Church Disarmament Program" tentando promover causas comunistas soviéticas (membros da Riverside Church eram encorajados a visitar a União Soviética, por exemplo). Oficiais da KGB Yuri Kupralov, ficou em Washington D.C., e Sergei Paramonox, sobre disfarce de diplomata da ONU, participava de conferências no RCDP. Oficiais da KGB Sergei Divilkovsky e Vladimir Shustov estavam também freqüentemente presentes. [17]

A campanha intensa do IPS/TNI para desacreditar a CIA

Ambos IPS e a "Riverside Church" faziam voz de oposição contra as políticas dos EUA em geral e da Comunidade de Inteligência Americana em particular. Existia um esforço planejado para desacreditar a CIA e a NSA (National Security Agency) com participação de Peter Weiss, Markus Raskin, Saul Landau (um amigo pessoal de Fidel Castro), Morton Halperin, William Schaap e ex-agente da CIA Philip Agee. O "Center for National Security Studies" (CNSS) (Centro de Estudos para Segurança Nacional) foi criado pelo IPS não apenas para dificultar as agências de Inteligências Americanas em juntar informações, mas para banir todas essas atividades de uma vez por todas. Um "Organizing Committee for the Fifth Estate" (Comitê Organizado para o Quinto Estado) foi criado em 1974 e o co-fundador do IPS Markus Raskin ingressou no "Conselho Consultor." Esse comitê publicou a revista "Counterspy" (contra-espião) que revelava os nomes de operativos da CIA. Um dos nomes publicados pela "Counterspy" foi o do chefe da estação da CIA de Atenas Richard L. Welch que subseqüentemente foi assassinado (1975). Ex-Agente da CIA Philip Agee era a força por trás da "Counterspy". [18]

Mas Agee não era somente um ex-Oficial desleal da CIA. Ele tomou o caminho pouco usual de desertar ambos o Serviço de Inteligência Cubano DGI e o Serviço Secreto Russo KGB. Ex-Oficial da KGB Vasili Mitrokhin escreveu que o codinome de Agee na KGB era "Pont." De acordo com Mitrokhin, que teve acesso a um alto número de arquivos secretos da KGB, a KGB ativamente ajudou Agee a escrever seu livro "Inside the Company," (Dentro da Companhia) um best-seller publicado em 1975. "Ele foi" da KGB a "ferramenta mais valiosa para desacreditar a Agência," disse Mitrokhin. [19] E ele adiciona:

"Enquanto Agee estava escrevendo seu livro na Inglaterra, a KGB mantinha contato com ele através de seu co-operador, Edgar Anatolyevich Cheporov, correspondente em Londres da agência de notícias Novosti e da Literaturnaya Gazeta. Pela insistência do Service A, ('Service A' era, entre outras coisas, encarregado de 'desinformação,' V.) Agee removeu todas as referências da penetração da CIA nos partidos Comunistas da América Latina de seu original antes da publicação." [20]

A KGB ajudou igualmente quando Agee planejou escrever um livro sobre a CIA na África:

"No começo de 1979, Oleg Maksimovich Nechiporenko do 'Directorate K' e A.N. Itskov do 'Service A' encontraram Agee em Cuba e lhe deram uma lista de oficiais da CIA trabalhando no continente Africano." [21]

"Arquivos notados por Mitrokhin, declaram que a 'Covert Action Information Bulletin' foi fundada 'sob iniciativa da KGB' e que o grupo que administrava ela (que era dado o codinome de RUPOR), que se encontrou pela primeira vez na Jamaica no início de 1978, foi reunido pelo FDC Directorate K (Contra Inteligência). O Bulletin foi editado em Washington por Bill Schaap, um advogado radical de codinome RUBY pela KGB, sua mulher, a jornalista Ellen Ray e dois desleais ex-membros da CIA, Jim e Elsie Wilcott." [22]

Em 1973 o IPS fundou o "Transnational Institute" (TNI) (Instituto Transnacional), uma organização filial em Amsterdã, na Holanda. Um relatório da Inteligência Holandesa diz que foi Samuel Rubin mesmo que foi "a força motriz por trás da criação do TNI." [23] Em 1976 a Rubin Foundation doou $ 400,000 para o TNI. (Rubin morreu em 1978.)

Quando o ex-Agente da CIA Philip Agee estava prestes a ser expulso da Inglaterra onde ele buscou refúgiu temporário, o "Transnational Institute" imediatamente o convidou para Amsterdã. Uma das pessoas que ele encontrou lá foi Gretta Bedier de Prairie-Nieuwenhuizen. "Nieuwenhuizen" é o nome de solteira de Gretta, "Bedier de Prairie" era o nome de seu marido na época. Sra. Bedier de Prairie estava presente no ato que permitiu Agee permanecer e trabalhar na Europa. Depois de sua chegada em Amsterdã, o "Dutch Internal Security Service" (BVD) (Serviço de Segurança Interno Holandês) aconselhou o governo holandês a deportá-lo. Mas em Março de 1978 Agee se casou com a cantora americana Gysela Ingool, que, então, vivia em Hamburgo. Gretta Bedier de Prairie estava presente no casamento como uma testemunha oficial. Graças ao seu casamento com a mulher americana em Hamburgo, Agee foi capaz de se estabelecer por lá. [24]

Depois de seu divórcio, Gretta se casou com o banqueiro holandês Willem Duisenberg. Daquele momento em diante ela passou a ser conhecida como "Gretta Duisenberg." Não demorou muito para que ela começasse a abraçar causas radicais palestinas.

Uma das pessoas interessantes que apoiou financeiramente Philip Agee durante sua posterior estadia em Amsterdã foi um homem paquistanês de nome Mahtaq Malik. Malik também aparece como amigo íntimo de Gretta. (Ele frequentemente visitava a casa de Gretta em Amsterdã em Bernard Zweerskade.) O mesmo Malik era um dos traficantes de drogas mais proeminentes na Holanda. (O próprio filho de Gretta Duisenberg era um traficante de drogas, também; ele conseguiu escapar de uma prisão tailandesa e subsequentemente retornou para a Holanda onde sua mãe orgulhosamente o acolheu.)

Comentários conclusivos

Leon Panetta não é a melhor escolha para chefiar a CIA. Existem sérias reservas em Washington sobre suas qualificações para tão importante posição. Obviamente, Panetta não pode de maneira alguma ser associado com serviçõs de inteligência estrangeiros hostis. Mas seu antigo apoio a um dúbio think tank como o Institute of Policy Studies - um grupo que fazia lobby aberto anti-CIA, manipulado no passado por antigos Serviços de Inteligência Soviéticos pode ser tudo menos uma recomendação para um trabalho como chefe da CIA. Essa exibição de ingenuidade deve deixar-lhe doente.

Existem melhores candidatos, Richard A. Clarke, talvez. Ele, pelo menos, é um homem que está realmente familiarizado com as atuais ameaças de segurança. Ele foi um dos primeiros que lancaçaram o alarme sobre a Al-Qaeda e Osama Bin Laden. Barack Obama não deveria errar da mesma maneira que o ex-presidente Jimmy Carter errou ao apontar o Almirante Stansfield Turner para chefe da CIA em 1977. Possuindo pouca ou nenhuma experiência em assuntos de inteligência, o novo chefe espião de Carter "eliminou muito da capacidade de HUMINT da CIA (=inteligência humana, V.) e danificou severamente a moral da Agência." [25] A Agência ficou cega, começou a subestimar as ameaças reais para a segurança da América e do mundo. Isso se mostrou fatal no caso do Irã onde o Shah, um aliado dos EUA, foi tirado do poder por fanáticos religiosos que apoioavam o Aiatolá Khomeini. Nós ainda sofremos com as consequências desse grave erro - aquela falha temporária foi fatal para as capacidades da inteligência Americana.

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*Emerson Vermaat, MA (lei), é um reporter investigativo especializado em terrorismo, crime e as antigas Alemanha Oriental e Serviços de Inteligência Soviéticos.

Ele frequêntemente visita o Oriente Médio e a África do Norte, usualmente para a televisão holandesa. Ele fez uma reportagem para um noticiário de TV em 1996 sobre "The Making of a Suicide Bomber", que foi ao ar em 40 países (World Television News, WTN). Em um estudo holandês de 1997 sobre o fundamentalismo islâmico e terrorismo ele descreveu o papel central de Osama Bin Laden no terrorismo internacional, sendo o primeiro jornalista europeu a realizar tal feito. Em 1987 ele publicou um longo artigo sobre "The East German Secret Service: Structure and Operational Focus" (Conflict Quaterly, University of New Brunswick, Canada) (O Serviço Secreto da Alemanha Oriental: Estrutura e Foco Operacional). Ele também entrevistou vários ex-Oficiais da KGB e da CIA.

Sítio: www.emersonvermatt.com voltar


** Tradução por Leandro Diniz voltar
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[1]. United States Government, Federal Bureau of Investigation, Memorandum to Director, FBI, Bufile 105-185148, from Sac. WFO (100-45302) (P), May 4, 1970, p. 1 ("communist"), p. 2 (Confidential). Author's file on IPS/TNI. voltar

[2]. Ibid., p. 2, 3. voltar

[3]. Ibid. p. 3. voltar

[4]. United States Department of Justice, Federal Bureau of Investigation, WFO 100-45302, Title Richard Jackson Barnet, May 13, 1971, p. 1 ("Character: Security Matter – Communist"), p. 3, 4 (Daily World). Author's file on IPS/TNI. voltar

[5]. Ibid., p. 4. voltar

[6]. S. Steven Powell, Covert Cadre. Inside the Institute for Policy Studies (Ottawa, Illinois: Green Hill Publishers, Inc., 1987), p. 329. voltar

[7]. Ibid., p. 333. voltar

[8]. Ibid., p. 332. voltar

[9]. Ibid.. p. 333, 334. voltar

[10]. Arcady N. Shevchenko, Breaking with Moscow (London: Jonathan Cape, 1985), p. 240. voltar

[11]. Ibid., p. 243. voltar

[12]. S. Steven Powell, op. cit., p. 329, 331. voltar

[13]. 1936 General Election New York City. For the Confidential Use of the Special Committee on Un-American Activities, Official Report. The names and addresses of the voters for the Communist Party Ticket (author's file on IPS). voltar

[14]. Binnenlandse Veiligheidsdienst (BVD), Institute of Policy Studies (confidential Dutch intelligence report, 1982), p. 2. Author's file on IPS/TNI. voltar

[15]. Institute of Policy Studies, Funding sources, p. 2 (author's file on IPS/TNI; this is not an official IPS document but the information is reliable). In 1976 the Rubin Foundation donated $ 475,000 to IPS and $ 400,000 to TNI, with an additional $ 75,000 for "General Support." voltar

[16]. Institute for Policy Studies, Tax Schedule V, 52-0788947, June 30, 1979, p. 2; flyer Institute for Policy Studies 1982-1983. Auhor's file on IPS/TNI. voltar

[17]. Author's source, New York (1986). voltar

[18]. Binnenlandse Veiligheidsdienst, Institute of Policy Studies (IPS) (confidential Dutch intelligence report, 1982), p. 7, 8. voltar

[19]. Christopher Andrew and Vasili Mitrokhin, op. cit., p. 269, 300-301. voltar

[20]. Ibid., p. 301. voltar

[21]. Ibid., p. 304. voltar

[22]. Ibid. p. 303. voltar

[23]. Binnenlandse Veiligheidsdienst (BVD), Institute of Policy Studies (IPS) (confidential Dutch intelligence report, 1982), p. 2; Binnenlandse Veiligheidsdienst, Transnational Instituut (TNI) (confidential Dutch intelligence report, 1982), p. 1. voltar

[24]. Emerson Vermaat, More troubling than inflation? Wall Street Journal Europe October 17, 2002, p. A 10; Emerson Vermaat, Gretta Duisenberg – gefährlicher als die Inflation? Der Tagespiegel (Germany), October 21, 2002. voltar

[25]. W. Thomas Smith Jr., Encyclopedia of the Central Intelligence Agency (New York: Checkmark Books/Facts On File, 2003), p. 229. voltar