terça-feira, 10 de março de 2009

"Israel considerando seriamente operação militar no Irã"
por Hilary Leila Krieger, Correspondente em Washington do JPOST
5 de Março de 2009, www.jpost.com
Traduzido por: LeandroDiniz


Israel está seriamente considerando tomar ação militar unilateral a fim de parar com a aquisição de armas nucleares do Irã, de acordo com um relatório de figuras políticas importantes dos EUA e especialistas publicado na Quarta-Feira.


O relatório diz, também, que o tempo disponível de Israel para agir está encurtando, não somente pelos avanços iranianos, mas porque Teerã pode adquirir em breve melhorias em defesa aérea e dispersar seu programa nuclear para locais adicionais.

O relatório, "Preventing a Cascade of Instability" [Prevenindo uma Cascata de Instabilidade], foi lançado pelo Wahsington Institute for Near East Policy (WINEP) [Instituto de Washington para Política do Oriente Próximo]. Ele também argumenta que as sanções internacionais contra o Irã precisam serem intensificadas urgentemente para o engajamento que a administração de Obama está planejando com Teerã para ser efetivo.

Um prévio resumo do relatório foi aprovado por Dennis Ross antes de ele se retirar para entrar na administração de Obama, na qual ele está servindo como conselheiro especial lidando com vários países da região, incluindo o Irã. O senador Evan Bayth do Senate Select Committee on Inteligence (Comitê Selecionado do Senado de Inteligência), e o congressista Gary Ackerman, presidente do subcomitê sobre o Oriente Médio da House of Foreign Affairs (Casa de Assuntos Estrangeiros), estão entre os signatários.

O grupo bipartidário também recomendou um aumento das garantias de segurança e o suprimento de mísseis de defesa e outras medidas de proteção para aliados no Oriente Médio, ambos para reassegurá-los do comprometimento da América com eles e desencorajar a efetividade visível, e do apelo, de armas nucleares no Irã.

Mas o relatório, muitos dos autores se encontraram com oficiais israelenses de alta patente para avaliar sua perspectiva, nota que Israel não está interessado em se tornar parte do escudo nuclear da América, mesmo que os países do Golfo queiram mais garantias nesse front.

"Uma garantia americana declarada deverá clarificar a situação de ambigüidade que pode já trabalhar para vantagem de Israel," o relatório diz. Também, "muitos israelenses temem que uma garantia declarada dos EUA pode vir com o preço de circunscrever a liberdade de Israel para agir em confronto com perigos existenciais."

"É um tanto sério agir por conta própria conta uma Irã com armas nucleares," o ex-embaixador das Nações Unidas Nacy Sodenberg, um dos membros da força-tarefa que viajaram para a região a fim de pesquisar para o relatório, disse em um evento do lançamento do relatório da WINEP na quarta-feira.

Ela disse que o calendário para um ataque israelense pode ser "significativamente" aumentado se Jerusalém acreditar que a Rússia vai apoiar realmente e honrar seu compromisso de suprir o Irã com o sistema de mísseis terra-ar S-300, o que complicaria enormemente qualquer ataque israelense.

Se a entrega realmente ocorrer, o relatório recomenda mais vendas de armas a Israel, como força aérea mais moderna, para que ele mantenha sua superioridade militar.

Mais tarde, ela disse que o objetivo do relatório era elaborar estratégias onde nem os EUA nem Israel estavam na iminência de lançar um ataque militar.

"Você meio que perdeu a situação no momento," ela disse.

Para esse final, o documento de 10 páginas urge por mais sanções internacionais e a expansão de pressões financeiras tomadas pelo Tesouro Americano, na criação de programas similares nos Departamentos de Comércio e Estado dos EUA.

O estudo aumenta a importância de ter um front unido globalmente e indica a intensificação diplomática com a Rússia para que ambos façam sanções mais efetivas e a fim de persuadir os russos a não entregar o sistema S-300.

"Irã não quer estar isolado no palco internacional: Não é a Coréia do Norte. Quanto mais amplo o consenso internacional, melhor. As mostras repetidas de animosidade pelo Conselho de Segurança da ONU parecem ter impressionado mais do que a economia limitada ou o impacto na segurança que as sanções impuseram até agora," o relatório diz, no caso de fazer novas sanções.

Ao mesmo tempo, ele demonstra que o engajamento agressivo é necessário pois "outro objetivo importante é mostrar ao Oriente Médio e ao mundo que os Estados Unidos irá mais além para resolver o problema nuclear iraniano. Alguns círculos em países amigos dos EUA agora se perguntam - sem razão - se Washington é tanto um obstáculo para a resolução do impasse nuclear do que Teerã."

Mesmo se o engajamento, as sanções e outras medidas provarem ineficiência, o relatório alerta contra uma política de "recuo" enquanto o Irã é permitido a ter alguma, mesmo que limitada, capacidade de enriquecer urânio em seu território.

"O Irã ter a capacidade latente para rapidamente fazer armas nucleares poderá levar a muito do mesmo risco de cascata de instabilidade do que ele ter a arma realmente," pode ser lido, apontando o risco de proliferação nuclear, hegemonia iraniana na região e mais.

O relatório não faz menção das eleições presidenciais do Irã em Junho, que pode ver o mais moderado Muhammad Khatami tomar o lugar do esquentado e atual presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Alguns analistas têm sugerido que a administração de Obama espere para tanto apoiar quanto pressionar para futuras sanções até depois da campanha, para não aumentar as chances da vitória de Ahmadinejah.

Mas a força-tarefa clama por ações imediatas, argumentando que o presidente é menos importante que o líder supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, em tomar decisões e a prioridade máxima deveria ser a criação de posições alavancadas nas negociações.

Um professor iraniano na audiência na conferência de WINEP dessa quarta-feira, entretanto, disse que aumentar a pressão aumentaria o extremismo e os líderes linhas-duras do Irã em aderir ao programa nuclear.

Diretor executivo do WINEP Robert Satloff, que presidiu a conferência, respondeu que as recomendações dos relatórios também incluíram muitos incentivos para o Irã poder cooperar com os EUA.

Ele também disse que o Irã já começou a colher algumas das recompensas da influência apenas em ter tido sucesso em avançar seu programa nuclear, e que esse relatório tinha a intenção de estancar esse progresso.

“Mesmo sem testar uma arma nuclear, ou sem declarar a habilidade para fazer isso, o progresso do Irã em direção a arma nuclear já está impactando substancialmente o Oriente Médio," diz. "Tempo é curto se o engajamento diplomático pode ter alguma chance de sucesso."

Novo cabeça da União Européia acredita que mudança climática é um mito
por David Charter (Correspondente Europeu)
2 de Janeiro de 2009, www.timesonline.co.uk --
Traduzido por: Leandro Diniz


A nova figura chefe da União Européia acredita que a mudança climática é um mito perigoso e tem comparado a união com um estado comunista.

As visões do presidente Vaclav Klaus da República Tcheca, 67 anos, tem deixado o governo de Mirek Topolanek, seu amargo oponente, determinado a mantê-lo o mais longe possível da presidência da União Européia, o qual sucedeu ontem da França.

O presidente tcheco, que causou um incidente diplomático por jantar com oponentes do Tratado de Lisboa da União Européia numa visita recente à Irlanda, tem um amplo papel cerimonial.

Mas já existem receios de que, depois da presidência dinâmica da União Européia de Nicolas Sarkozy - incluindo suas tentativas hiper-ativas de diplomacia internacional sobre a crise de crédito e a Geórgia assim como um acordo histórico para cortar gases do efeito estufa - o esforço tcheco será dificultado na luta direta e ofuscado pela plataforma que ele dará para o Sr. Klaus e suas idéias controversas.

Diplomatas tchecos em Bruxelas insistem que o Sr. Klaus não é uma parte grande de seus planos e que estão tentando limitá-lo a um discurso para o Parlamento Europeu em Fevereiro e presidindo um encontro internacional no máximo, ou da UE com Canadá ou UE com Rússia.

Eles estão confinando suas esperanças em um almoço entre o Sr. Klaus e o Sr. Topolanek em 5 de janeiro, no qual eles esperam ver ambos os partidos acordando uma trégua depois da tentativa sem sucesso do presidente para remover seu rival do cargo de Primeiro Ministro em uma conferência do partido mês passado.

"O que é certo é que haverá pelo menos um pequeno coro de vozes vindas de Praga que não estarão cantando a mesma música," disse Piotr Kaczynski, do Centro para Estudos Políticos da Europa em Bruxelas.

"Isso provavelmente não irá causar impacto na forma que os tchecos trabalharão a presidência da União Européia. Entretanto, irá haver algum impacto negativo na influência política do presidente tcheco," ele completou.

Tensões surgiram recentemente entre o Sr. Klaus e Bruxelas quando um encontro privado com altos deputados terminou numa sucessão de xingamentos depois que eles o presentearam com uma bandeira da União Européia e disseram que eles não estavam interessados em suas visões Eurocéticas.

Sr. Klaus respondeu: "Ninguém falou comigo nesse estilo e tom em meus seis anos aqui. Pensei que esses métodos tivessem terminado para nós há 18 anos atrás. Eu vi que estava errado."

Isto levou a um contra-ataque do Sr. Sarkozy no Parlamento Europeu. Ele disse aos altos deputados: "O presidente do Parlamento Europeu não deveria ser tratado assim e o símbolo europeu não deveria ser tratado assim, não importa qual engajamento político que a pessoa tenha."

Sr. Klaus voltou a ativa após o Natal em uma entrevista numa tevê tcheca. "Atrevo-me a dizer que essas pessoas representam o cume do sentimento anti-Europeu. Eles não tem absolutamente nenhum direito de agitar a Europa em frente do seu rosto," ele disse.

Houve mais ataques, pelo menos a partir dos franceses, de que os tchecos não possuem a influência ou a capacidade para liderar a UE no que concerne ao desafio principal da crise financeira. O Sr. Sarkozy ameaçou convocar reuniões dos 16 estados-membros do Euro durante a presidência tcheca, pois os tchecos não possuem moeda única.

Nem também Sarkozy acredita que Praga tem a habilidade para lidar com uma Rússia cada vez mais nervosa, que está ameaçando uma corrida armamentista contra os planos americanos de um radar de defesa contra mísseis na República Tcheca.

Os tchecos são também um dos três únicos estados da UE que não aderiram ao controverso Tratado de Lisboa, que enfureceu Sarkozy depois de sua manobra para reviver o documento. O Sr. Klaus continuou a liderar a oposição tcheca ao tratado que ele referencia a um centralismo comunista.

Ele é inegavelmente popular com o eleitorado tcheco, tendo sido Primeiro Ministro no período de 1992-97, supervisionando a separação harmoniosa com a Eslováquia, e presidente desde 2003. Um economista que empenhou a maior parte de seu tempo como trabalhador no Czechoslovak State Bank [Banco Estatal da Tchecoslováquia] durante os anos da Cortina de Ferro, ele se tornou ativo na política como um campeão da economia de livre mercado depois de 1989 e é dito que guarda uma foto de Lady Thatcher, que admira enormemente, em sua mesa.

"O fato de Klaus possuir essas visões dificulta a tarefa de dirigir a presidência," diz Robin Shepherd, amigo-sênior da Europa no tink-tank Chatham Hause.

"Klaus não é o chefe do governo... mas ele é a figura pública da República Tcheca."

sem data, em 2008. http://www.cornwallalliance.org [1]

Cientistas, economistas, e especialistas em política se reuniram para a Conferência Internacional sobre Mudança Climática na cidade de Nova York nessa semana juntos para a publicação da Declaração de Manhattan sobre Mudança Climática depois da conferência. A Declaração diz:

"Aquecimento Global" não é uma crise global

Nós, cientistas e pesquisadores sobre o clima e campos correlatos, economistas, políticos e líderes da indústria dos negócios, nos encontramos na Times Square, cidade de Nova York, participando da Conferência Internacional sobre Mudança Climática de 2008,

Resolvendo que questões científicas devem ser avaliadas exclusivamente através do método científico;

Afirmando que o clima global tem mudado sempre e sempre irá mudar, independentemente das ações humanas, e que o dióxido de carbono (CO2) não é um poluente, mas especialmente uma necessidade para todo tipo de vida;

Reconhecendo que as causas e a extensão da mudança climática recentemente observada são assuntos de intensos debates na comunidade de ciência climática e que as afirmações freqüentemente repetidas de um suposto "consenso" entre os peritos em climatologia são falsos;

Afirmando que as tentativas pelos governos de legislar regulamentações dispendiosas sobre a indústria e os cidadãos individuais para encorajar a redução da emissão de CO2 diminuirão o desenvolvimento enquanto não trará impacto apreciável na trajetória futura da mudança de clima global. Tais políticas irão diminuir notavelmente a prosperidade futura e então reduzindo a habilidade das sociedades de se adaptarem à inevitável mudança climática, e aumentando, e não diminuindo, o sofrimento humano;

Notando que o clima quente é geralmente menos danoso para a vida na Terra que o frio;

Aqui declaramos:

Que os planos atuais para restringirem as emissões antropogênicas de CO2 são desalocações perigosas de capital intelectual e de recursos que deveriam ser dedicados a resolução dos problemas reais e sérios da humanidade.

Que não existem evidências convincentes de que as emissões de CO2 vindas das atividades industriais modernas causaram no passado, estão causando agora, ou no futuro causarão mudanças catastróficas no clima.

Que tentativas dos governos de inflingirem taxas e regulamentações dispendiosas sobre a indústria ou aos cidadãos individuais com o objetivo de reduzir as emissões de CO2 irão diminuir, sem sentido algum, a prosperidade do Ocidente e o progresso das nações em desenvolvimento sem afetar o clima.

Esta adaptação como necessária é massivamente mais benéfica do que qualquer tentativa de mitigação e de que um enfoque sobre essa mitigação irá desviar a atenção e os recursos dos governos para longe de resolver os verdadeiros problemas dos seus povos.

Que a mudança climática causada pelo homem não é uma crise global.

Agora, então, nós recomendamos --

Que os líderes mundiais rejeitem as visões expressas pelo Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas assim como as obras populares, mas desinformativas como "Uma Verdade Inconveniente."

Que todas as taxas, regulamentações, e outras intervenções com o intuito de reduzir as emissões de CO2 sejam imediatamente abandonadas.

Concordado em Nova York, 4 de março de 2008


(Leitores podem endossar a Declaração de Manhattan em: http://www.climatescienceinternational.org/images//manh.dec.forms.pdf)

A conferência, patrocinada pelo Heartland Institute, reuniu cientistas, economistas e peritos em política de todo o mundo que questionam o Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas e outros que clamam que o aquecimento global provocado pelo homem ameaça com impactos catastróficos e precisa ser detido através de cortes mandatórios nas emissões de dióxido de carbono. Aproximadamente cem apresentações, muitas em sessões paralelas, foram dadas na conferência. O relatório mais completo na conferência que eu vi de longe foi de Marc Morano do Comitê do Senado sobre Meio Ambiente & Obras Públicas. O relatório de Morano inclui links para muitas coberturas da mídia sobre a conferência -- e esclarece com maestria as influências na maioria das coberturas. Como um ex-reporter jornalístico, editor, e publicitário eu mesmo, de quem o pai foi jornalista durante boa parte da vida comprometido com a visão de que jornalistas devem reportar e não opinar, achei a maioria das coberturas vergonhosas, e é particularmente irônico que um partidário da equipe do Senado, Morano, superou em larga escala os jornalistas profissionais em suas próprias profissões.

Oradores na sessão plenária da conferência e os títulos de suas apresentações incluem:

* Patrick J. Michaels, Ph.D., professor pesquisador de ciências do meio ambiete da Universidade de Virginia e editor do online World Climate Report, [Aquecimento Global: Alguns Fatos Convenientes] “Global Warming: Some Convenient Facts”

* Robert C. Balling, Jr., Ph.D., professor de climatologia da Universidade do Estado do Arizona, [O Aumento na Temperatura Global: O que isso nos diz e o que não nos diz] “The Increase in Global Temperature: What It Does and Does Not Tell Us”

* Ross McKitrick, Ph.D., professor associado de economia da Universidade de Guelph, Ontário, Canada, [Quantificando a Influência dos Processos Processos Antropogênicos da Superfície sobre os Dados Entrelaçados do Clima Global] “Quantifying the Influence of Anthropogenic Surface Processes on Gridded Global Climate Data”

* Tim Ball, Ph.D., consultor de meio ambiente e ex-professor de climatologia da Universidade de Winnipeg, Manitoba, Canada, [Clima é uma Disciplina Genérica] “Climate Is a Generalist Discipline”

* S. Fred Singer, Ph.D., fisicista espacial e atmosférico, famoso professor e pesquisador da Universidade de George Maso e professor emérito de ciência do meio ambiente da Universidade de Virginia, [O Relatório do IPCC: Natureza, Atividade não-Humana, Governa o Clima] “The NIPCC Report: Nature, Not Human Activity, Rules the Climate”

* William M. Gray, Ph.D., professor de metereologia da Universidade do Estado do Colorado e especialista de longa data em estudos sobre furacões, [Oceanos, não dióxido de carbono, estão influenciando o Clima] “Oceans, Not Carbon Dioxide, Are Driving Climate”

* Vaclav Klaus, Ph.D., presidente da República Tcheca, e economista, [Porque não devemos cometer grandes erros sobre a mudança climática] “Why We Should Not Make Big Mistakes Over Climate Change”

* Roy W. Spencer, Ph.D., principal research scientist for the University of Alabama, Huntsville, former senior scientist in climate studies with NASA, “Recent Evidence for Reduced Climate Sensitivity”

* John Stossel, ABC News correspondent, “Freedom and Its Enemies”

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[1] Traduzido por Leandro Diniz voltar

quinta-feira, 5 de março de 2009

Democídio versus Genocídio: Qual é o que?*
by R.J. Rummel [1]

Maio, 1998. http://www.hawaii.edu/powerkills/welcome.html[2]

É impossível dissociar linguagem de ciência ou ciência de linguagem, pois cada ciência natural (ou social) sempre envolve três coisas: a sequência de fenômenos sobre a qual a ciência é baseada; os conceitos abstratos que chamam esses fenômenos à mente; e as palavras nas quais esses conceitos são expressados. - Antoine Laurent Lavoisier, 1789


Quais são as diferenças e similaridades entre democídio e genocídio? Como definido, elaborado, e qualificado no Capítulo 2 de Death by Government, democídio é qualquer assassinato pelo governo - por oficiais agindo sobre a autoridade do governo. Isto é, eles agem implícita ou explícitamente de acordo com políticas governamentais ou com a autorização implícita ou explícita dos maiores oficiais. Como, por exemplo, foi o enterro de chineses vivos pelos soldados japoneses, o assassinato de refén pelos soldados alemães, a morte por fome dos ucranianos pelo governo comunista, ou a queima de cidadãos japoneses vivos bombardeados propositadamente pelo ar pelas forças americanas.

Genocídio, entretanto, é um confuso e problemático conceito. Pode ou não incluir assassinatos pelos governos, refere-se a eliminar total ou parcialmente um grupo, ou involve dano psicológico. Se isso inclui assassinatos por governos, pode significar todos esses tipos ou somente alguns. Analisando isso, genocídio pode ter três significados diferentes.

Um significado é aquele definido pelo acordo internaticonal, a Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio. Isto faz do genocídio um crime punível sob lei internacional, e o define como:

qualquer desses atos cometidos com intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, como:

(a) Matando membros do grupo;
(b) Causando danos corporais ou mentais aos membros do grupo;
(c) Inflingindo deliberadamente no grupo condições de vida calculadas com intuito de causar destruição física em parte ou no todo;
(d) Impondo medidas com intenção de prevenir nascimentos dentro do grupo;
(e) Transferindo pela força crianças de um grupo para outro.

Note que somente a primeira cláusula inclui claramente matanças, enquanto as outras cláusulas cobrem formas de eliminar o grupo que não sejam pela matança. Eu chamarei essa definição de genocídio de o sentido legal, já que agora é parte da Lei Internacional.

Apesar dessa definição, sem dúvida influenciada pelo Holocausto, o uso ordinário e o uso por estudantes do genocídio tem a tendência de equacionar completamente isso com o assassinato e somente assassinato pelo governo de pessoas em relação sua participação (ou, o que é chamada indelével) em uma nação, uma etnia, uma raça ou a uma religião. Essa maneira de ver o genocídio tem se tornado tão impegnada que parece completamente falso dizer, por exemplo, que os Estados Unidos cometeram genocídio contra o grupo étnico havaiano ao forçar suas crianças a estudar inglês e normas e valores americanos. Ainda, no sentido legal de genocídio, isto é argumentativamente verdadeiro. A equação de genocídio com a matança de pessoas por conta de seu pertencimento indelével a um grupo eu chamarei de sentido comum de genocídio.

Em alguns usos e especialmente entre os estudantes do genocídio, o conceito tem sido redefinido para preencher um vazio. Onde fica o assassinato pelo governo de pessoas por outras razões que sua indelével participação num grupo? Onde fica os esquadrões organizados do governo eliminando simpatizantes do comunismo, assassinando oponentes políticos, ou limpando a população de antirevolucionários. Onde fica simplesmente o cumprimento da cota de mortes (como na União Soviética sob o governo de Stálin). Nenhum desses assassinatos são genocídios de acordo com os sentidos legal e comum. Isso poderia ser nomeado como o sentido generalizado de genocídio.

É óbvio, o problema com o sentido generalizado de genocídio é que para cobrir um vazio cria um outro. Se genocídio incluir todas as matanças de governos, como chamaríamos o assassinato de pessoas por conta da sua participação em um grupo? É precisamente por esse problema conceitual que eu criei o conceito de democídio.

Nós agora temos três significados de genocídio: legal, comum e generalizado. Como eles se relacionam com o democídio? Deixe tentar esclarecer isso através dos Diagramas de Venn. A Figura 1A mostra dois círculos, um contendo todos os casos de democídio, o outro todos os casos de genocídio. Fora dos dois círculos estão todas as outras formas de comportamento que não são nem democídio nem genocídio. Agora, para o sentido legal de genocídio, somente parte do círculo de genocídio irá sobrepor-se o que democídio, como mostra a figura. Isso acontece pois o sentido legal não inclui matanças, enquanto demicídio inclui somente assassinatos. A parte sobreposta dos círculos compreendem aqueles casos de democídio que são matanças genocidas de pessoas a fim de erradicar seu grupo, total ou parcialmente. A parte do círculo de democídio fora da sobreposição contém os assassinatos por outros motivos.

A Figura 1B mostra o círculo de genocídio em seu sentido comum. Então o círculo de genocídio é o menor dentro do círculo de democídio. O que é, nesse significado genocídio é um tipo de democídio, mas existem outros tipos de democídio também, como o politicídio [3] ou o bombardeio de civis (veja tabela 2.1 do Capítulo 2).

Agora referindo à Figura 1C para o sentido generalizado de genocídio, os círculos de genocídio e democídio são os mesmos: democídio é genocídio e genocídio é democídio. Um dos conceitos é, então, redundante contra o outro. Mas então, como eu geralmente aponto, o que nós chamamos do assassinato de pessoas porque elas são, digamos, muçulmanas, judias ou americanas? Este é certamente um tipo de assassinato que deve ser discriminado e entendido.

O progresso de nosso conhecimento de matanças por governos depende fundamentalmente da clarificação e significação de nossos conceitos. Especialmente, esses conceitos devem se referir ao comportamento do mundo real e a eventos que podem ser claramente e de maneira similar discriminados independentemente dos observadores e seus preconceitos. Pelo que qualquer áera dos estudos sociais estão carregadas com predisposições e influências, isso certamente tem a ver com o quem, por que, quando e como dos assassinatos por governos (o significado de "governo" e "assassinato" são eles mesmos conceitos que requerem clarificações, como eu tentei fazer no Capítulo 2). Por essas razões acredito que ambos genocídio no sentido comum e democídio como eu o defini possuem papéis importantes no entendimento da matança por governos. O sentido legal de genocídio, entretanto, é muito completo e inclui comportamentos bem diferentes no tipo, como matança por governos, dano psicológico induzido pelo governo, tentativas governamentais de eliminar um grupo no todo ou em parte (qual significado empírido podemos dar para "em parte"?), ou remoção de crianças pelo governo (remoção de qual porcentagem constitui genocídio?), e assim por diante. No caso de democídio, a grande maioria de mantaças por governos é manifetadamente assassinato - o intuito de cometer assassinato é inerente ao ato mesmo.

Por exemplo, soldados enfileirando civis no paredão e atirando neles até a morte sem um julgamento justo é manifestadamente assassinato pelo governo. E em seu sentido comum, a maior parte dos genocídios podem ser discriminados igualmente, como no Holocausto ou no genocídio armênio na Turquia durante 1915-1916.

A conclusão é que genocídio deve ser ordinariamente entendido como matança por governo de pesssoas por causa de sua participação indelével em um grupo (deixe os advogados internacionais brigarem com o sentido legal) e democídio como qualquer assassinato pelo governo, incluindo essa forma de genocídio.

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* Maio, 1998. Isso foi escrito para esse website buscando esclarecer a distinção entre genocídio e democídio. O conceito de democídio é único desse website enquanto genocídioé de uso geral, entretanto como será mostrado aqui, muito confundido na literatura. voltar

[1] Rudolph Joseph Rummel (nascido em 21 de Outubro, 1932) é professor emérito de ciência política da Universidade do Havaí. Ele tem dedicado sua carreira em recolher e juntar dados sobre violência coletiva e guerra procurando ajudar através disso sua resolução e eliminação. Rummel cunhou o termo democídio para matanças por governos. fonte (http://en.wikipedia.org/wiki/R._J._Rummel) voltar

[2] Traduzido por Leandro Diniz voltar

[3] Politicídio - Politicídio tem três significados relacionados porém distintos. Pode significar uma tentativa gradual, porém sistemática, de causar aniquilação de uma entidade política ou social independente. Por exemplo, a destruição do sistema de Apartheid na África do Sul. Outros têm usado o termo para significar a destruição física deliberada de um grupo que divide uma característica principal de pertencer a um movimento político - essa definição tem sido usada por que tais grupos não estão cobertos sob a United Nations Convention on the Prevention and Punishment of the Crime of Genocide (CPPCG) [Covenção dos Estados Unidos para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio]. CPPCG cobre unicamente a destruição deliberada de grupos nacionais, étnicos, raciais ou religiosos. Um terceiro uso é notado pelo Dicionário de Inglês de Oxford e descreve suicídio político como uma ação que danifica irreparavelmente uma carreira política de uma pessoa. fonte (http://en.wikipedia.org/wiki/Politicide) voltar

Principal Oponente de Chavez Virá a Washington para Alertar sobre a
"União Soviética da América Latina"

sem data de publicação, 2009 , nem referência ao autor, www.earnedmedia.org [1]

Contate: Eduardo Dipp, 301-642-9186, odec.office@gmail.com, eddipp@yahoo.com; Moreno Garcia, 804-318-6934

CONSULTIVO DE MÍDIA, 24 de Fev. /Crhistian Newswire/ -- Com o marxista anti-americano Hugo Chavez agora ditador até morrer, seu principal oponente na América Latina Alejandro Peña-Esclusa, www.unoamerica.org, visitará Washington (27 de Fevereiro - 4 de Março incluindo a Public Affairs Channel) procurando encontros a fim de alertar a mídia, o governo, os acadêmicos e líderes religiosos de que os neo-marxistas e jihadistas procuram controlar a América Latina até a fronteira de um Estados Unidos enfraquecido.

Peña alerta que o secreto "Forum de São Paulo" (FSP) estabelecido em 1990 por Fidel Castro com "Lula" da Silva" (agora presidente do Brasil) tem feito grandes avanços, incluindo:

. a criação do próprio Chavez como maior força marxista e sua instalação como ditador até morrer dias atrás;
. a união de governos latino-americanos com movimentos revolucionários, forças islãmicas jihadistas e traficantes poderosos pesadamente armados como uma aliança anti-democrática e anti-americana;
. infiltrando não membros do governo nas igrejas Católicas e Evangélicas e em muitas outras instituições.


Sua existência só foi provada recentemente por Peña e pelo professor brasileiro Olavo de Carvalho, www.olavodecarvalho.org/english, o Forum de São Paulo mina as bases da democracia, da economia, da religião, da liberdade política e do Estado de direito em cada país da América Latina.

O ex-candidato à presidência conduziu demonstrações em massa contra o totalitarismo de Chavez e a ditadura marxista sem prazo para acabar. Freqüentemente convidado para dar aulas na Argentina, Brasil, Espanha, nos EUA, Colômbia, El Salvador e Uruguai, Peña (54 anos), lidera a Fuerza Solidaria, www.fuerzasolidaria.org (Foça Solidária) e a aliança internacional UnoAmerica contra o bloco marxista do Forum de São Paulo.

Sua visita é coordenada pelo professor de Carvalho, um dirigente especialista sobre Marxismo Internacional, sua cooperação com jihadistas e infiltrações em instituições Católicas e outras mais.

"Líderes norte-americanos e europeus, acadêmicos e jornalistas - 'liberais' e 'conservadores' - são perigosamente inocentes em relação a isso," diz de Carvalho, adicionando "Uma instrução de Peña-Esclusa, um Alexander Solzhenitsyn da América Latina, é inestimável. Ele é o líder político mais importante nas Américas do Norte, Sul e Central se opondo ao retorno do marxismo."

De Carvalho é um renomado filósofo brasileiro, jornalista e autor de onze livros que fugiu do Brasil sob ameaças de morte de forças marxistas que controlam o governo brasileiro, as universidades, a mídia e o tráfico de drogas. Seu programa de rádio, com uma grande audiência internacional de ouvintes educados portugueses e de língua espanhola é um contra-peso à mídia marxista de lá.

"Alianças hemisféricas estão se movendo rapidamente para a catástrofe econômica e de segurança dos Estados Unidos. Liberdade está mais ameaçada que durante a Guerra Fria. Líderes americanos de todos os níveis precisam imediatamente estabalecer comunicações e estratégias de cooperação contra esse perigo histórico," diz de Carvalho, que vive nesse país.

Como de Carvalho, Peña é um escritor prolífico e trará seu último livro sobre o Forum de São Paulo e oferecer instruções, entrevistas e aulas sobre o atual ressurgimento do marxismo em todo hemisfério. Ex-engenheiro e empresário, ele entrou na política prevendo com grande antecedência a ascensão assustadora do neo-marxismo.

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[1] Traduzido por Leandro Diniz voltar

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Os defensores do Big Brother Obama na internet estão observando você!
por Judi McLeod [1]
26 de Fevereiro de 2009, http://www.canadafreepress.com [2]

Enquanto os democratas liderados por Obama controlam o futuro dos Estados Unidos da América, a massa na internet (The Obama Forum) está no processo de entregar "inimigos do Obama", incluindo os pais de crianças que apóiam Obama.

Crianças que apóiam Obama já colocaram os nomes de seus pais e seus endereços no Obama Forum. (aqui)

Em todas as buscas, Canada Free Press (CFP) não conseguiu achar nenhum comentário de nenhum oficial da administração de Obama repudiando o Forum.

O Obamaforum.com instrui as pessoas a "Reportar Manifestações Anti-Obama de seus Colegas de Trabalho e Amigos (aqui) e outros."

Tudo o que a maioria dos americanos pode fazer é esperar que o serviço secreto que visitou o motorista na cidade de Oklahoma, que mostrava ao rodar pela cidade o "sinal aborte Obama" em seu carro, não tenha entrado no Forum.

"O que segue não é para aqueles que são facilmente amedrontados ou para aqueles com um estômago fraco," escreveu o informante do CFP.

Você pode deixar Obama saber como que o plano de estímulo está te ajudando no website, de quem o nome era um número, de acordo com o vice-presidente Joe Biden na noite de terça-feira. O vice-presidente, claro, estava falando sobre: Recovery.gov - Share your experience (Recuperação.gov - Compartilhe sua experiência).

Mas os especialistas de Obama nos cantos obscuros possuem um tópico apenas para o que fazer com seus inimigos visíveis:

Do Obama Forum: Banir websites com ajuda de oficiais (itálicos do CPF)

Para chegar ao pretendido aqui estão alguns dos sites:

www.gop.org - Partido de oposição
www.redstate.com - Balneário dos conservatardos [3]
www.freerepublic.com - Veja redstate.com
www.mccain.senate.gov - Era contra Obama e ataca ele agora.
www.sarahpac.com - "Comitê de Ação Política" de Sarah "Carabou Barbie" Palin [4]
drudgereport tem um monte de sites de armas de fogo e toneladas de outros.

Aqui eles estão mantendo uma lista e conferindo novamente... "Ok, se você ver um carro com um adesivo no pára-choque ou qualquer coisa sobre liberdade ou ódio a taxas ou alguém com um desses adesivos "Nobama" [5] no pára-choque ou qualquer coisa contra o governo ou Obama, faça o que você puder para anotar o número na placa de licença de trânsito. Talvez a marca e modelo do carro, aposto que seremos capazes de conseguir uma estatística probabilística baseada na marca e modelo para ir atrás de todos certos tipos de carros. O governo vai precisar de tal lista logo logo."

"Eu vi isso essa manhã então eu vou começar a lista:
"Licença: 1M1337-Texas,
"Cadillac Escalade Prateado
"Infração: Adesido de pára-choque de Ron Paul de 2008 e um pequeno sinal 'não me ameace'..."

Existe tolerância zero para Doubting Thomases em um website que gosta de depreciar Obama como Jesus andando sobre as àguas.

O Forum tem uma atitude implacável: "Qualquer um que for ouvido duvidando o Presidente Obama deverá ser imediatamente reportado para os oficiais locais. Faça o trabalho dos oficiais locais mais fácil postando qualquer dissentimento que você pode ouvir no elevador de um de seus colegas de trabalho, enquanto bebe uma cerveja no bar local, por estranhos fazendo compras nos mercados, ou lendo livros Conservadores ou outra publicação racista (itálicos pelo CFP) na biblioteca. Lembre-se de anotar o maior número de informações que for possível deles. Altura, peso, cor do cabelo, cor dos olhos, etc. Tente obter uma foto da surdina com seu ceulular, mas seja cuidadoso para que eles não te vejam. Número da licença de trânsico, informação sobre o número de seguridade social, registros da FEMA, checar o histórico criminal. Coloque tudo aqui. "Lembre-se, nas grandes palavras do Presidente Obama: 'Não pergunte o que seu país pode fazer por você, mas o que você pode fazer pelo seu país!'"

Ao sugerir que foi o Presidente John F. Kennedy que inspirou os americanos com essas palavras, você pode ser rotulado de racista.

Outros sentimentos dos apoiadores de Obama na Internet: "Todos os possuidores de arma devem morrer".

"Websites (que) não obedecerem por si mesmos, nós os tiraremos do ar pela força," é sua promessa.

"Para manter a esperança viva, apesar de todos os erros, horrores, e crimes, reconheça a óbvia superioridade do socialismo", é o seu mantra manifesto.

"Pela luta, Solidariedade e Socialismo! Eu prometo que serei fiel e aceitaria verdadeira lealdade a Obama. Nossas leis e sua vontade, de acordo com ele. Não tomaremos o governo através da violência. Devemos resistir, remanescer e ser a lei desse reino eternamente. É isso então que todas as pessoas do mundo implorarão a Obama que os livre de todo mal."

Enquanto isso, serão longos, intolerantes e até excrucitantes quatro anos.

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[1] Judi McLeod é uma jornalista premiada com 30 anos de experiência na área de mídia impressa. Ex-colunista do Toronto Sun, ela também trabalhou para o Kingston Whig Standard. Seu trabalho apareceu no Newmax.com, Drudge Report, Foxnews.com, e Glenn Beck. Judi pode ser contatada pelo e-mail: judi@canadafreepress.com voltar

[2] Traduzido por Leandro Diniz voltar

[3] Aqui o termo em inglês é "Conservatard watering hole". Termo que pode ser encontrado no Urban Dictionary onde diz: "A person who is politically conservative to an extreme degree, often with no sound intellectual basis for his or her beliefs. " ou seja "Uma pessoa que é politicamente conversativa num nível extremo, freqüentemente sem nenhuma base intelectual sequer para seus ou suas crenças." voltar

[4] "Carabou Barbie" - apelido comumente conhecido nos EUA dado a Sarah Palin. voltar

[5] Aglutinação de No com Obama, No em inglês significa Não, um correlativo em portugês seria "Nãobama" voltar

Ingrid Betancourt era "pior que os guardas", dizem seus companheiros de cativeiro
por Andrew Pierce
26 de Fevereiro de 2009, http://www.telegraph.co.uk [1]

O status de heroína de Ingrid Betancourt, que foi resgatada após seis anos nas mãos dos guerrilheiros marxistas nas florestas da Colômbia, tem sido desconstruído pelas declarações de seus companheiros de cativeiro.

A Sra. Betancourt, 47 anos, tem sido procurada por produtores de Hollywood após a notícia de que ela passou boa parte do tempo acorrentada pelo pescoço em uma árvore, e era alvo de torturas, pela organização terrorista das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARCs).

Mas a declaração mais provocativa do primeiro livro sobre a experiência, Out of Captivity (Fora do Cativeiro), por três americanos companheiros de cativeiro, não foi sobre as marchas forçadas acorrentadas e as escapadas por um triz de tiroteios.

Foram as extraordinárias alegações sobre o comportamento da Sra. Betancourt, uma política colombiana, com dupla cidadania francesa.

Um dos prisioneiros americanos disse que ela era arrogante, retraída, roubada sua comida, coletava livros, e arriscava as vidas dos americanos ao informar os guardas que eles eram da CIA.

Keith Stansell, 44 anos, um ex-Marine, contou a Associated Press: "Eu assisti a ela tentando tomar conta do acampamento com uma arrogância que era fora de controle. Alguns dos guardas nos tratavam melhor do que ela."

Sr. Stansell foi libertado junto com a Sra. Betancourt, os colegas empreiteiros Thomas Howess e Marc Gonsalves, e 11 colombianos, quando agentes do exército pousaram disfarçados como ajudantes humanitários em helicópteros os retirando de uma clareira na floresta em Julho.

Os três americanos revezam a narração das suas experiências na crônica de 457 páginas. Os outros dois concordam com o Sr. Stansell em muitos assuntos, mas não em todos, mas não concordam totalmente com ele sobre a Sra. Betancourt que se tornou um símbolo mundial do sofrimento de reféns. Punida por seus esforços em escapar, ela passou longos períodos acorrentada pelo pescoço em árvores, sofreu com infecções não tratadas, problemas intestinais e suportou longas marchas sobre terreno punitivo.

No livro e em entrevistas por telefone eles disseram que eles não guardam rancores, mesmo que os conflitos fossem freqüentes entre os reféns durante seu cativeiro. "Aqueles eram literalmente campos de concentração," Sr. Gonsalves diz. "Mal existia espaço para respirar."

Dr. Keron Fletcher, um psiquiatra britânico que entrevistou reféns mantidos por extremistas no Líbano há duas décadas, disse que é incomum para um ex-refém criticar publicamente alguém com quem dividiram uma experiência traumática.

"Para esse homem ir direto na jugular é pouco comum," ele disse sobre Stansell. Pessoas que vivem sobre tal trauma "tendem a se manterem calados sobre os problemas que tinham com os outros e fazem o máximo para ajudar cada um."

Os reféns competiam por espaço para dormir, as escassas rações de comida e o único dicionário Espanhol-Inglês. E quando o Sr. Gonsales desenvolveu uma íntima e carinhosa relação com Betancourt, isso disparou uma intensa inveja sobre os outros prisioneiros masculinos, de acordo com o livro.

"Ela é uma mulher forte," diz Sr. Gonsales, 36 anos, que se mantém em contato por telefone e e-mail. "Ela costumava dar muito trabalho para aqueles guerrilheiros."

Sra. Betancourt se recusou a comentar as alegações de Stansell. Uma porta voz, Catarinja Laranjeira, disse por e-mail de Paris que ela está "dedicada a escrever seu (próprio) livro e não fará declarações até que esteja terminado."

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[1] Traduzido por Leandro Diniz. voltar